Placas-Mãe, Reviews

[Review] Biostar B350GT3

Olá pessoal, tudo bem?

Nesse review irei analisar a Biostar B350GT3, que é uma placa-mãe AM4 no formato mATX e que tem se destacado no mercado brasileiro por conta de seu aparente custo-benefício, afinal de contas, estamos falando de uma placa com 4 slots de memória com chipset B350, o que significa que temos a disposição suporte a USB 3.1, NVMe, SATA RAID e também permite overclock no CPU, algo que as demais placas A320 de preço semelhante não oferecem.

Em relação a caixa, a Biostar adotou um grafismo inspirado no mundo do automobilismo com um carro no estilo “Tron” e um fundo de “fibra de carbono”, na parte de trás, temos uma foto da placa com as suas especificações e destaque a alguns features como os LEDs RGB integrados na placa, LAN e dual BIOS.

Sobre os acessórios que acompanham a placa, temos 4 cabos SATA (um deles foi usado no T-Gamer, por isso não aparece na foto), I/O Shield (não aparece pelo mesmo motivo do cabo), manual e um DVD com os drivers. Considero esse kit bastante razoável para um placa de baixo custo e um ponto positivo por parte da Biostar ter enviado cabos SATA no mesmo número de portas que temos na placa.

Da placa, a temática “Racing” continua pois a Biostar adotou um PCB Preto ilustrado por uma bandeira quadriculada de corrida, o que certamente deve dividir opiniões. A primeira vista também é possível destacar o dissipador usado nas quatro fases destinadas a alimentação dos cores (VDDCR) que possui iluminação RGB e as três fases destinadas ao SoC (VDDSOC) sem dissipador, algo que veremos se foi bem dimensionado mais adiante.

Sobre o layout da placa, de forma geral é bem razoável porém existem algumas ressalvas, nas quais posso citar o conector M.2 localizado abaixo do slot PCI-E, o que implica em possíveis problemas de throttling nos SSDs NVMe enquanto usando algum GPU com TDP alto ou que simplesmente desligue completamente o fan em idle, o jumper Clear CMOS que fica “espremido” entre o conector de audio frontal e um fan header, requerendo uma pinça para conseguir mexer nele (ao menos para quem tiver mãos grandes) e o fato de ter apenas um fan header nas proximidades do socket, o que não é um problema para quem pretende usar o cooler box, porém pode o ser para quem vai usar um cooler do tipo torre com push-pull ou um watercooler AIO, requerendo o uso de adaptadores ou cabos splitter.

Em relação ao conector M.2, o mesmo suporta NVMe com PCI-E 4X nos CPUs Ryzen e 2X nas APUs Bristol Ridge. A Biostar também oferece quatro portas SATA 6Gbps e que sempre são funcionais, independente de estar usando um SSD M.2 ou não.

O codec de áudio utilizado é o Realtek ALC887, onde o mesmo está montado em uma camada isolada do PCB, possui uma blindagem metálica cuja ideia é mitigar interferências eletromagnéticas (EMI) e também 4 capacitores eletrolíticos para fazer a filtragem do sinal de áudio.

Sobre o espelho traseiro, temos 6 portas USB 3.0, uma PS/2, LAN, saídas de vídeo DVI e HDMI e painel de som básico com 3 conectores, o que está dentro do esperado para uma placa de baixo custo.

Em relação ao dissipador do VRM, a Biostar optou por usar uma peça de alumínio que possui algumas aletas nas laterais e um led RGB no topo. Do ponto de vista da fixação, foram empregados parafusos ao invés das costumeiras presilhas plásticas com mola que costumamos ver em placas de baixo custo, o que é um ponto positivo, afinal de contas, os parafusos garantem uma maior pressão na montagem do dissipador e com isso melhor contato com os mosfets, por fim, o thermalpad faz bom contato com os mosfets e cobre todo o encapsulamento dos mesmos, maximizando a área de contato, garantindo assim uma troca de calor ótima.

Lembrando que apenas as fases destinadas a alimentação dos cores (VDDCR) possuem dissipador enquanto que as três fases destinadas ao SoC (VDDSOC) não o tem.

A respeito do VRM, como disse anteriormente, a Biostar optou por usar um arranjo de 4+3 (VDDCR+VDDSOC) fases tendo sido adotado o controlador Intersil ISL95712 que permite o controle de até 4 fases para o VDDCR e 3 no VDDSOC sem o uso de doublers para manter o acionamento independente das fases, portanto, todos sinais PWM gerados estão sendo utilizados aqui.

Os mosfets utilizados são os Sinopower SM4377 (high side) e dois SM4364 (low side) por fase, sendo que os SM4377 suportam uma corrente máxima de 50A @ 25ºC e 35A @ 100ºC e possuem um Tr (tempo de subida) de 12ns e Tf (tempo de queda) de 10ns, o que é algo muito bom do ponto de vista das perdas de chaveamento, entretanto, os SM4364 apresentam rds(on) @ Vgs = 10V de 5.3mΩ, o que é algo medíocre mas que deve ser reduzido pela metade por termos dois mosfets de baixa em paralelo nesse design.

No estágio de filtragem, temos um indutor por fase, capacitores de 820uF 3V e vários capacitores de cerâmica SMD na saída, enquanto na entrada, a Biostar empregou apenas alguns capacitores cerâmicos e de polimero de 270uF 16V, economizando um indutor nesse estágio de filtragem, o que em tese pode trazer oscilações na tensão de saída quando em full load e com isso instabilidades, entretanto, um filtro LC mal dimensionado também pode causar esse tipo de problema, portanto, o único jeito de verificar  isso de fato é usando um osciloscópio, o qual não disponho no momento.

Ainda sobre o VRM, a Biostar diz no seu site que a B350GT3 tem uma limitação máxima de TDP em 95W, o que em tese deixaria o R7 2700X como um CPU não suportado, entretanto, o mesmo figura na lista de CPUs compatíveis com a placa, o que deixa uma certa dúvida pairando no ar, afinal de contas, a primeira geração de CPUs Ryzen teve TDP máximo de 95W e pode ser essa a razão dessa limitação figurar ali no site do fabricante. De todo modo, logo veremos como essa placa se saiu com o R7 2700X. 🙂

O VRM das memórias é de apenas uma fase, utiliza o controlador APW7120 e dois mosfets SM4377 com dois capacitor de 820uF na saída, o que é suficiente para a alimentação das memórias, cujo consumo é bastante baixo.

Em relação a interface de UEFI, ela é bastante simples e relativamente intuitiva porém ainda sim um tanto quanto “soviética”, exemplificando, a organização dos menus não é das melhores, alguns ajustes carecem de descrição, algumas opções referentes aos ajustes de memória estão faltando ou simplesmente estão “esquecidas” lá no meio do menu “AMD CBS”, ajustes de tensão são apenas via offset e em alguns casos (VDDSOC por exemplo) não existe uma leitura da tensão padrão e nem da resultante, deixando o usuário as cegas. O ponto positivo aqui é que não encontrei nenhum bug ou ajuste referente as opções de overclock quebrados, o que é bom!

Ainda sobre a BIOS, a ultima versão data de 07/08/2018 e utiliza o AGESA 1.0.0.4c, o que implica que o suporte por parte do fabricante para atualizações de firmware aparentemente é um tanto quanto lento e por isso até o presente momento, essa placa não permite o overclock no Athlon 200GE.

Na galeria abaixo, trago uma série de capturas de tela da UEFI, inclusive com os tais ajustes “soviéticos” como por exemplo, o o do RGB, que cada cor é dado por um número inteiro de 0 a 127, que conforme você vai alterando, muda a cor dos LEDs da placa! 😀

Este slideshow necessita de JavaScript.

E aqui, uma pequena tabela com os ajustes de tensão disponíveis e o limite máximo de cada um deles:

Caso alguém tenha interesse, segue o link para as especificações da placa no site do fabricante: https://www.biostar.com.tw/app/en/mb/introduction.php?S_ID=870

Vamos aos resultados!

Configuração utilizada:

CPU: AMD Ryzen 7 2700X / AMD Ryzen 5 2600X / AMD Ryzen 5 2400G (Obrigado AMD!)

MOBO: BIOSTAR B350GT3 (Bios B35AS807)

VGA: eVGA GTX650 1GB (usada apenas nos CPUs sem vídeo integrado)

RAM: 2x8GB DDR4 G.Skill Flare X 3200 CL14

REFRIGERAÇÃO: Watercooler custom

STORAGE: SSD Kingston HyperX 3K 120GB

Software utilizado: Windows 10 x64, HWBOT Unigine Heaven, Ryzen Master, AIDA64.

EQUIPAMENTOS EXTRAS: Termômetro digital HDT 6002.

Objetivo dos testes: O objetivo desse artigo é verificar o quão bem a Biostar B350GT3 se sai naquilo que diz respeito a overclock de memória e além disso, testar a performance térmica da placa em condições de stress usando diferentes CPUs AM4 com e sem vídeo integrado, visando verificar o comportamento do VRM nessas situações de “pior caso possível” para as fases do VDDCR e do VDDSOC, com e sem ventilação forçada no VRM.

Explicações acerca da metodologia adotada ou de como os testes foram conduzidos estão contidas nos textos que acompanham os resultados a seguir.

Resultados:

O primeiro passo aqui é testar até onde a B350GT3 consegue ir em termos de overclock de memória devido ao já conhecido impacto que isso trás no desempenho dos Ryzen. Utilizando o mesmo perfil utilizado para obter o overclock estável nas Patriot Viper Steel 4400CL19 e que também pode ser usado em outros kits com chips Samsung B-Die, consegui obter o máximo de 3333MHz 14-14-14-30, sendo que os 3466MHz simplesmente falham no post independente do kit de memória (Viper Steel ou Flare X) ou CPU utilizado, portanto, considero esse o limite para essa placa, sendo essa barreira bastante improvável de ser superada, afinal de contas, esses kits de memória com chips B-Die são consideravelmente mais caros que a B350GT3 e estão entre as melhores opções possíveis para se usar com um CPU Ryzen.

De todo modo, essa marca ainda é superior a ASUS PRIME B350-PLUS, que também é uma placa B350 de baixo custo, ainda que a mesma geralmente seja mais cara que a Biostar. Na galeria abaixo trago o resultado no AIDA64 e uma run do Unigine Superposition no R5 2400G com a memória rodando @ 3333 14-14-14-30, ajuste esse que também passou no teste de estabilidade do TM5.

Para verificar a temperatura dos circuitos de alimentação, instalei um termopar com um thermal pad grudento na parte de trás da placa, na proximidade dos indutores do VRM devido ao fato de ali ser um “hot spot” por conta do ponto de solda, basicamente, algo muito parecido com o que o Buildzoid fez nesse vídeo e que se tomarmos como base a leitura “CPU” do HWiNFO ou a TMPIN1 do HWMonitor (são iguais) como a temperatura do VRM, então existe ai um delta que varia entre 3~9ºC entre o software e o termopar.

Por dispor de apenas um termopar K em boas condições, adotei uma abordagem no estilo “worst case scenario”, ou seja, para os CPUs sem vídeo integrado (R7 2700X e R5 2600X) cujo consumo nas fases relativas ao SOC é baixo, usei o termopar para tirar a medida da temperatura das fases relativas a alimentação dos cores (VDDCR) enquanto que com o R5 2400G, usei o termopar montado logo abaixo das fases do SOC devido ao consumo ali ser maior nas APUs devido ao vídeo integrado, enquanto que na parte CPU, a mesma exige menos que no R5 2600X.

Também tenham em mente que as temperaturas do VRM podem variar conforme a refrigeração do CPU, por exemplo, se você estiver utilizando o cooler box, a tendência é que a temperatura do CPU seja mais alta do que de alguém usando um water cooler, então, como o PCB da placa é de cobre, isso acaba por interferir um pouco na temperatura dos componentes localizados nos arredores do CPU. No caso desse artigo, a temperatura de nenhum dos CPUs excedeu a média dos 80ºC durante o “stress test”.

Como “stress test” do CPU usei o AIDA64 rodando por 15 minutos enquanto que para o SOC, usei o Unigine Heaven também rodando por 15 minutos e com os dados colhidos, compilei o gráfico abaixo, que trás a média do CPU Package Power medido pela SMU e o delta de temperatura em relação ao ambiente da leitura obtida no termopar…

…E como podemos ver, a Biostar B350GT3 se saiu bem com o R5 2600X, ficando com um delta de temperatura abaixo dos 50ºC e sem throttling, o que é algo bom! Como alguns podem ter notado, o consumo desse CPU em overclock foi menor do que em stock e foi assim porque esse CPU é aquele meu exemplar premiado e o Precision Boost 2.0 acaba usando tensão um pouquinho mais alta que o necessário para esses 4200MHz, alias, esse exemplar faz 4200MHz estáveis com menos do que esses +160mV, entretanto, se o fizesse assim, esse teste perderia a razão de ser, afinal de contas, essa amostra definitivamente não representa a média desses CPUs quando o assunto é overclock. 😉

Sobre o R5 2400G, havia receio da minha parte de que as temperaturas das fases relativas a alimentação do SoC pudessem sair do controle ao fazer overclock na Vega 11 pelo fato das mesmas não terem dissipador e por conta do consumo do vídeo integrado aumentar consideravelmente com overclock, entretanto, não foi isso que ocorreu e mesmo “chutando o pau da barraca” e usando 1600MHz 1.275V, o dT não chegou nem aos 40ºC, o que é excelente!

E por fim, o R7 2700X funcionou na Biostar B350GT3 e em stock não apresentou throttling, entretanto, o problema é que o dT do VRM ficou acima dos 50ºC e a leitura do HWiNFO muito próxima dos 90ºC e pelo que pude apurar, esse é o limite de temperatura para a placa dar comando de throttling para o CPU e foi justamente isso que ocorreu com o teste com overclock, o qual abortei com cerca de 8 minutos por precaução. Isso não ocorreu após colocar uma ventoinha de 80mm soprando diretamente no dissipador do VRM, portanto, o problema é realmente do limite de temperatura do mesmo, então, se ainda sim a ideia for usar um R7 2700X ou até algum octacore 95W nessa placa, recomendo no mínimo o uso de um fan para refrigeração do VRM.

Sobre a natureza desse throttling, ao exceder os 50ºC no dT (ou 90ºC no HWiNFO), o multiplicador do CPU cai para 5.5x por instantes e a temperatura do VRM cai cerca de 2ºC e ai a frequência volta ao normal, repetindo esse processo enquanto a temperatura estiver atingindo o limite, conforme o gráfico abaixo, que mostra o comportamento da frequência do CPU durante esse teste.

Conclusão:

A Biostar B350GT3 é uma placa de baixo custo relativamente bem construida que apresentou um resultado bastante aceitável no que diz respeito a frequência das memórias, tendo excedido a especificação do fabricante (3200 OC max) atingindo 3333 CL14 com estabilidade e por fim, também passou incólume pelos testes de stress tendo suportado (ainda que eu não recomende o uso) até mesmo o R7 2700X, com a ressalva da necessidade do fan soprando sobre o dissipador do VRM nesse caso.

Mas sim, não se trata de um produto perfeito… O layout tem lá os seus pontos que poderiam ser melhorados (exemplo: posição do slot M.2, outro fan header no topo de placa e posição do jumper clear cmos), o suporte de bios do fabricante para esse modelo parece ser um pouco lento com o ultimo update datado de agosto do ano passado e a UEFI necessita de um pouco mais de “refino”. Esses pontos não chegam a condenar a Biostar B350GT3 como produto mas definitivamente não poderia deixar isso passar em branco.

Em relação ao custo-benefício, a B350GT3 chegou a ser oferecida por cerca de R$399 em promoções na Terabyte, preço esse que costuma ser praticado para placas A320 consideravelmente mais limitadas que essa (exemplo: 2 slots de memória, VRM mais fraco e sem dissipador, não fazem overclock…), portanto, por esse preço essa placa definitivamente é uma opção excelente! Ainda que no momento ela esteja indisponível, fiquem ligados que em breve ela pode voltar aos estoques! 😉

E por hoje é só! Dúvidas, críticas e sugestões são bem-vindas! Até a próxima!

 

15 comentários em “[Review] Biostar B350GT3”

  1. Excelente artigo, creio que seja uma boa placa pra quem não queira abusar do overclock e tenha uma configuração mais básica.
    Obs: cheguei no seu site através do Rodrigo Baltar.

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  2. To usando um Ryzen 5 1600 @3,8ghz sem mexer no vcore e memorias hyper x 2400mhz@2666mhz também sem mexer na tensão. Sei que poderia subir até mais, porém o sistema assim já me atende bem e está super frio e estável.

    Curtido por 1 pessoa

  3. Não consigo fazer minhas memórias gskill 3000mhz rodarem em mais de 2663, simplesmente dá crash mesmo em clocks altos. Tem como dar uma ajuda? Percebi estabilidade somente em 2400mhz

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  4. Review incrível! Cobriu todos os detalhes possíveis desa placa (imagino que deve ter te tomado bastante tempo). Ela está nesse momento em promoção na Terabyte e divulguei o link desse artigo no Pelando. Eu possui uma Asus A320 MK/BR + R5 2600 e estava pensando em comprar essa placa para overclock, mas ainda estou na dúvida

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  5. Agradeço pelo review, cobriu bastante coisa e sanou algumas dúvidas. Se essa placa tivesse vindo com um heatsink maior no VRM e um desenho branco mais discreto e mais abstrato teria sido perfeito pra mim, mas honestamente pelos R$390 que paguei, tá valendo a pena. O que eu gosto dessa placa é que ela embarca o que é essencial e o que falta a gente resolve com uma ventoinha. Não se paga por recursos que não se usam e por marketing. A bios e a caixa e os manuais são bastante espartanos mas prefiro assim mesmo do que pagar R$100-200 a mais por firulagem. Agradecido

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  6. Excelente artigo cara. Parabéns!
    Estou com um boleto dessa placa por R$ 438,00 incluindo o valor do frete e também um boleto da MSI b450 PRO VDH por R$ 500,00 reais. Tô pendendo pra b450 por ser um chipset mais novo. O ruim é que quase não tem informações sobre ela na internet. Futuramente faz um review dela pra nós!

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