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[Review] GIGABYTE SSD NVMe 256 GB – Testes e resultados

Nesse review irei analisar um SSD da GIGABYTE, que se trata de um modelo usando ‘interface’ NVMe com form-factor M.2 2280, cuja linha é chamada "GIGABYTE NVMe SSD" oferecendo modelos com capacidades que vão dos 128 GB até os 1 TB. A unidade analisada é a de 256 GB e tem código GP-GSM2NE3256GNTD... Continuar lendo!

Fala pessoal, tudo bem?

Nesse review irei analisar um SSD da GIGABYTE, que se trata de um modelo usando ‘interface’ NVMe com form-factor M.2 2280, cuja linha é chamada “GIGABYTE NVMe SSD” oferecendo modelos com capacidades que vão dos 128 GB até os 1 TB. A unidade analisada é a de 256 GB e tem código GP-GSM2NE3256GNTD.

Em relação à caixa, na parte da frente consta informações a respeito do seu conteúdo, ou seja, informa que o SSD é um NVMe M.2,além do fabricante e da capacidade, enquanto a parte traseira, fala sobre as especificações, que no caso, são de 1700 MB/s de leitura sequencial máxima e 1100 MB/s para escrita.

Como disse anteriormente, esse é um SSD no padrão M.2 2280, onde esse número se refere ao tamanho do PCB sendo os dois primeiros dígitos referentes a largura (22 mm) e os dois últimos ao comprimento (80 mm) e no caso, o 2280 costuma ser o mais comum para SSDs M.2 NVMe. Ainda sobre esse “form factor”, cabe ressaltar que existem diversos dispositivos M.2 no mercado, por exemplo, módulos Wi-Fi ou mesmo SSDs SATA nesse padrão e que naturalmente, esses últimos são bem mais lentos que seus “primos” NVMe apesar de também serem M.2.

Já a respeito do padrão NVMe, trata-se de uma especificação de dispositivo criado para permitir o acesso de dispositivos de armazenamento usando memórias não-volátil (aka SSDs) pela ‘interface’ PCIe, o que naturalmente traz uma série de vantagens sobre os outros padrões pré-existentes como o SATA, que foi originalmente desenvolvido para uso com HD’s e por essa razão não exploram tudo que os SSD’s modernos podem oferecer.

Das vantagens, é possível citar a maior largura de banda oferecido pelo barramento PCIe, o menor overhead de I/O e um recurso chamado HMB (Host Memory Buffer), que permite ao SSD alocar uma parte da memória RAM principal como ‘buffer’, possibilitando o desenvolvimento de unidades ‘DRAM-Less’ com desempenho muito mais consistente do que as unidades SATA ‘DRAM-Less’, que por conta das limitações dessa ‘interface’, não permitiam fazer esse tipo de “manobra” para extrair melhor desempenho desses SSDs. Caso alguém tenha interesse em se aprofundar no funcionamento disso, fica a sugestão para a leitura desse paper que explora as possibilidades para implementação do recurso e os respectivos ganhos de desempenho.

Sobre o SSD, ele não possui dissipador, onde o fabricante optou por colar uma etiqueta, cuja remoção pode acarretar perda da garantia, por cima das NAND e controladora, o que implica em possíveis complicações na instalação de dissipadores, seja de terceiros ou aqueles que acompanham algumas placas-mãe, ou desempenho térmico aquém do possível.

Falando especificamente desse modelo, a GIGABYTE optou por usar a controladora Phison PS5013-E13-31, fabricada em 28 nm pela TSMC, ‘DRAM-Less’, possuindo suporte até quatro canais de memória Flash. Já os chips de memória NAND, a GIGABYTE optou por usar dois chips fabricados pela YMTC, 3D TLC com 64 layers, que possuem código “CA7AG64A0A” e são de 1024 Gb (128 GB) cada um com quatro dies de 256 Gb empilhados.

Por fim, a GIGABYTE oferece garantia limitada de 5 anos ou 300TBW, o que vier primeiro e a página do produto com suas especificações pode ser vista aqui.

  • Configuração utilizada:

CPU: AMD Ryzen 5 3600 (Obrigado AMD!)

MOBO: ASUS TUF X570-PLUS/BR (UEFI 3405 – Obrigado Terabyteshop!)

RAM: 2x8GB Crucial Ballistix Sport LT 3200CL16 (Obrigado Terabyteshop!)

GPU: GIGABYTE RX 5500 XT 8 GB (Obrigado Terabyteshop!)

PSU: Seasonic M12II Bronze 750W

COOLER: XPG Levante 240 (Obrigado XPG!)

SSD: GIGABYTE SSD NVMe 256 GB “GP-GSM2NE3256GNTD” (Obrigado Terabyteshop!)

Software: Windows 10 x64 21H1, Anvil Storage Utilities V110, Crystalmark 7.0.0 x64, DiskBench, FFXIV Shadowbringers Benchmark, Iometer 1.1.0 e PCMark10.

Objetivo dos testes: Aferir o desempenho do SSD em diversos benchmarks que simulam diferentes condições de uso. Para obtenção desses números, o SO está instalado em outra unidade enquanto no SSD de teste foram instalados apenas o PCMark10, o FFXVI Benchmark e a cópia da pasta do GTA V.

Maiores detalhes acerca dos testes estão contidos nos textos que acompanham os resultados a seguir.

Resultados:

Para melhor organização dos resultados, os benchmarks foram separados em “Testes do mundo real” e “Benchmarks sintéticos”, onde os primeiros tendem a simular o uso normal do PC, ou seja, tempos de carregamento de aplicações, jogos e cópia de arquivos, enquanto o segundo grupo, o dos “Benchmarks sintéticos”, mostram números de desempenho em leitura/escrita/IOPS em algumas situações usando tipos de dados pré-definidos.

  • Testes do “mundo real”:

Foram feitos os seguintes testes:

  1. DiskBench: Essa ferramenta permite mover um arquivo ou pasta de um lugar para o outro e salvar o tempo que levou para isso assim como a taxa de transferência média, no caso, visando simular uma situação de uso real fazendo backup da pasta de instalação de um jogo, foi escolhido a do GTA V da EPIC Store que possui “apenas” 89 GB e foi copiada dentro da mesma unidade, em outras palavras, foi feito uma cópia do ‘G:\GTAV’ para o ‘G:\Diskbench’.
  2. FINAL FANTASY XIV: Shadowbringers Benchmark: Esse teste inclui além dos resultados gráficos, os tempos de loading de cada cena, o que é interessante, pois essa ferramenta dispensa o uso de um cronômetro externo, que seria uma fonte de “imprecisão” nos resultados.
  3. PCMark10: Uma “run” customizada apenas com o subteste “App Start-Up Score”, que basicamente mede o tempo de carregamento de uma série de aplicações de produtividade como OpenOffice, GIMP, Chromium e Firefox tanto para partida “fria”, que é a primeira vez que o aplicativo é aberto e uma segunda partida “quente”, que é após a “fria” e normalmente é mais rápida por conta do sistema já ter armazenado muita coisa em cache. Ao fim, ele retorna uma pontuação que pode ser usada para comparar diferentes SSDs.

O SSD da GIGABYTE foi bem nos testes, apresentando melhores resultados em relação ao Hikvision E1000, que usa a mesma controladora, porém, com NANDs diferentes, chegando até mesmo perto de um modelo mais sofisticado com “DRAM Cache” no Diskbench.

  • Benchmarks sintéticos:

Antes de apresentar os resultados nos benchmarks sintéticos, é necessário esclarecer que os fabricantes de SSD de forma geral costumam rotular as especificações de seus SSDs usando escrita/leitura sequencial como parâmetro, entretanto, mesmo que se trabalhe com arquivos grandes, toda vez que você abre uma aplicação, o SO também acessa diversas DLLs necessárias para o funcionamento desse programa, sendo que essas costumam ser pequenas em tamanho e correspondem a leituras/escritas aleatórias em arquivos de até 16 KB.

Em outras palavras, se o seu uso para o PC for algo como navegar na internet, ouvir música ou mesmo jogar, deve-se prestar muita atenção nos resultados de leituras/escritas aleatórias até 16 KB, pois essa é a operação que você mais utiliza, portanto, com maior impacto no “uso real”.

Caso alguém tenha interesse em verificar em tempo real essas operações, sugiro utilizar o software DiskMon, que é uma ferramenta gratuita disponibilizada pela Microsoft que monitora essas operações e permite a gravação de log para posterior análise dos dados. Também recomendo a leitura desse excelente artigo do pessoal do thessdreview, que aborda justamente essa questão.

A respeito dos benchmarks sintéticos, foram utilizados os seguintes softwares:

  1. Anvil Storage Utilities: Esse software faz uma série de testes de leitura/escrita e retorna os resultados em termos do IOPS (operações de entrada/saída por segundo), tempo de resposta, MB lidos/escritos, MB/s e uma pontuação geral que pode para ser comparado com outros SSDs. Ele também permite ajustar o tipo de dado a ser utilizado, sendo que os resultados aqui utilizados se referem a configuração padrão do software (dados 100% incompressíveis e arquivo de testes de 1 GB).
  2. Crystalmark 7.0.0 x64: Esse benchmark usa dados aleatórios, faz testes de leitura/escrita sequenciais e em blocos de até 4 KB. Também é importante frisar que os resultados aqui apresentados não são de todo comparáveis com as versões anteriores do Crystalmark, o que exige cautela na hora de se fazer comparações.
  3. Iometer 1.1.0: Para tentar identificar a proporção do disco alocado para “SLC Cache”, foi utilizado o Iometer configurado para fazer 100% de escritas sequenciais, o que na maior parte dos casos deve ser suficiente para descobrir como o fabricante configurou o “SLC Cache” da unidade e caso não seja, o software oferece flexibilidade nos ajustes para se tentar outras configurações.

Nos benchmarks sintéticos, o NVMe da GIGABYTE acabou entregando até a mais do que o prometido na leitura/escrita sequenciais, o que pode ser visto no teste do CrystalDiskMark, já no Anvil, ele novamente superou as outras unidades NVMe “DRAM Less” que foram testadas aqui no site, apresentando um bom resultado.

Agora no Iometer, é possível ver que o “SLC Cache” cobriu até pouco mais de 23 GB, apresentando desempenho máximo nessa situação, com uma taxa de transferência de cerca de 2500 MB/s, sustentando algo na casa dos 800 MB/s dali em diante, algo superior ao obtido até mesmo por unidades de outra categoria, como o Netac N950e PRO e certamente um dos fatores responsáveis pelo bom desempenho apresentado de forma geral e especialmente, no Diskbench.

  • Conclusão:

Diantes dos testes e resultados apresentados, foi possível chegar nos seguintes pontos:

O GIGABYTE SSD NVMe 256 GB apresentou os melhores números de desempenho dentre os SSDs NVMe “DRAM Less” de capacidade semelhante que foram testados até o momento, indo bem para uma unidade de entrada. Outro ponto positivo é que segundo o fabricante, essa unidade apresenta garantia limitada de 5 anos ou 300 TBW, o que no contexto de um SSD de entrada e 256 GB, é bem decente.

O único “senão”, é que o fabricante poderia ter colocado etiqueta de identificação do modelo apenas no lado onde não existem componentes soldados, afinal, montar um dissipador, seja de terceiros ou que acompanha algumas placas-mãe, pode de uma forma ou de outra acabar danificando essa etiqueta, anulando a garantia.

Em relação ao preço, nesse momento (17/9/2021) o GIGABYTE SSD NVMe 256 GB se encontra esgotado na Terabyteshop, porém o último preço praticado foi de R$319,00, que está na mesma faixa de preço de outros modelos com especificações similares, oferecendo um ano de garantia local direto com a loja além daquela oferecida pelo fabricante, então, se o que procura é desempenho decente, porém, sem fazer um rombo no bolso e não deseja recorrer à importação, então, esse modelo da GIGABYTE certamente é uma opção a se considerar.

E por hoje é só! Dúvidas, críticas e sugestões são bem-vindas! Até a próxima!

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