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2×8 GB Biostar RGB DDR4 GAMING X 3600 – Testes e resultados

Nesse review irei analisar um kit de memória da Biostar, pertencente a série “RGB DDR4 GAMING X”, a qual oferece modelos de 3200MHz e 3600MHz, apenas em módulos de 8 GB, que podem ser adquiridos separadamente ou em kits de 16 GB. O produto dessa análise é um kit de 16 GB com dois módulos, frequência de 3600MHz, timings 18-22-22-42 e tensão de operação certificada de 1.35V até 1.5V... Continue lendo!

Fala pessoal, tudo certo?

Nesse review irei analisar um kit de memória da Biostar, pertencente a série “RGB DDR4 GAMING X”, a qual oferece modelos de 3200MHz e 3600MHz, apenas em módulos de 8 GB, que podem ser adquiridos separadamente ou em kits de 16 GB. O produto dessa análise é um kit de 16 GB com dois módulos, frequência de 3600MHz, timings 18-22-22-42 e tensão de operação certificada de 1.35V até 1.5V.

Os pentes de memória vem em uma caixa retangular com uma ilustração do produto, onde constam informações a respeito da capacidade, destaque ao RGB, além das suas especificações. As memórias vêm protegidas por um “blister” plástico que cumpre bem o seu papel de proteger contra possíveis maus tratos no transporte.

Em relação ao dissipador, a Biostar optou por um dissipador de alumínio preto com detalhes como linhas em 45º e iluminação RGB, onde o fabricante garante suporte ao “Biostar Sync”, que é o esquema de sincronização do RGB das placas-mãe da Biostar, porém, não existe menção oficial a respeito das placas de outros fabricantes.

Conforme o Thaiphoon Burner, esses módulos são ‘single rank’ e os chips utilizados são os Hynix DJR, sendo os atuais detentores do recorde de frequência em memórias DDR4. Vários outros fabricantes também utilizam esses chips em kits DDR4-5000+, portanto, será bem interessante testar até onde será possível ir, ao menos ao nível de uso diário, com essas memórias.

Por fim, caso alguém venha a se interessar, nesse link é possível conferir a página do produto.

  • Configurações utilizadas:

CPU:AMD Ryzen 3 5350G (Obrigado AMD!)

MOBO: MSI B550 Unify-X (UEFI A.43O)

RAM: 2×8GB Biostar RGB DDR4 Gaming X 3600 (Obrigado Terabyteshop!)

GPU: GIGABYTE RX 5500 XT 8 GB (Obrigado Terabyteshop!)

PSU: Antec Quattro 1200W

COOLER: Water Cooler da bancada

SSD: Sandisk 120 GB

Software: Windows 10 2004 x64, TM5 0.12 1usmus config v3, AIDA64 6.32.5600 e Geekbench 3.4.2.

Objetivo e metodologia dos testes: Descobrir qual o limite para uso diário das Biostar RGB DDR4 Gaming X 3600 usando o Ryzen 3 PRO 5350G, além da frequência máxima para benchmarks nessa plataforma.  Para facilitar a compreensão dos resultados, eles foram separados em dois grupos:

1) XMP: Trata-se do máximo possível de se obter apenas carregando o perfil XMP e subindo clock/tensão, parando nos 4733MHz 1:1 com FCLK @ 2366MHz que é o limite para o exemplar de Ryzen 3 PRO 5350G utilizado, claro, isso se a memória que estiver sendo testada conseguir chegar lá.

A vantagem dessa abordagem é que ela é extremamente simples e não demanda nenhum ajuste do usuário no que diz respeito aos timings, entretanto, você paga o preço da simplicidade com menor desempenho, pois os ajustes são feitos automaticamente pela placa-mãe e podem ser bastante relaxados.

2) 24/7 com ajuste fino: E aqui, foram feitos ajustes manuais em todos os timings possíveis visando obter o melhor resultado possível com viabilidade para uso diário. Por conta disso, quando possível, será testado além dos 3800MHz para explorar qual seria o limite da memória em outras CPUs ou plataformas que se beneficiem das frequências elevadas, como, por exemplo, as APUs Renoir e Cezanne e os CPUs Intel, visando “ajudar” os donos dessas plataformas, porém, no caso dos Ryzen 3000 e 5000 baseados em chiplets, o ajuste de melhor desempenho e mais simples de ser obtido geralmente é aquele usando o FCLK sincronizado com a memória, no caso, 3800MHz (RAM) e 1900MHz (FCLK). Nesse artigo consta uma explicação detalhada do porque isso ocorre, de forma que fica a recomendação da leitura para uma melhor compreensão do assunto.

Nos casos 1 e 2, foram utilizados o TM5 0.12 1usmus config v3 para verificar estabilidade, o AIDA64 para ter noção dos números de banda/latência e o Geekbench 3.4.2 para ter uma melhor ideia do desempenho. Para esses testes, a CPU foi travada em 4.4GHz com 1.3V.

  • XMP:

Com essa abordagem, foi possível obter estabilidade no TM5 com 4133 MHz usando tensão de 1.5V, o que é um resultado excelente, especialmente considerando o mínimo esforço empreendido para obtenção desse número, porém, é necessário destacar que as latências aplicadas pela placa-mãe foram um tanto quanto relaxadas, o que implica que ainda deve existir margem para ir além ou otimizar o desempenho com ajustes manuais.

  • 24/7 com ajuste fino:

Com os ajustes finos, foi possível melhorar consideravelmente vários timings relevantes para o desempenho, chegando a resultados muito parecidos com aqueles obtidos no outro kit equipado com chips Hynix DJR que foi testado aqui na página.

tCL: Para uso diário, foi possível atingir os 4533MHz com CL18 e tensão de alimentação de 1.5V, o que é excelente! Para uso em benchmarks, é possível esticar a corda, afinal de contas, os Hynix DJR costumam escalar bem com tensão extra, indo bem até os 1.8V ou 1.9V, e também com a temperatura, de forma que ao usar CPUs Rocket Lake, juntamente a uma placa-mãe DPC adequada para overclock extremo, é possível ir muito além dos 5000MHz com tCL abaixo dos 20, apresentando excelentes números competitivos com as consagradas Samsung B-Die em benchmarks como o Geekbench 3.

tRCDWR, tRCDRD e tRP: Esses timings não escalam com incremento de tensão e temperatura, ficando por conta do “bin” dos chips utilizados.

tRFC: Esse ajuste parece escalar um pouco com tensão, de maneira que foi possível obter estabilidade a 3800 MHz com tRFC em 500, 4533 MHz em 540 e por fim, carregar o SO e rodar benchmarks em 5000 MHz com 600, porém, sem economizar no VDIMM nesse último caso.

tRC: O tRC é um ajuste importante para obtenção da estabilidade, especialmente com frequências elevadas, sendo necessário jogar um valor acima de 100 para conseguir passar no post com 5000MHz.

Abaixo, os números de Leitura/Escrita/Cópia/Latência, obtidos no benchmark do AIDA64 e também no sub teste de memória do Geekbench 3.4.2, lembrando que todos esses resultados passaram no teste de estabilidade do TM5 0.12 v3 e ao menos especificamente para essas amostras, representa algo que pode ser usado diariamente.

Benchmark em frequência máxima:

Visando verificar a frequência máxima para essas memórias em um benchmark competitivo, foi possível atingir 5000 MHz com alguns ajustes extras nos timings e uma “mãozinha” na tensão das memórias. Provavelmente deve existir margem para mais usando refrigeração extrema no 5350G ou um processador Intel de 11.ª geração (Rocket Lake) junto a uma placa-mãe DPC voltada a overclock extremo. De todo modo, por conta do 5350G não apresentar estabilidade além dos 2366 MHz no FCLK, o desempenho não foi dos melhores ao usa-lo assíncrono, perdendo banda e latência, porém, é valido para deixar registrado que as memórias possuem sim, margem para ir adiante.

Ainda foi possível validar 5090MHz com 1.85V, frequência onde a máquina apresenta estabilidade até para carregar o SO, porém, insuficiente para rodar qualquer benchmark, resetando no mesmo instante. De todo modo, essa é uma excelente marca para memórias cuja frequência padrão é de 3600MHz.

Conclusão:

As Biostar RGB DDR4 Gaming X 3600 apresentaram boa compatibilidade com a plataforma AMD, funcionando normalmente com XMP, onde ao se fazer overclock com esse ajuste, foi possível obter estabilidade em 4133MHz apenas aumentando a tensão das memórias para 1.5V, o que é uma ótima marca, especialmente considerando o mínimo esforço empreendido para se chegar nesse resultado

Já com o ajuste manual, foi possível obter 3800 MHz 16-21-21-21-40 com tRFC em 500 com apenas 1.4V, o que se mostrou um bom acerto para uso diário nos Ryzen 3000 e 5000 baseados em chiplets, apresentando latência significativamente mais baixa do que os ajustes XMP padrão, enquanto para o ajuste dos 4533 MHz, foi possível melhorar consideravelmente o desempenho otimizando os timings, o que implica que o ajuste automático via XMP, de fato, deixa muita margem para manobra com essas memórias.

Ainda foi possível rodar alguns benchmarks com frequência de 5000MHz, o que é um bom resultado, porém, é necessário destacar que esse provavelmente não é o limite dessas memórias e sim da plataforma, onde a melhor opção para fazê-las decolar são as CPUs Intel de 11ª geração com placas-mãe DPC voltadas a uso em overclock extremo.

Em relação à disponibilidade e preço, nesse momento (22/9/2021), as Biostar RGB DDR4 Gaming X 3600 se encontram restritas aos kit upgrade, porém, é esperado algo próximo dos R$1000 para essas memórias, onde é possível encontrar outros produtos com especificações semelhantes e iluminação RGB por um valor mais camarada, entretanto, cabe ressaltar que a Biostar fez um excelente trabalho nessas memórias e caso elas voltem a aparecer, preferencialmente com um preço mais competitivo em relação a outros produtos similares, certamente elas seriam uma opção a se considerar!

E é isso! Dúvidas, perguntas e sugestões são bem-vindas! Até a próxima!

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