Overclock Extremo

RTX2080 FE – Mods e uma tentativa de OC Extremo

Fala galera, tudo bom?

Depois do review da RTX 2080, da explanação a respeito do Port Royal e de como funciona o hardware dedicado ao Ray Tracing incluso nas GeForce RTX, finalmente chegou a hora de responder aquela dúvida que 99.8% das pessoas tem e que é aquilo que realmente procuram quando vão escolher a sua nova placa de vídeo: Como ela se sai no overclock extremo? 😀

Brincadeiras a parte, nesse post vou lhes mostrar o que rolou na tentativa de overclock extremo da RTX 2080, o pequeno mod que fiz na placa para praticamente eliminar o “Power Limit” e a preparação do hardware em si (isolamento, montagem e afins).

Começando pelo “Power Mod”, cuja ideia é “enganar” o sistema de monitoramento do consumo da placa fazendo o mesmo reportar um valor menor que o real com o intuito da placa nunca bater no “PerfCap” por conta da mesma estar estourando o TDP. As RTX 2080Ti e 2080 utilizam o CI NCP45491, que permitem monitorar em tempo real até 4 shunts de corrente com 4 tensões independentes, dessa forma, é possível calcular a potência em cada uma desses shunts. Na foto abaixo, é possível ver os três shunts (resistores de 5mΩ) utilizados na RTX 2080, sendo o primeiro deles, mais a esquerda, responsável por “medir” a corrente exigida do slot PCI-E, e os outros dois, dos conectores PCI-E 6 e 8 pinos respectivamente.

O mod que foi realizado basicamente consistiu em soldar um fio no shunt do PCI-E 8-pin visando “zerar” a leitura de corrente do mesmo e foi feito apenas nesse shunt devido ao fato da placa ter uma proteção que entra caso detecte uma leitura de consumo anormalmente baixa (em outras palavras, muito próxima de zero) e com isso ela trava a frequência do GPU lá em baixo, causando uma óbvia perda de desempenho, portanto, esse é o motivo de eu não ter dado “bypass” nos três shunts. 😉

Existem várias formas de fazer esse mod sendo que a mais elegante delas é aquela abordada no guia de vmod da RTX 2080TI feito pelo TiN, enquanto que a pior delas, é aquela que aplicam liquid metal no shunt pois ai existe o risco de derrubar o composto na placa ou mesmo de corrosão da solda depois de um tempo.

Para esse artigo, não fiz nenhum outro mod na placa além desse devido ao fato desse GPU escalar pouco com tensão extra usando apenas gelo seco para refrigerar a placa, entretanto, caso você esteja disposto a fazer esse vmod, o guia do TiN trás o caminho das pedras por conta da RTX 2080 também utilizar o controlador uP9512P. 🙂

A preparação da bancada foi semelhante a aquela utilizada no teste da RX Vega 64, a VGA foi montada em uma bancadinha a parte, conectada a placa-mãe utilizando um riser PCI-E genérico e claro, antes de partir para o isolamento, tratei de montar um air cooler improvisado para verificar se o mod acima estava funcionando a contento.

Após isso, desmontei a VGA e tratei de isolar a frente da mesma usando borracha limpa-tipo e nada na parte de trás, afinal de contas, usei um pedaço de neoprene entre a madeira da “mesa”, sendo isso suficiente para essa parte não fique em contato com o ar, impossibilitando a condensação. A pasta térmica utilizada foi a PCYes OCX Gelid, que ao menos na aparência e no papel, trata-se da mesma Gelid GC-Extreme “importada” e que no final das contas funcionou bem durante esse teste! 🙂

Diferentemente da RX Vega 64, a RTX 2080 tem furação compatível (a mesma da 1080Ti) com o TEK-9 FAT, entretanto, decidi por insistir no uso do pot de CPU para refrigeração do GPU pois queria verificar se o problema das instabilidades e queda de desempenho com uso extremo eram realmente advindos do riser PCI-E ou se era algum outro problema com a Vega 64 em especifico, em outras palavras, isso significa que no futuro pode ser que refaça esses testes com a RTX 2080 usando o TEK-9 FAT.

Configuração utilizada:

CPU: AMD Ryzen 7 2700X (obrigado AMD!)

MOBO: ASUS ROG Crosshair VII HERO

RAM: 2x8GB G.Skill Flare X 3200 CL14 (Samsung B-Die)

VGA: nVidia RTX2080 FE (obrigado nVidia!) + SF3D Inflection Point + 1kg de Gelo Seco.

STORAGE: 120GB Crucial BX300

SO: Windows 10 x64  e Forceware 419.35

Objetivo dos testes: Testar se toda essa solução desenvolvida para congelar a VGA usando o pot de CPU é funcional e também verificar até onde conseguiria chegar com a RTX2080 FE utilizando refrigeração extrema, tal como o seu comportamento quando submetida a esse tipo de maus tratos esforço.

Resultados:

O primeiro benchmark que rodei logo após o termômetro chegar na casa dos -60ºC foi o 3DMark Fire Strike Extreme, com o objetivo de determinar o clock máximo que conseguiria completar o mesmo e assim cheguei aos 2220MHz no GPU, o que é uma boa marca para esse GPU rodando no gelo seco. Em relação a experiência com a RX Vega 64 Strix, a variação de temperatura entre o inicio e o fim de um dos testes do 3dmark foi menor por conta do tdp mais baixo do TU104 e que no caso, não vi a temperatura subir dos -50ºC em nenhum momento.

Como nem tudo são flores e logo percebi que o mesmo problema de instabilidade e queda de desempenho que ocorreu depois de um tempo na sessão da Vega, tornou a ocorrer na RTX. O meu “palpite educado” é que o riser PCI-E  deve apresentar perdas de sinal quando a temperatura começa a baixar, resultando em uma grande queda de desempenho em 3D, com o rendimento chegando a cair pela metade e instabilidade, com sintomas muito parecidos com aqueles observados ao tentar se congelar um Ryzen com uma placa-mãe que não tenha “LN2 Mode” e opção de ajuste de tensão da PLL mais generoso.

Então, em termos de 3D, o que tenho para lhes mostrar é apenas um score no FSE, onde a pontuação nos testes gráficos chega a ser superior ao do 3º colocado no ranking do HWBOT e portanto condizente com os 2220MHz aplicados no GPU, enquanto que o Combined Score foi cerca de 350 pontos inferior a minha própria pontuação usando water cooler. Por muito pouco também não consegui completar uma run no Time Spy, que infelizmente acabou travando durante o CPU Test. 😦

Para completar, rodei o bom e velho GPUPI 1B e apesar da eficiência do resultado estar meio ruim por ter deixado para rodar isso depois dos 3D e com a máquina já meio instável, ainda foi o suficiente para obter o terceiro lugar no HWBOT, o que dadas as condições, considero até razoável!

Conclusão: 

Apesar dos problemas de instabilidade provenientes do riser PCI-E, a RTX2080 FE não decepcionou e ainda foi capaz de atingir clocks acima dos 2200MHz no GPU e que se não fossem por conta dessas “zicas” que nada tinham a ver com a VGA, a mesma também teria brilhado nos benchmarks.

A respeito do “PowerMod” realizado, o mesmo funcionou muito bem e nesse cenário de overclock extremo ele é de suma importância na hora de se atingir o desempenho máximo da VGA, especialmente se também tiver feito o “Voltmod” para o GPU, porém, como disse no artigo do review dessa placa, essa alteração é desnecessária no caso de uso em refrigeração ambiente pois o valor do Power Target disponibilizado (+124%) para essa placa já é suficiente para a mesma nunca esbarrar no Pwr PerfCap.

Dúvidas, comentários, criticas e sugestões são bem-vindos!

Até a próxima!

 

 

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