Reviews SSDs e armazenamento

[Review] Netac N530S SATA 120 GB

Nesse review irei analisar o SSD Netac N530S, no caso, se trata de um modelo pertencente a linha de entrada do fabricante, usando ‘interface’ SATA e form-factor de 2,5”, oferecendo capacidades que vão desde os 120 GB até os 2 TB, onde a unidade analisada é de 120 GB... Continue lendo!

Fala galera, tudo tranquilo?

Nesse review irei analisar o SSD Netac N530S, no caso, se trata de um modelo pertencente a linha de entrada do fabricante, usando ‘interface’ SATA e form-factor de 2,5”, oferecendo capacidades que vão desde os 120 GB até os 2 TB, onde a unidade analisada é de 120 GB.

Em relação à caixa, ela traz uma ilustração do produto e informações básicas, como a ‘interface’ utilizada e a capacidade, enquanto na parte traseira, existe um “QR Code” para o site do fabricante e alguns avisos “juridicos”.

Sobre o SSD, a carcaça é de plástico preta com uma etiqueta identificando o fabricante, modelo e capacidade. Sobre a fixação das partes do “chassis”, as partes são apenas encaixadas nas laterais e não usam parafusos para fixação.

O PCB do SSD é compacto, onde podemos ver a controladora Yeestor YS9082HC e os quatro chips de memória NAND SpecTek.

Sobre a Yeestor YS9082HC , trata-se de uma controladora “DRAM-Less” de quatro canais com suporte a NANDs 3D MLC/TLC/QLC.

Por ser tratar de um SSDs “DRAM-Less”, é necessária a implementação de alguma solução para compensar a falta da DRAM, afinal de contas, ela é usada para armazenar uma espécie de “mapa dos endereços de memória” para o SO saber onde as informações estão gravadas no SSD e quando ela não é presente, normalmente é usada a própria NAND para isso.

O grande problema dessa “solução” é que a memória NAND é mais lenta que a RAM e a sua “vida útil” , também chamada ‘Endurance’, é algo em função do número de escritas realizadas, o que significa que simplesmente utilizar a NAND para isso vai acabar comprometendo o SSD em duas frentes: desempenho e durabilidade.

Para mitigar esse “efeito” indesejado, os fabricantes das controladoras adotam diferentes estratégias, onde a mais usual é o chamado “SLC Cache”, que consiste separar um pedaço da NAND que será usado como um cache de escrita, onde ele irá trabalhar como se fosse “SLC”, ou seja, gravando em apenas 1 bit da célula, o que efetivamente dá um “boost” no desempenho do SSD com um compromisso muito menor na durabilidade. É evidente que essa abordagem apresenta limitações, por exemplo, se você estiver lidando com arquivos muito grandes ou se a unidade estiver cheia, então o desempenho tende a despencar.

Em relação às memórias NAND adotadas, são Micron B16A, o que a princípio pode causar estranheza a alguns, afinal, foi dito anteriormente que esses componentes são da SpecTek, porém, cabe lembrar que essa é uma subsidiária da Micron, no caso, especializada em soluções “cost-effective”, ou seja, de baixo custo. Essas NANDs são de 64-layers com apenas um die de 256 Gb por package.

Caso alguém tenha interesse por mais informações a respeito desse SSD, abaixo, uma captura de tela do SSD Flash ID.

Vamos aos testes então! Para isso usei a seguinte configuração:

  • Configuração utilizada:

CPU: AMD Ryzen 5 3600 (Obrigado AMD!)

MOBO: ASUS TUF X570-PLUS/BR (UEFI 3405 – Obrigado Terabyteshop!)

RAM: 2x8GB Crucial Ballistix Sport LT 3200CL16 (Obrigado Terabyteshop!)

GPU: GIGABYTE RX 5500 XT 8 GB (Obrigado Terabyteshop!)

PSU: Seasonic M12II Bronze 750W

COOLER: XPG Levante 240 (Obrigado XPG!)

SSD: Netac N530S 120 GB

Software: Windows 10 x64 2004, Anvil Storage Utilities V110, Crystalmark 7.0.0 x64, DiskBench, FFXIV Shadowbringers Benchmark, Iometer 1.1.0, PCMark10.

Objetivo dos testes: Aferir o desempenho do SSD em diversos benchmarks que simulam diferentes condições de uso. Para obtenção desses números, o SO está instalado em outra unidade enquanto no SSD de teste foram instalados apenas o PCMark10, o FFXVI Benchmark e a cópia da pasta do SOTTR.

Maiores explicações acerca dos testes conduzidos estão contidas nos textos que acompanham os resultados a seguir.

Resultados:

Para melhor organização dos resultados, os benchmarks foram separados em “Testes do mundo real” e “Benchmarks sintéticos”, onde os primeiros tendem a simular o uso normal do PC, ou seja, tempos de carregamento de aplicações, jogos e cópia de arquivos, enquanto o segundo grupo, que é o dos “Benchmarks sintéticos”, mostram números de desempenho em leitura/escrita/IOPS em algumas situações usando tipos de dados pré-definidos.

  • Testes do “mundo real”:

Foram feitos os seguintes testes:

  1. PCMark10: Uma “run” customizada apenas com o subteste “App Start-Up Score”, que basicamente mede o tempo de carregamento de uma série de aplicações de produtividade como OpenOffice, GIMP, Chromium e Firefox tanto para partida “fria”, que é a primeira vez que o aplicativo é aberto e uma segunda partida “quente”, que é após a “fria” e normalmente é mais rápida por conta do sistema já ter armazenado muita coisa em cache. Ao fim, ele retorna uma pontuação que pode ser usada para comparar diferentes SSDs.
  2. FINAL FANTASY XIV: Shadowbringers Benchmark: Esse teste inclui além dos resultados gráficos, os tempos de loading de cada cena, o que é interessante, pois essa ferramenta dispensa o uso de um cronômetro externo, que seria uma fonte de “imprecisão” nos resultados.
  3. DiskBench: Essa ferramenta permite mover um arquivo ou pasta de um lugar para o outro e salvar o tempo que levou para isso assim como a taxa de transferência média, no caso, visando simular uma situação de uso real fazendo backup da pasta de instalação de um jogo, foi escolhido a do SOTTR da Steam que possui “apenas” 34 GB e foi copiada dentro da mesma unidade, em outras palavras, foi feito uma cópia do ‘G:\SOTTR’ para o ‘G:\Diskbench’.

O Netac N530S acabou ficando na lanterna ou muito próximo disso em relação aos demais SSDs testados, curiosamente, apresentando resultados similares aos do modelo da Weijinto, que usa a mesma controladora da Yeestor, porém, NANDs QLC, o que sugere que a causa para o baixo desempenho nos benchmarks relativos ao tempo de carregamento das aplicações pode estar ligada a controladora, algo que só poderá ser confirmado após testar mais modelos equipados com a Yeestor YS9082HC.

  • Benchmarks sintéticos:

Antes de apresentar os resultados nos benchmarks sintéticos, é necessário esclarecer que os fabricantes de SSD de forma geral costumam rotular as especificações de seus SSDs usando escrita/leitura sequencial como parâmetro, entretanto, mesmo que se trabalhe com arquivos grandes, toda vez que você abre uma aplicação, o SO também acessa diversas DLLs que são necessárias para o funcionamento desse programa, sendo que essas costumam ser pequenas em tamanho e correspondem a leituras/escritas aleatórias em arquivos de até 16 KB.

Em outras palavras, se o seu uso para o PC for algo como navegar na internet, ouvir música ou mesmo jogar, deve-se prestar muita atenção nos resultados de leituras/escritas aleatórias até 16 KB, pois essa é a operação que você mais utiliza, portanto, com maior impacto no “uso real”.

Caso alguém tenha interesse em verificar em tempo real essas operações, sugiro utilizar o software DiskMon, que é uma ferramenta gratuita disponibilizada pela Microsoft que monitora essas operações e permite a gravação de log para posterior análise dos dados. Também recomendo a leitura desse excelente artigo do pessoal do thessdreview, que aborda justamente essa questão.

A respeito dos benchmarks sintéticos, foram utilizados os seguintes softwares:

  1. Crystalmark 7.0.0 x64: Esse benchmark usa dados aleatórios, faz testes de leitura/escrita sequenciais e em blocos de até 4KB. Também é importante frisar que os resultados aqui apresentados não são de todo comparáveis com as versões anteriores do Crystalmark, o que exige cautela na hora de se fazer comparações.
  2. Anvil Storage Utilities: Esse software faz uma série de testes de leitura/escrita e retorna os resultados em termos do IOPS (operações de entrada/saída por segundo), tempo de resposta, MB lidos/escritos, MB/s e uma pontuação geral que pode para ser comparado com outros SSDs. Ele também permite ajustar o tipo de dado a ser utilizado, sendo que os resultados aqui utilizados se referem a configuração padrão do software (dados 100% incompressíveis e arquivo de testes de 1 GB).
  3. Iometer 1.1.0: Para tentar identificar a proporção do disco alocado para “SLC Cache”, foi utilizado o Iometer configurado para fazer 100% de escritas sequenciais, o que na maior parte dos casos deve ser suficiente para descobrir como o fabricante configurou o “SLC Cache” da unidade e caso não seja, o software oferece flexibilidade nos ajustes para se tentar outras configurações.

Nos benchmarks sintéticos, novamente, os números obtidos foram bastante modestos, terminando próximo da unidade da Weijinto no Anvil.

Agora no Iometer, é possível ver que o “SLC Cache” cobriu 41 GB, o que é razoável para uma unidade de 120 GB, apresentando desempenho máximo nessa situação, com uma taxa de transferência média de 408 MB/s, enquanto a velocidade nativa das NANDs, ou seja, a média que compreende todo o intervalo sem influência do SLC Cache (41 GB até 120 GB) foi algo próximo dos 37 MB/s, o que novamente, é algo bastante modesto para memórias 3D TLC.

  • Conclusão:

Diantes dos testes e resultados apresentados, foi possível chegar nos seguintes pontos:

O Netac N530S 120 GB apresentou números de desempenho modestos, ficando ou efetivamente brigando pela lanterna no tempo de carregamento das aplicações/jogos e oferecendo resultados não muito inspiradores nos benchmarks sintéticos, apesar disso, ele ainda é aceitável para instalação do SO com uso leve, dando um gás na usabilidade do sistema em relação a um HD mecânico lento.

Em relação ao preço, nesse momento (15/1/2021) o Netac N530S 120 GB pode ser adquirido por US$16,2 (cerca de R$96, com frete grátis) na loja oficial do fabricante no Aliexpress, o que apesar de ser um valor baixo, é possível encontrar unidades SATA de mesma capacidade e desempenho superior por um preço simbolicamente maior, o que pode acabar sendo um melhor negócio, de todo modo, para uso básico ou substituir algum HD bem lento, esse modelo ainda deve atender.

Por fim, outro ponto que é importante se atentar são os possíveis problemas que podem ocorrer na compra de produtos importados como esse: possibilidade de a mercadoria ser taxada, demora na entrega e apesar do fabricante oferecer garantia de 3 anos, sabe-se lá como é esse procedimento com os possíveis custos com frete internacional.

E por hoje é só! Dúvidas, críticas e sugestões são bem-vindas! Até a próxima!

Gostou desse artigo? Ele lhe foi útil? Contribua com o apoia-se da página para que seja possível continuar trazendo novos conteúdos aqui na The Overclocking Page!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: