Overclock Extremo

Ryzen 7 3800XT – Overclock extremo (LN2) e resultados

Fala pessoal, beleza?

Aos que já acompanham a página a algum tempo, devem ter visto os artigos com os testes de overclock extremo usando nitrogênio líquido tanto do R9 3900XT quanto do R5 3600XT, onde o último inclusive foi capaz de quebrar o recorde mundial do Geekbench 3 na categoria 6x cores, o que me rendeu muitos pontos no HWBOT e dada a “magnitude” do feito, fiz até mesmo um vídeo mostrando a preparação da sessão e os resultados, o qual pode ser visto logo abaixo:

Mas conforme vocês viram no review de lançamento dos Ryzen “XT”, testei os três “novos” modelos e no que diz respeito a testes extremos, até então ainda faltava o R7 3800XT para ser testado, vejam bem, faltava… 😉

Do ponto de vista da preparação da placa-mãe para a sessão, por ter usado a Crosshair VII Hero velha de guerra que já está isolada com plastidip, então, o procedimento da preparação foi o mesmo das demais sessões e do vídeo acima, onde apenas coloquei papel toalha na placa, apliquei a pasta térmica na CPU e montei o pot.

Por fim, para quem quiser conhecer mais sobre o que você deve saber antes de querer congelar um Ryzen “Matisse”, sugiro a leitura do artigo de overclock extremo do R5 3600, que apesar de ser da época do lançamento, continua atual, então, vamos ao hardware utilizado e resultados!

  • Configurações utilizadas:

CPU: AMD Ryzen 7 3800XT (Obrigado AMD!)

MOBO: ROG Crosshair VII Hero (UEFI 3103)

VGA: Galax GTX1650 Super

RAM: 2x8GB G.Skill FlareX 3200CL14

REFRIGERAÇÃO: SF3D Inflection Point + Nitrogênio Líquido + Pasta térmica KINGPIN KPx (obrigado Renan!)

STORAGE: SSD Sandisk 120GB

SO: Windows 10 x64 2004 “depenado”

Objetivo dos testes: Descobrir o limite do Ryzen 7 3800XT usando refrigeração extrema (LN2) visando extrair desempenho máxima nos benchmarks e verificar o seu comportamento nessas condições. Os detalhes de como foram conduzidos os testes e metodologia estão descritos no texto que acompanham os resultados.

  • Resultados:

O primeiro passo para se obter sucesso na empreitada de congelar o Ryzen “Matisse” é fazer o ajuste correto do FCLK/VDDSOC/VDDG e para isso, o FCLK deve ficar em uma faixa que vai dos 1400 MHz até os 1600 MHz onde cada incremento tende a trazer o coldbug para um patamar mais alto, o VDDSOC deve ficar em uma faixa que vai desde os 1.25V até os 1.55V e o VDDG que a partir do AGESA 1004b foi dividido em dois, o VDDG_CCD e o VDDG_IOD, que devem ficar em algo como 1.2V e 0.9V, respectivamente. Para essa amostra o VDDSOC foi de 1.5V, os VDDG nos mesmos valores supracitados e o FCLK @ 1600 MHz, conseguindo assim trabalhar sem qualquer CB/CBB, porém, infelizmente não foi possível ir além dos 1600 MHz no FCLK.

Em relação aos benchmarks, houve foco no Cinebench R15, GPUPI 3.2, Geekbench 3 e wPrime 1.55 1024M e foi possível completar esses testes com a frequência da CPU variando entre 5775 MHz e 5850 MHz com cerca de 1.75V no vcore, o que é algo extraordinariamente bom para um Ryzen “Matisse”. Já sobre as memórias, foi possível chegar no limite desse kit, com frequências ajustadas em 4400MHz com CL14, subtimings apertados e cerca de 1.9V, o que é até razoável para essas B-Die com pcb.A0, porém, aquém do que boas memórias com esses chips e pcb.A2 podem fazer e ao contrário do que ocorre em condições de uso diário onde é mais vantajoso manter a memória e o FCLK sincronizados, para overclock extremo, esse ajuste apresenta melhor desempenho usando FCLK assíncrono.

Sobre os resultados obtidos, foi possível chegar em 3065 pontos no Cinebench R15, ficando em 31º no ranking global na categoria 8-cores, já em relação aos GB3, foi obtida a marca de 56924 pontos, o que representa um sólido 3º lugar no ranking global, o GPUPI 3.2 onde foi possível de se obter o tempo de 1m58.326s @ 5275MHz e por fim, o wPrime 1024M com tempo de 51s745ms e mais um 8º lugar. Novamente, destaco que essas colocações não se referem ao ranking do hardware (R7 3800XT), mas sim do geral global, onde todas as CPUs com 8-cores disputam entre si e apenas para ficar registrado, na data de 10/08/2020. 🙂

Cinebench R15: https://hwbot.org/submission/4514933_

Geekbench 3.4.3b3: https://hwbot.org/submission/4514917_

GPUPI 1B: https://hwbot.org/submission/4514918_

wPrime 1024M: https://hwbot.org/submission/4514937_

Dessa vez também resolvi tentar validação de frequência máxima no CPU-Z, afinal de contas, essa CPU me pareceu bastante propícia para isso especialmente pela ausência de coldbug, então, usando o Ryzen Master e subindo apenas um dos núcleos da CCX1, foi possível validar 6005.04 MHz, sendo esse o primeiro Ryzen que testei a quebrar a barreira dos 6 GHz! 😀

Ainda é necessário esclarecer que isso foi apenas em um dos núcleos, que foi o único que testei e que a validação do CPU-Z acusa “unchecked” possivelmente por conta de ter ativado o “XOC Mode” em suas configurações, algo que aparentemente elimina algumas verificações do processo de validação, tornando ele mais rápido e leve, ou seja, tudo que você precisa quando o intuito é validar a frequência máxima da CPU.

https://valid.x86.fr/7p0wlq

E por fim, uma foto do hardware todo congelado, por sinal, a mesma foto da chamada do artigo.

Conclusão:

O Ryzen 7 3800XT não só sobreviveu a sessão de overclock extremo como superou as expectativas e até o momento, trata-se da CPU que foi mais longe em termos das frequências obtidas nos benchmarks, completando os testes entre 5775 MHz e 5850 MHz com 1.75V, FCLK @ 1600MHz e sem qualquer coldbug. No que diz respeito especificamente aos resultados dos benchmarks, ainda foi possível obter um terceiro lugar global no ranking das CPUs 8-core no Geekbench 3, bons resultados no Cinebench R15, GPUPI 3.2 e wPrime 1024M, além de uma validação acima dos 6 GHz de brinde, o que sem dúvida alguma são marcas excelentes para esse processador!

Por hoje é só pessoal, até a próxima!

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