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Review – EPOMAKER TH87: O teclado TKL que ficou a três switches da perfeição!

Nesse artigo irei analisar o EPOMAKER TH87, que se trata de um teclado mecânico “TKL”, ou seja, sem teclado numérico, sendo essa a única diferença para um modelo padrão, no padrão ANSI, sem “Ç”, com construção em plástico e iluminação RGB, onde seus maiores diferenciais está na possibilidade de trabalhar sem fio. Será esse um bom teclado? É o que vamos descobrir.

Desde já fica o agradecimento a EPOMAKER por ter enviado a amostra para esse review.

  • Unboxing:

A embalagem, que é bastante compacta, traz em sua frente uma ilustração do produto, faz menção ao modelo e marca e vários features como as 66 teclas, o knob para controle do volume, os switches indutivos, polling rate e RGB. Já na parte de trás, temos a mesma ilustração do teclado e o seu modelo.

Ao abrir a embalagem, nos deparamos com o teclado embalado em um saco protetor, manual impresso, um cabo USB-C, uma ferramenta para remoção dos switches e keycaps e dois switches sobressalentes.

  • Hardware:

Como dito anteriormente, o EPOMAKER TH87 usa padrão “compacto” TKL, onde essa nomenclatura indica que esse é um modelo sem teclado numérico, porém, mantendo todas as outras teclas com a mesma distribuição de um modelo ‘full size’

A sua estrutura em plástico, como é comum para a maioria dos modelos produzidos em série nesse padrão, no entanto, o acabamento é de ótima qualidade, com o teclado sendo bastante robusto e apresentando zero torção, deixando uma impressão bastante positiva nesse sentido, como foi com os demais teclados da EPOMAKER que testamos por aqui.

Além da estrutura branca, as keycaps desse teclado tem um visual mais retrô, buscando inspiração nos antigos modelos da decada de 90, além de dar um toque diferenciado com as teclas verdes e rosadas. No todo, a composição das cores ficou até que interessante! Fora isso, temos a logomarca da fabricante em uma das laterais.

A parte inferior do teclado possui 4 borrachinhas nas extremidades, que se mostraram bastante competentes para manter o teclado sem escorregar na superfície. Além disso, ele possui os “pezinhos” para ajuste da altura, que assim como o restante da carcaça, também são em plástico.

Sobre a conexão do teclado, é feita a partir de uma porta USB-C com cabo removível, o que é bom por se tratar de um padrão mais moderno e largamente adotado. Além disso, existe a opção de usar um receptor Wireless, que acompanha o teclado, ou Bluetooth.

Um detalhe importante é o polling rate, que se trata da frequência de quantas vezes o teclado se comunica com o PC, por exemplo, para uma frequência de 1000 Hz, ele faz isso 1000 vezes em um segundo, reduzindo a latência de comunicação e a sensação de input lag.

No TH87, ela é de 1000 Hz usando cabo USB, 1000 Hz com Wireless e 125 Hz com Bluetooth. A diferença existe especialmente por conta da vida da bateria, já que polling rate elevada tende a fazer o conjunto consumir mais energia, derrubando a duração de uma carga.

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As keycaps brancas, cinzas e rosas são de plástico PBT com impressão doubleshot e perfil Cherry, que trata-se de um processo onde a keycap é produzida utilizando duas injeções de plástico, sendo uma delas responsável pela formação dos caracteres. A vantagem é que esse processo anula a possibilidade das legendas descascarem e se tornarem ilegíveis com o tempo. Uma outra vantagem desse material é que essas keycaps são mais resistentes ao desenvolvimento daquele visual ‘brilhoso’ característico das peças em ABS, o que é um ponto positivo na durabilidade.

Os switches utilizados são marcados pela própria EPOMAKER e são chamados de Sea Salt Silent V2 e seguem o mesmo padrão Cherry, com a ‘cruzinha’ para instalação da keycap. Após pesquisas, o OEM mais provável (não tomem como 100% certo) para esses switches ficou para a Haimu, que é uma fabricante chinesa conhecida pela produção de switches mecânicos, inclusive modelos silenciosos para outras marcas.

O switch usado nesse teclado é linear, ou seja, sem sensação táctil ou ‘clicky’, com força de atuação de 45+/-5gf e fim de curso de 51+/-5gf, o que significa que esse switch tem uma força de acionamento moderada. Outra característica é que ele já vem lubrificado de fábrica, apresentando acionamento bastante ‘liso’ e ‘suave’, além de contar com um mecanismo de amortecimento que reduz consideravelmente o ruído durante a digitação.

Os estabilizadores, que nos teclados mecânicos se referem a algum tipo de “apoio” extra para as keycaps longas (exemplo clássico: barra de espaço) não ficarem “dançando” ao serem acionadas pelas extremidades, são do tipo “Cherry” e utilizam “cruzinhas” similares ao encaixe do switch, porém, localizados nas extremidades da keycap. O acionamento das teclas que utilizam estabilizador foi bastante suave mesmo “forçando a barra” ao pressionar as teclas pelas bordas, o que é um ponto positivo.

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Como era de se esperar de um teclado que fornece switches sobressalentes no pacote, eles são hotswap, e como os Sea Salt Silent V2 tem acionamento mecânico convencional, podem ser substituidos por qualquer outro switch estilo Cherry de 5 pinos.

Já sobre o processo de desmontagem, em teoria, ele deveria ser simples, já que a carcaça não usa parafusos e é presa apenas por encaixes plásticos nas peças, o grande problema é que o vão é muito pequeno e nenhuma espatula plástica passa por ele, na real, nem mesmo uma lâmina de barbear super fina passou por ali, então, infelizmente não foi possível desmontar o teclado para ver a sua parte interna.

De todo modo, a EPOMAKER anuncia que o TH87 possui ao menos 5 camadas de diferentes materiais isolantes, o que serve para criar a assinatura acústica da digitação, o que infelizmente não foi possível ver de perto.

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  • Software:

Assim como outros teclados EPOMAKER que já testamos, o TH87 inova por trazer o software online isso para o ‘online’, onde você acessa esse link, pareia com o teclado e a partir dai é possível alterar todos os parâmetros do teclado. Oficialmente, existe suporte apenas para Windows e Mac, contudo, ele também funciona no Linux caso se crie uma regra customizada de udev, que permita ao navegador (Chromium no caso) acessar a USB, dessa forma, o Epomaker Hub também funciona no sistema do pinguim.

É possível criar keymappings customizados, ou seja, configurar funcionalidades diferentes para determinadas teclas, configurar o RGB com diversos padrões diferentes, cores, brilho e velocidade, criar Macros ou fazer reset para as configurações de fábrica.

Além dessas funcionalidades, poderia existir uma opção para limitar a carga máxima da bateria, já que muita gente deve usar o teclado apenas com fio e isso seria útil para poupar a vida útil delas.

  • No uso:

Por ser um teclado TKL, a experiência de uso acaba sendo muito próxima de um teclado full size convencional, com a única diferença ficando por conta da ausência do teclado numérico

No mais, o modelo é muito confortável de se usar e para um teclado mecânico, é bastante silêncioso tendo caracteristicas similares aos lendários switches Gateron Yellow. Um problema que surgiu durante o uso é que a princípio, as teclas ‘T’,’U’ e ‘L’ falham logo após ligar o teclado para o primeiro uso do dia, o que prontamente some após alguma insistência com essas teclas em especifico.

É curioso que o problema realmente some e não volta durante o uso, mas não deixa de ser um ponto a se observar, ainda mais porque são apenas dois switches sobressalentes que acompanham o produto e se logo de cara três switches já apresentam comportamento errático, temos um problema sério de QA ou muita má sorte com a unidade do review. De todo modo, iremos investigar melhor isso e atualizaremos o artigo com o desfecho.

Sobre a vida da bateria, os 10000mAh são bem generosos e suficientes para durar mais que os usuais dois dias usando o teclado com RGB ligado e um bom tempo a mais caso se desligue a iluminação.

Por fim, segue um pequeno vídeo demonstrando como o Magcore 65 Lite se sai durante o uso, onde a ideia é mostrar detalhes como o ruído de digitação, que é algo bem único de cada teclado por conta das diferenças entre as keycaps, switches e “chassis”, e também, mostrar como é a iluminação backlight.

  • Conclusão:

Diante do apresentado, foi possível chegar nos seguintes pontos:

Relativo ao design e usabilidade, o visual do EPOMAKER TH87 é até que bem sóbrio para um teclado branco, onde as teclas coloridas, em especial as cinzas, dão um toque retrô para o teclado. Em relação a usabilidade, a ergonomia é boa e por ser TKL, a experiência acaba sendo quase a mesma de um modelo full size, exceto que sem o teclado numérico.

A barulho e a sensação táctil também são extremamente satisfatórias, a EPOMAKER fez um bom trabalho nesse sentido.

Sobre a qualidade de construção, a estrutura do TH87 é em plástico, porém, com construção bastante sólida, onde é perceptível que o teclado tem ‘massa’, com estrutura firme e sem apresentar torção. O maior problema são três teclas (T, U e L) que apresentam um estranho problema de acionamento logo ao ligar o teclado, onde após insistir brevemente nessas teclas simplesmente resolve o problema e as falhas não voltam a ocorrer, o que talvez denote que no mínimo tive azar com meu exemplar ou que existe um problema de QA com os switches.

Certo é que isso é amenizado pelas unidades sobressalentes que acompanham o pacote, mas a questão é que são três teclas ‘esquisitas’ e apenas duas substituições disponíveis, o que é um problema.

Outra questão é que ele não é muito amigável caso alguém precise abrir o teclado, já que nem mesmo uma lâmina ultra fina passa pelo vão entre as peças, o que talvez seja um problema em um futuro mais distante, quando as baterias chegarem ao final da sua vida útil e precisar abrir para rever isso.

O software, que é online, atende as necessidades. é fácil de navegar e após alguns ajustes, funciona perfeitamente no Linux+Chromium, o que é uma boa notícia pros usuários do sistema do pinguim.

A respeito do preço, o EPOMAKER TH87 no momento está esgotado, mas podia ser encontrado por cerca de 60 USD no site da fabricante, o que seria até um valor ok pelo que o produto e no geral mantém o mesmo bom padrão dos demais produtos EPOMAKER que já testamos por aqui, os grandes problemas ficam por conta da questão com os switches, que não sabemos se é um problema isolado/recorrente e da dificuldade para abrir o teclado para manutenção.

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