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GALAX GTX1650 Super – Modificações, overclock e benchmarks

Fala pessoal, tudo bom?

Semana passada publiquei o review da GALAX GTX1650 Super, que trata-se da última aposta da NVIDIA para o segmento de entrada e também, a placa que veio para “consertar” a impressão deixada pela GTX1650, que apesar de ser uma placa interessante do ponto de vista do hardware e do consumo, deixou muito a desejar no que diz respeito na relação “performance per $” e fez muita gente questionar onde estaria a verdadeira GeForce “xx50”, que historicamente são placas extremamente competitivas e que costumam apresentar excelente “custo-benefício”, vide a antiga GTX750 Ti.

Então, já foi mostrado que a GTX1650 Super tem tudo para ser o que a 1650 não foi, mas e para aqueles que só querem debulhar um pouco mais o hardware, buscar os limites, brincar um pouco de 3dmarks e competir em rankings no HWBOT? O que será que a GTX1650 Super tem para oferecer nesse quesito? Para descobrir isso, separei o ferro de solda, alguns ccomponentes extras, fans de alto desempenho e algum tempo para realizar certas modificações na placa com o intuito de ver quais seriam os ganhos nos benchmarks. Gostaria de desde já lembrar que os procedimentos mostrados nesse artigo violam a garantia do produto e que também não me responsabilizo por eventuais danos a equipamentos por conta do que mostrarei adiante. 😉

  • Cap Mod:

O chamado “Cap Mod”, onde o “Cap” seria uma forma abreviada para “Capacitor”, como o próprio nome já diz, é uma modificação que consiste em substituir ou adicionar capacitores com maior capacitância ou mesmo menor ESR/ESL, visando obter menor ripple na saída, o que pode render uns MHz a mais e maior estabilidade nos benchmarks.

Como é possível ver nas fotos abaixo, a Galax deixou vários “pads” para montagem de capacitores de tântalo vazios nessa placa e pelo que pude apurar medindo a tensão no “pad” positivo, todos esses pontos são relativos a tensão das memórias e como dispunha de uma sucata com vários desses capacitores, tratei de reaproveita-los na GTX1650 Super, ocupando esses espaços. A ideia é que caso o estágio de filtragem do VRM das memórias não seja dos melhores, isso vai render alguns MHz a mais, lembrando que essa placa utiliza chips Micron D9WCR de 12Gbps e que nos testes para o review, foi possível atingir apenas 1700MHz com estabilidade.

  • Power Mod:

Já no “Power Mod”, a ideia é “enganar” o sistema de monitoramento do consumo da VGA, especificamente NVIDIA no caso, fazendo-o reportar um valor menor que o real com o intuito da placa nunca bater no “PerfCap” por conta dela estar estourando o TDP. Boa parte das placas com GPUs “Turing” utilizam o NCP45491, que permitem monitorar em tempo real até 4 shunts de corrente com 4 tensões independentes, dessa forma, é possível calcular a potência em cada uma desses shunts. Na foto abaixo, é possível ver os três shunts (resistores de 5mΩ) utilizados na GTX1650 Super, sendo o verde, mais próximo do PCI-E é responsável por medir a potência exigida do slot PCI-E, o laranja mede a potência exigida pelo GPU e por fim, o vermelho, mede o consumo do subsistema de memória (MVDDC).

Existem n! métodos de se fazer essa modificação, como por exemplo, adicionando resistores em paralelo com alguns capacitores no circuito responsável pela medição dessas correntes, substituindo os shunts ou adicionando outros em paralelo, fazendo o bypass dando curto nos shunts e até mesmo aplicando metal liquído neles.

Evidentemente que cada um desses métodos possuem suas vantagens e desvantagens, por exemplo, aplicar metal liquído nos shunts pode causar sérios acidentes a curto prazo e em médio/longo corroer o componente e detonar também o pcb, o que obviamente é uma péssima ideia. Para a GTX1650 Super, optei por soldar um fio nos shunts do GPU e MVDCC visando “zerar” (ou quase isso) a corrente neles, o que ao menos nesse caso se mostrou uma boa ideia, afinal de contas, o limite de TDP da GTX1650 Super é de apenas 100W e essa placa ainda exige seus 55~60W do PCI-E, o que por si só já evitaria o acionamento da proteção que entra caso detecte uma leitura de consumo total anormalmente baixa (em outras palavras, muito próxima de zero) e com isso ela trava a frequência do GPU lá em baixo, causando uma óbvia perda de desempenho.

  • Volt Mod – RAM:

Ainda falando das modificações que foram feitas diretamente no pcb, no “circuito” da placa, além do “Cap Mod”, foi realizado o “Volt Mod” ou “vmod” para as memórias, cuja ideia é permitir alterar a tensão de trabalho dos componentes para tentar subir mais as frequências ou estabilizar o overclock. No caso, o procedimento foi bastante simples, bastando soldar um VR de 50k do pino FB do controlador PWM (uP1666Q) para o GND, no caso especifico, por não ser viável soldar diretamente no controlador, foi necessário encontrar um ponto no PCB que estivesse diretamente ligado a esse pino e que no caso, foi destacado na imagem abaixo.

  • Cooler Mod:

E por fim, se o propósito é overclock e tirar o máximo desempenho de um CPU/GPU, é necessário fazer algum investimento na refrigeração, não é mesmo? No caso da GTX1650 Super, ela utiliza a mesma furação das GTX1660/RTX2060 e que infelizmente é incompatível com o Swiftech MCW82, com o bracket pra adaptação de WC AIO em GPU que disponho e também com o TEK-9 FAT, o que infelizmente implica que não vai ser dessa vez que vou congelar a placa e também que estou limitado nas opções para refrigerar esse GPU, sendo assim, a alternativa mais razoável que consegui encontrar foi substituir os fans originais da placa pelos Vizo Windstorm 110CFM, o que deve garantir uns graus a menos tanto no GPU, quanto no meu aparelho auditivo. 🙂

Feitas as apresentações, vamos aos resultados! 😀

  • Configurações utilizadas:

CPU: AMD Ryzen 7 3800X (Obrigado AMD!)

MOBO: ASUS ROG Crosshair VII HERO (UEFI 3004)

RAM: 2x8GB G.Skill FlareX 3200 CL14

VGA: GALAX GTX1650 Super (Obrigado GALAX)

STORAGE: SSD Crucial BX300 120GB + Kingston UV500 960GB (Obrigado Terabyteshop!)

PSU: Antec Quattro 1200W

SOFTWARE: Windows 10 x64 2004 (Forceware 446.14), GPU-Z 2.32.0, 3DMark, Unigine Superposition

  • Objetivo dos testes:

Verificar se houveram diferenças no funcionamento da GALAX GTX1650 Super após as modificações realizadas e o seu possível impacto no rendimento da placa, assim como nos resultados dos benchmarks competitivos (HWBOT). Explicações acerca da metodologia adotada ou de como os testes foram conduzidos estão contidas nos textos que acompanham os resultados a seguir.

  • Resultados:

Primeiramente, a respeito do “Power Mod”, esses testes foram conduzidos ainda usando a placa com os fans originais na rotação máxima e com o Unigine Superposition no preset 1080p, igual foi feito no review. Aqui comparei os números obtidos pela telemetria da placa com ela sem modificações, com mod em apenas o shunt do MVDDC, apenas no shunt do GPU e por fim, em ambos, com o propósito de verificar o funcionamento do power mod e também mostrar o efeito que isso teve na leitura da placa, lembrando que na realidade, o consumo da placa com o “Power Mod” tende a aumentar e não diminuir como o gráfico abaixo sugere e que a ideia é justamente fazer o GPU “pensar” que ele está trabalhando com folga em relação ao TDP para não bater no “Pwr” Perfcap.

Curiosamente, os melhores resultados foram obtidos com apenas o mod do MVDCC e com bypass em ambos os shunts, verificando uma queda de cerca de até 30% na leitura da potência consumida pela placa, o que certamente é o suficiente para dar margem para “maldade” em benchmarks!

Com mod feito apenas no shunt do GPU, apesar da telemetria ter reportado consumo menor para o GPU, no total, tudo continuou igual e estranhamente, a potência reportada para o MVDDC foi maior, fora esses spikes que ocorreram e também foram observados na prática durante o benchmark, portanto, feito dessa maneira, o mod não funcionou a contento.

Relativo a diferença na pontuação no benchmark e consumo, os gráficos abaixo resumem a situação, lembrando que aqui os testes foram conduzidos exatamente da mesma forma que no review e usando as ventoinhas que acompanham o cooler original da placa!

Sobre o “Cap Mod”, antes de partir para o vmod, fiz testes afim de verificar se ele por si só renderia alguns MHz a mais nas memórias, entretanto, não houveram ganhos, o que denota que o estágio de filtragem padrão do VRM das memórias já é suficiente e que provavelmente o maior fator limitante são as memórias. De todo modo, com o vmod e um incremento de +125mV na tensão das memórias, foi possível ir além dos 1700MHz sem perdas de desempenho, atingindo até 1825MHz, o que juntamente aos ganhos proporcionados pelas demais modificações, resultou em uma melhora, mesmo que tímida, nos 3dmarks em relação aos números obtidos anteriormente:

Conclusão:

Pessoalmente, considero que realizar essas modificações nas VGAs algo divertido e claro, a GALAX 1650 Super não foi nem a primeira e muito menos será a ultima placa a receber tratamento semelhante aqui na página, entretanto, é necessário ponderar que nesse caso em especifico, os ganhos foram bem pequenos e portanto, todos os procedimentos mostrados aqui são injustificaveis para a placa em questão, primeiro porque ela visivelmente já vem muito bem “ajustada” de fabrica e segundo que isso viola a garantia do produto.

Por conta da NVIDIA ter adotado uma furação diferente nas 1650/1660/2060 e não dispor de um cooler ou pot compatível, infelizmente não foi possível mostrar essa placa em uma situação onde todas essas modificações seriam justificaveis, no caso, me refiro ao overclock extremo com temperaturas negativas, entretanto, isso é algo que pretendo ainda lhes mostrar caso essa situação venha a mudar! 🙂

Então é isso! Gostou desse artigo? Ele lhe foi útil? Contribua com o apoia-se da página para que seja possível continuar trazendo novos conteúdos aqui na The Overclocking Page!

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