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[Review] PC Terabyte T-Gamer Super Streamer LVL-2

Fala pessoal, tudo certo?

Nesse review irei analisar um PC completo voltado ao público gamer e vendido pela Terabyteshop, que é uma loja virtual que está no mercado desde 2006 e que além de vender itens de hardware em separado, também oferecem as máquinas já prontas com diferentes configurações e “selos” indicativos visando ajudar o cliente a fazer uma melhor escolha de acordo com aquilo que ele procura.

Dessas configurações e selos, posso destacar três que são voltadas ao público gamer (T-Moba, T-Gamer e T-Maximus) e uma pro público mais casual que não tem muitas pretensões naquilo que diz respeito a jogos e querem uma máquina para trabalho ou uso geral em casa (T-Home). Esses PCs também são separados pelo “Level”, que assim como em um jogo, quanto maior for esse “Level”, mais robusta é a configuração dentro da sua categoria.

Os PCs “T-Moba” são voltados para usuários com orçamento mais limitado ou que querem um PC suficiente para jogos mais leves, como League of Legends, Hearthstone, Dota 2, Fortnite e afins. A faixa de preço desses computadores vão desde os R$1724 até os R$3149 e do ponto de vista do hardware, são oferecidos CPUs como Athlon 200GE, Pentium G4560, i3 8100 e as APUs 2200G/2400G e GPUs que vão desde o vídeo integrado até no máximo uma GTX1060.

Os PCs “T-Gamer” são voltados para usuários mais “CxB”, que pretendem adquirir um PC mais robusto e que seja capaz de rodar jogos como PUBG ou Battlefield com mais qualidade. A faixa de preço desses computadores vão desde os R$2724 até os R$4661 e do ponto de vista do hardware, são oferecidos CPUs quad core (i5 7400) e hexa core (i5 8400 e Ryzen 5) e GPUs que vão desde uma simples RX560 até Vega 56 ou RTX 2060!

Os PCs “T-Power” são máquinas “PC Master Race” voltadas para quem procura desempenho máximo, sendo também voltadas para editores de vídeo e afins. A faixa de preço desses computadores vão desde os R$3854 até mais de R$13000 (!!!) e do ponto de vista do hardware, são oferecidos CPUs hexa core (R5 2600X) e até octa core (i9 9900K e Ryzen 7 2700X) e GPUs que vão desde a RX580 até a monstruosa RTX2080 Ti.

Além desses e do T-Home, também existe a possibilidade do usuário montar uma máquina totalmente customizada, escolhendo peça a peça de acordo com seu gosto e conhecimento.

A respeito desse sistema, quando bem implementado, esse tipo de classificação costuma ser uma mão na roda para o consumidor, afinal de contas, boa parte das pessoas sabe perfeitamente qual vai ser a finalidade do PC porém acabam esbarrando em dificuldades na hora de determinar uma configuração adequada e que caiba em seu bolso, sendo assim, ao separar por categorias e oferecer opções honestas, esse sistema da Terabyte acaba por ajudar bastante o seu cliente, algo que é muito bom. 🙂

A Terabyteshop também preza pelos seus diferenciais, onde posso destacar a montagem, qualidade das peças, testes e certificação, embalagem e envio, garantia e atendimento pós-venda, sendo que são esses os itens que serão colocados a prova nesse review!

A máquina que recebi é um T-Gamer Super Streamer LVL-2 equipado com um Ryzen 5 1600, placa-mãe Biostar B350GT3, VGA MSI GTX1060 6GB, HD Toshiba P300 1TB, fonte Gamemax GM500 e gabinete K-Mex War Robot CG-01F5. O preço dessa máquina é de R$3.387,75 (preço do dia 7/2/2019) e a mesma pode ser customizada com diferentes CPUs, placa-mãe, outros modelos de GTX1060, SSD, Fita LED, SO e serviços de montagem mais rápida e garantia avançada. Lembrando que os itens de hardware podem variar conforme a disponibilidade dos mesmos, então se ao clicar no link para ver a máquina no site da loja e ela for um pouquinho diferente, é por essa motivo.

https://www.terabyteshop.com.br/produto/9853/PC-Gamer-Super-Streamer-LVL-2-AMD-Ryzen-5-Placa-de-Video-Nvidia-GeForce?p=78190

Da embalagem e envio, a máquina foi entregue via transportadora e a mesma veio em uma caixona de papelão maior onde dentro dessa a máquina vem devidamente acomodada dentro da caixa original do gabinete, sendo que também existe na caixona um lacre da loja dizendo para não aceitar a encomenda caso o mesmo esteja rompido. De todo modo, se houver algum incidente durante a entrega, quem deve sofrer as consequências é a caixona externa, minimizando bastante a possibilidade do computador sofrer algum dano, portanto, no que diz respeito a esse quesito, a Terabyte definitivamente está aprovada!

A loja também envia as caixas dos componentes utilizados na montagem, no caso, vieram da placa-mãe, VGA, HD e CPU.

Do PC em si, o gabinete da K-Mex é um Mid Tower ATX que externamente possui 515(A) x 195(L) x 435(P) e por não oferecer baias 3.5”, oferece bom espaço interno e espaço para instalação de placas de vídeo mais longas, conforme mostrei adiante.

Esse gabinete possui janela lateral em acrílico, usa parafusos “tool free” nas tampas laterais e no que diz respeito a conectividade do painel dianteiro, oferece uma porta USB 3.0, 2 USB 2.0 e saída para microfone/headphone. Notem que não existe nenhum tipo de lacre da loja no gabinete e não pensem que é assim porque essa máquina veio para review ou coisa do tipo e sim porque é política da Terabyte não colocar esses malfadados lacres, dando a liberdade do cliente fazer manutenção e upgrades no seu T-Gamer, o que considero uma excelente prática e um ponto positivo para a loja! 🙂

Da qualidade de montagem, outra grata surpresa! Todos os cabos estão bem organizados estando todos bem presos na parte de trás do gabinete e sem cabos aéreos passando por cima dos componentes, ou seja, definitivamente foi feito um bom trabalho de “cable management” aqui. Outro ponto importante é que não existe qualquer sinal das “gambiarras” que são relativamente comuns de serem encontradas em máquinas já prontas, como uso de cola quente para “prender” conectores e outras “porquisses” desnecessárias, então basicamente o que encontrei aqui foi serviço de montagem profissional, o que naturalmente trata-se de um ponto positivo e condizente com os pontos apresentados como diferenciais pela loja.

E por fim, algumas fotos dos componentes utilizados tais como os três fans frontais com iluminação azul, a etiqueta da VGA comprovando que a mesma se trata de uma MSI GTX1060 6GB e a fonte com PFC Ativo, portanto, sem chave seletora de tensão.

Feitas as apresentações, vamos aos resultados!

Configuração utilizada:

CPU: AMD Ryzen 5 1600

MOBO: Biostar B350GT3

RAM: 1x8GB ADATA XPG Dazzle Red Led 2400 CL16

VGA: MSI GeForce GTX1060 6GB

STORAGE: HD Toshiba P300 1TB

PSU: Gamemax GM500 500W

CASE: K-Mex War Robot CG-01F5

SO: Windows 10 x64 1809

EQUIPAMENTOS EXTRAS: Medidor de consumo (Wattímetro, amperímetro) de tomada e Termômetro digital HDT 6002.

LINK PARA O SITE DA LOJA: https://www.terabyteshop.com.br/produto/9853/PC-Gamer-Super-Streamer-LVL-2-AMD-Ryzen-5-Placa-de-Video-Nvidia-GeForce?p=78190

Objetivo dos testes: Verificar o comportamento do T-Gamer Super Streamer LVL-2 durante o seu funcionamento, em outras palavras, verificar se a temperatura do CPU/GPU/VRM da mobo permanecem em um nível seguro quando submetidos a um stress test, se a máquina apresenta funcionamento estável e por fim, ter uma noção do seu consumo e desempenho. Explicações acerca da metodologia adotada ou de como os testes foram conduzidos estão contidas nos textos que acompanham os resultados a seguir. 😉

Resultados:

Antes de irmos aos resultados devo destacar que todos os testes aqui realizados, exceto o “bônus” com overclock do final do artigo, foram realizados com a máquina completamente em stock, apenas com o profile do XMP carregado na bios, portanto, sem otimizações de qualquer natureza e com o gabinete fechado visando manter as condições do sistema o mais próximas possível do uso real, igual fosse um cliente que tivesse comprado a máquina. A temperatura ambiente no dia dos testes foi de 29.8ºC.

Um dos primeiros testes que fiz no Super Streamer foi o da temperatura do CPU e para tal usei o teste de estresse do AIDA, rodei o mesmo por 16 minutos para aferir a temperatura do CPU e também do VRM.  Em relação ao uso real, esse teste costuma ser mais pesado que boa parte das aplicações e jogos, o que implica que a temperatura do CPU no “uso real” deve ser menor que essa que obtive aqui, em outras palavras, esse ai seria o “worst case scenario”.

Após 16 minutos, a temperatura do CPU se estabilizou com um delta (dT) de cerca de 44ºC, ou seja, a temperatura do CPU ficou 44ºC acima da temperatura ambiente, o que significa que para uma temperatura ambiente de 29.8ºC como foi o caso, o máximo que o CPU atingiu foi 73.8ºC, o que é algo bastante confortável em termos de margem térmica para o CPU.

Para ter uma ideia da temperatura do VRM, instalei um termopar na parte de trás da placa-mãe, na região dos mosfets relativos as quatro fases que alimentam os cores (VDDCR), conforme a foto abaixo. A Biostar B350GT3 possui dissipador nessa parte do VRM, entretanto, como o “corpo” do mosfet está soldado diretamente no pcb da placa, que é de cobre, a mesma também acaba fazendo função de dissipador. Tenham também em mente que a temperatura “real” do mosfet (tjunction) é cerca de 5~8ºC maior que a registrada aqui.

E essas foram as temperaturas registradas para o VRM tanto em idle, parado no desktop, quanto após o stress test do AIDA64 e como pode-se ver nesse gráfico, o dT ficou abaixo dos 30ºC, o que é perfeitamente seguro para um Ryzen 5 1600 em stock e ainda deixa uma boa margem para um possível overclock.

Agora vamos a temperatura e frequência atingidos pelo GPU durante uma run do Unigine Superposition 4K. Para quem não conhece esse benchmark, costumo usar o mesmo para fazer testes semelhantes a esse nos reviews das VGAs que passam pelas minhas mãos e considero ele interessante pelo fato de que o mesmo simula bem uma carga de “uso real” do GPU, em outras palavras, não é um “power virus” como o Furmark que estressa a VGA a níveis irreais e normalmente faz a placa entrar em throttling por comando do driver.

Em relação ao consumo da máquina, o Super Streamer se mostrou bastante frugal consumindo apenas 71W em idle e superando por muito pouco a marca dos 200W enquanto rodando o Unigine Superposition, o que significa que existe uma boa margem para upgrades devido ao fato dessa máquina usar uma fonte de 500W ou que simplesmente poderia ter sido empregada uma unidade de menor potência (e preço) aqui.

Apenas abrindo um parênteses aqui, sempre que forem comprar uma fonte pro PC, procurem reviews das mesmas e quando falo em reviews, me refiro a testes feitos com equipamento adequado, que mostrem os resultados de regulação de tensão, ripple, testes de carga e temperatura. Uma boa referência sobre o assunto é o JonnyGuru, o qual considero o “número 1” para testes em fontes, entretanto, existem vários outros reviewers que também fazem um ótimo trabalho nessa área e em comum, todos eles vão apresentar esses dados que citei em seus reviews. 😉

Agora deixe-me tratar do desempenho da máquina! O primeiro item que resolvi investigar foi o HD, que é um modelo fabricado pela Toshiba, com rotação de 7200rpm e 64MB de cache, portanto, nada de economia porca com HDs “verdes” de 5400rpm aqui!

Como pode-se ver pelo teste do CrystalMark, para um HD mecânico, o Toshiba P300 apresentou bom desempenho, entretanto, deixo a sugestão para os futuros compradores de um T-Gamer de que se possível customizem a máquina na hora da compra e adicionem um SSD, mesmo que seja uma unidade de 120GB apenas para instalação do SO, pois uma unidade dessas pode ser adquirida por cerca de R$140 e o beneficio no uso da máquina é perceptível, afinal de contas, o tempo de acesso aos dados do SSD sempre será muito mais baixo que o de um HD, por melhor que esse ultimo seja.

No que diz respeito ao desempenho da memória, esse é o resultado do AIDA64 obtido pelo T-Gamer, onde podemos claramente ver o impacto que o uso de apenas um pente de memória em single channel faz nas leituras/escritas/cópia e a latência um pouco alta por conta do clock relativamente baixo (2400MHz CL16) juntamente ao fato desse CPU ser um Ryzen de primeira geração.

Agora vocês podem me questionar, esse resultado está ruim? Montar máquina com memória em single channel não é desleixo? Bom, a respeito dos resultados, eles estão dentro do esperado para essa configuração e sobre o single channel, dado que kits 2x4GB DDR4 estão cada vez mais escassos, acaba que não tem muito para onde correr se a ideia for usar 8GB de RAM. Visando fazer um “tira-teima” para verificar se isso compromete o desempenho da máquina em jogos e benchmarks, acabei por rodar um Fire Strike e fiz um breve teste no DiRT 4 para ter uma noção do desempenho. Por que o DiRT 4? Simples! É o jogo mais recente que tenho em mãos… 😀

No circuito em questão, que é gerado de forma procedural e usando a câmera com visão interna, posso concluir que esse T-Gamer é capaz de rodar o DiRT 4 no preset High com alguma folga, enquanto que no Ultra a coisa fica um pouco mais apertada, de todo modo, os resultados parecem estar dentro do esperado e apesar dos números não serem diretamente comparáveis pelas diferenças no circuito e câmera utilizados, estão mais ou menos próximos daqueles obtidos pelo pessoal  do tomshardware.

Sobre o resultado do Fire Strike em stock, novamente está dentro do esperado para essa configuração completamente em stock e uma GTX1060 6GB com clocks abaixo dos 2000MHz.

E por fim, aquilo que não poderia faltar aqui na The Overclocking Page: Como o T-Gamer se sai nos benchmarks com overclock? Bom, o primeiro passo foi ver até onde conseguiria puxar a memória (que usa chips Micron) e após brincar um pouco com a Ryzen DRAM Calculator seguindo os passos que descrevi no review das Patriot Viper RGB 3000CL15, consegui estabilizar em 3333 CL16 com os timings abaixo, o que é uma excelente marca para uma memória que é 2400 CL16 padrão. Conforme pode ser visto no teste o AIDA, com esse overclock foi possível baixar a latência dos 90ns para para algo abaixo dos 75ns e teria obtido algo acima dos 50000 MB/s de leitura/escrita/cópia caso tivesse em dual channel.

No que diz respeito ao CPU, a maior limitação aqui é o cooler box, mas ainda assim, foi possível rodar um Cinebench R15 @ 3.9GHz com cerca de 1.375V (de acordo com a bios) e um 3DMark Fire Strike @ 3.95GHz.

Sobre a VGA, o máximo que consegui atingir com estabilidade para completar o Fire Strike foi 2050MHz no GPU, o que significa que diferente da Galax GTX1060 6GB que testei aqui anteriormente, não ganhei na loto com essa placa da MSI. De todo modo, ainda sim foi possível obter uma pontuação de respeitáveis 12547 marks, apenas 600 pontos a menos do melhor resultado que consegui tirar da placa da Galax e olha que lá estava com o sistema inteiro rodando em um loop de water cooler custom, um Ryzen 5 2600X e overclock bem mais agressivo em todo o sistema!

Portanto, o T-Gamer faz overclock sim e se levarmos em conta as limitações do sistema de refrigeração (leia-se, esse não é o foco dessa máquina), o faz muito bem! Lembrando que esses resultados em overclock representam essa máquina em específico e que os resultados podem variar até mesmo em relação a outra máquina com configuração idêntica a essa. 😉

Conclusão:

O T-Gamer Super Streamer LVL-2 se saiu bem nos testes, apresentando o desempenho esperado para uma máquina com essa configuração e no que diz respeito as suas características de funcionamento, existe boa margem térmica para todos os componentes sendo que a mesma não desapontou nem mesmo na hora dos testes em overclock!

Em relação a qualidade de montagem, o trabalho da Terabyte é de alto padrão e não encontrei quaisquer problemas nesse departamento sendo que posso dizer o mesmo também da embalagem para transporte, que é bastante sólida.

Então, se você tem interesse em adquirir um “PC Gamer” e procura a comodidade de não ter que ficar montando a configuração peça a peça, o que posso dizer é que a Terabyte oferece exatamente aquilo que você procura, oferecendo configurações honestas com preços justos no mercado brasileiro e criando formas (por exemplo, as classificações citadas no inicio desse artigo) de ajudar o cliente a fazer a melhor escolha independentemente dele ter ou não algum conhecimento prévio em hardware.

E é isso! Dúvidas em relação ao review, sugestões ou mesmo comentários aleatórios são bem-vindos. Mais uma vez fica meus agradecimentos a Terabyte por ter enviado essa máquina para review. 🙂

Até a próxima!

2 comentários em “[Review] PC Terabyte T-Gamer Super Streamer LVL-2”

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