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Review – EPOMAKER Glyph – O teclado que é a máquina de escrever do século XXI!

Nesse artigo irei analisar o EPOMAKER Glyph, que se trata de um teclado mecânico “75%”, ou seja, sem teclado numérico, mas mantendo as teclas de função e setas direcionais, no padrão ANSI, sem “Ç”, com construção em plástico e iluminação RGB, onde seu maior diferencial é o visual retrô diferente de tudo que já passou aqui pelo site. Mas será esse um bom teclado? É o que vamos descobrir.

Desde já fica o agradecimento a EPOMAKER por ter enviado a amostra para esse review.

  • Unboxing:

A embalagem, que é bem grande, traz em sua frente uma ilustração do produto, faz menção ao modelo e marca e vários features como as 83 teclas, as duas telas integradas e os switches hotswap. Já na parte de trás, temos a mesma ilustração do teclado e o seu modelo.

Ao abrir a embalagem, nos deparamos com o teclado embalado em um saco protetor, manual impresso e uma caixinha com os acessórios, que incluem um cabo USB-C, ferramenta para remoção de keycaps/switches, switches sobressalentes e pés com maior ângulo de inclinação.

  • Hardware:

Como dito anteriormente, o EPOMAKER Glyph usa padrão 75%, onde essa porcentagem indica o seu tamanho em relação ao ”full-size”, que é aquele com teclado numérico e apesar de ao menos no papel ele ser relativamente compacto, é necessário deixar de lado que o Glyph é um modelo nada convencional, com design retrô inspirado em uma máquina de escrever, ele certamente ganha muitos pontos pelo visual, servindo não só como teclado, mas também como peça decorativa! Nesse aspecto, ele é uma das coisas mais legais que já passaram aqui! 😀

A sua estrutura em plástico, como é comum para a maioria dos modelos produzidos em série, no entanto, o acabamento é de ótima qualidade, com o teclado sendo surpreendentemente pesado e apresentando zero torção, deixando uma impressão bastante positiva nesse sentido.

Detalhes aqui não faltam, por exemplo, as keycaps redondas, o knob de de volume lateral, que também é um botão que pode ser pressionado, os indicadores de bateria e caps lock, as próprias telas, o vinco na parte superior, que serve para ‘encaixar’ um tablet ou celular e até mesmo a pequena alavanca lateral, que também é funcional, onde para cima é ‘ENTER’ e baixo ‘DELETE’.

Um detalhe importante é sobre a ergonomia, já que diferente da maioria dos teclados (e máquinas de escrever) em formato mais convencionais, a estrutura do Glyph é plana, sem a inclinação que costumamos encontrar nos teclados ‘padrão’. Para tentar remediar isso, a EPOMAKER colocou pés de borracha removíveis, com extremidades com altura diferente, ai o usuário pode escolher qual lado agrada mais, contudo, é bom deixar claro que a diferença da inclinação entre os lados é bem pouca, no máximo de 2 graus, e além disso, também colocaram um apoio de pulso no pacote.

Sobre a conexão do teclado, é feita a partir de uma porta USB-C com cabo removível, o que é bom por se tratar de um padrão mais moderno e largamente adotado. Além disso, existe a opção de usar um receptor Wireless, que acompanha o teclado e fica devidamente escondido por uma chapinha de metal presa por imã, ou Bluetooth.

As keycaps são de plástico PBT com impressão Dye Sublimation, que trata-se de um processo onde a tinta é aquecida e transformada em um gás posteriormente ‘fundido’ ao material plástico, tornando elas mais resistentes ao desgaste. O único senão é que a luz do backlight não ‘vaza’ pelas keycaps.

Como dito anteriormente, os switches utilizados são marcados pela própria EPOMAKER e são chamados de Wisteria Switch V2 e seguem o mesmo padrão Cherry, com a ‘cruzinha’ para instalação da keycap. Após pesquisas, o OEM mais provável (não tomem como 100% certo) para esses switches ficou para a BSUN, que é uma fabricante chinesa que está no mercado desde 1993.

O switch usado nesse teclado é linear, ou seja, sem sensação táctil ou ‘clicky’, com força mínima de atuação de 32.8+/-5gf e fim de curso de 45+/-5gf, o que significa que esse switch é muito leve. Outra característica é que ele já vem lubrificado de fábrica, apresentando acionamento bastante ‘liso’ e ‘suave’

wisteria v2 switch

Os estabilizadores, que nos teclados mecânicos se referem a algum tipo de “apoio” extra para as keycaps longas (exemplo clássico: barra de espaço) não ficarem “dançando” ao serem acionadas pelas extremidades, são do tipo “Cherry” e utilizam “cruzinhas” similares ao encaixe do switch, porém, localizados nas extremidades da keycap. O acionamento das teclas que utilizam estabilizador foi bastante suave mesmo “forçando a barra” ao pressionar as teclas pelas bordas, o que é um ponto positivo.

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Como era de se esperar de um teclado que fornece switches sobressalentes no pacote, eles são hotswap, e como os Wisteria V2 tem acionamento mecânico convencional, podem ser substituidos por qualquer outro switch estilo Cherry de 5 pinos.

Já sobre o processo de desmontagem, a princípio parecia ser uma tarefa relativamente simples, soltando os dois únicos parafusos visíveis, que estão localizados abaixo dos pés de borracha removíveis e depois disso, apenas forçar nos cantos com uma ferramenta plástica. O grande problema é que algumas partes simplesmente se recusavam a soltar, como se houvessem mais parafusos escondidos na carcaça. Isso pode ser um problema caso alguém precise abrir o teclado por alguma questão de manutenção ou ver o estado da bateria, então é bom ficar atento a isso.

Como o intuito não é danificar a amostra, então vamos ficar devendo essas fotos. Para não passar totalmente em branco, segue os diagramas da EPOMAKER e também a informação de que a bateria utilizada é de 8000 mAh.

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  • Software:

A EPOMAKER oferece um pacote software para instalação local e também uma variante online para quem não estiver disposto a instalar nada. É bom lembrar que apenas Windows e MacOS são suportados, com o Linux ficando de fora.

É possível criar keymappings customizados, ou seja, configurar funcionalidades diferentes para determinadas teclas, configurar o RGB com diversos padrões diferentes, cores, brilho e velocidade, colocar imagens personalizadas para serem apresentadas no display contando com suporte a GIFs e até mesmo verificar por atualizações de firmware.

Aqui uma demonstração da telinha reproduzindo um GIF:

  • No uso:

Por ser um teclado bem diferente do usual com pouquissima inclinação, faz-se obrigatório o uso do apoio de pulso para manter uma boa ergonomia no uso, além de algum tempo de adaptação do usuário. Para uso em trabalho com digitação, a experiência com o Glyph se mostrou bastante positiva, entretanto, ele não é o mais indicado para jogos, onde algo mais tradicional, como o Magcore 65, oferece uma experiência melhor e menos cansativa.

Os switches são bastante leves e a assinatura sonora é bastante agradável, apesar de considerar que poderiam ao menos oferecer uma opção com switches ‘clicky’ para dar um toque a mais de ‘máquina de escrever’.

Uma observação que pode ou não estar restrita a nossa unidade de testes é que no decorrer do uso, já precisei substituir dois switches, o da tecla ‘N’ e da barra de espaços, pois ambos começaram a apresentar problemas de ‘double click’, onde a situação do ‘N’ foi um pouco pior, já que ao pressionar o switch fora do teclado, é possível perceber um feedback táctil nele, como se tivesse enrroscando em alguma coisa, deixando bem evidente o defeito. Isso não condena o teclado, já que ele é hot swap e a EPOMAKER envia switches equivalentes, mas é algo que requer atenção.

Sobre a vida da bateria, os 8000mAh, que meio que são o padrão para a maioria desses teclados foi bom para pouco mais de 2 dias de uso de normal, o que não parece grande coisa, mas é bom lembrar que isso foi feito sem sacrificar RGB e as telas, com o tempo podendo aumentar drasticamente com isso desligado.

Por fim, segue um pequeno vídeo demonstrando como o Glyph se sai durante o uso, onde a ideia é mostrar detalhes como o ruído de digitação, que é algo bem único de cada teclado por conta das diferenças entre as keycaps, switches e “chassis”, e também, mostrar como é a iluminação RGB no escuro.

  • Conclusão:

Diante do apresentado, foi possível chegar nos seguintes pontos:

Relativo ao design e usabilidade, o visual do EPOMAKER Glyph é único e sem a menor dúvida uma das coisas mais legais que já testamos nesse sentido, com ele conseguindo ser um teclado e peça de decoração ao mesmo tempo! As telas dão um toque visual a mais, além da alavanca lateral ser funcional e o design permitir o apoio de um tablet na carcaça.

No que diz respeito a usabilidade, esse teclado usa padrão ANSI com layout 75%, a questão é que ele possui muito pouca inclinação, onde para acertar a ergonomia, é imprescindível o uso do apoio de pulso que acompanha o produto. Depois que se acostuma, é perceptível que o forte desse teclado é para digitação, onde uso gamer pode ser mais interessante um modelo mais convencional.

Sobre a qualidade de construção, a estrutura do Glyph é em plástico, porém, com construção extremamente sólida e craprichada, com estrutura firme e sem apresentar torção. Os switches são leves e agradáveis de se usar, o único problema é que já foi necessário fazer a substituição de dois switches por conta de problemas de double click, o que é um ponto de atenção, já que apesar dele acompanhar peças sobressalentes e ter suporte a hotswap, indica talvez problemas de lote ou qualidade com os switches.

O software oferece versões locais e online, é bem completo e fácil de navegar, as únicas questões ficam por conta da falta de suporte ao Linux mesmo na versão onlin ne, onde a compatibilidade seria uma vantagem esperada para esse sistema.

A respeito do preço, o EPOMAKER Glyph pode ser encontrado por cerca de R$603,99 no AliExpress, sendo oferecido diretamente do Brasil, portanto, sem impostos adicionais e se você procura algo com forte apelo estético, então o Glyph deve agradar em cheio com seu visual retrô, que é algo único e de muito bom gosto! Esse também é um bom teclado para uso em digitação, mas se o objetivo for uso em jogos, talvez seja melhor ir com outro modelo mais tradicional.

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