Overclock Extremo

Ultima sessão de OC de 2019 feat. EVGA GTX970

Fala pessoal, beleza?

Como é de praxe aqui por essas bandas, o último artigo do ano costuma ser vitimando algum hardware em uma sessão de overclock extremo de maneira que em 2017 a vitima foi uma Radeon HD6870 + 4770K tendo a Z97-D3H como baixa após a sessão, em 2018 foi a ASUS RX Vega 64 Strix e para esse ano que está acabando, uma EVGA GTX970! Então, vamos as apresentações da placa, preparativos para a sessão e o que tudo o que rolou nos testes! 😀

A GTX970 foi lançada em setembro de 2014, tendo sido essa placa extremamente bem sucedida especialmente por conta da combinação de “performance/watt” campeã e preço ($329 no lançamento) bastante competitivos, sendo que nem mesmo o “escândalo” dos 3.5GB VRAM que ocorreu na época foi capaz de arranhar sua imagem, na verdade, esse episódio foi o responsável por produzir alguns memes inesquecíveis, como por exemplo, esse vídeo! 😀

Em relação ao GPU em si, essa placa utiliza o GPU GM204, que pertence a arquitetura Maxwell 2.0, é fabricado pela TSMC no processo de 28nm e o seu die tem 398mm², portanto, trata-se de um GPU bem grandinho, sendo apenas menor que o mastodontico GM200 e seus 601mm². A variante utilizada na GTX970 é o GM204-200-A1, que possui 1664 Cuda Cores, 104 TMUs, 56 ROPs e suporta memórias GDDR5 com um barramento de 256-bits (224+32 bits, se for para ser rigoroso).

A placa que tenho em mãos é uma EVGA com cooler do tipo “blower” e PCB compacto, o que implica que muito provavelmente esse era dos modelos mais simples da GTX970. O fabricante optou por usar memórias Elpida de 7Gb/s, o VRM possui 4 fases com um robusto dissipador de alumínio com várias aletas, de forma a aproveitar o fluxo de ar do “blower” e por fim, a alimentação fica por conta de dois conectores PCI-E de 6 pinos.

Para o isolamento da placa, ao menos para esse primeiro teste, optei por utilizar a boa de velha borracha limpa-tipo, entretanto, para testes futuros e com os provaveis voltmods que virão, devo acabar optando pelo isolamento “permanente” com plastidip. 🙂

Como o Tek-9 Fat esbarra em um dos conectores de força 6-pin, o jeito foi usar o pot de cpu, porém, com um pequeno “upgrade” nos parafusos de fixação pois no último teste que fiz dessa maneira, um dos lados se soltou no meio da sessão, portanto, para resolver essa questão acabei fazendo um maravilhoso serviço usando solda “PIG” na barra roscada e porca que vão na parte de trás da placa, o que definitivamente resolveu o problema. Com isso, montei o Inflection Point na GPU e como é possível ver, tomei cuidados extras com o riser PCI-E, afinal de contas, caso exista condensação no mesmo, ele pode se tornar uma fonte inesgotável de problemas.

A princípio, a ideia também era congelar o CPU e para isso decidi usar o meu antigo pot caseiro “fabricado” pelo meu amigo Paulo “pxhx” e que por se tratar de uma peça artesanal e também antiga, foi necessário se usar de alguma criatividade para monta-lo na plataforma AM4, enfim, nada que uma combinação dos kits de fixação do Inflection Point e do bloco Alphacool da bancada não resolvessem! 😀

Configurações utilizadas:

MOBO: ASUS ROG Crosshair VII Hero (UEFI 2901) e Biostar X570GT8

RAM: 2x8GB Geil Evo X II AMD Edition 3600CL18 (Obrigado Terabyteshop!)

GPU: EVGA GTX970 (Obrigado NVIDIA)

PSU: Antec Quattro 1200W

COOLER: WC Custom, SF3D Inflection Point, Pot caseiro by pxhx e 2.5Kg de gelo seco.

SSD: Crucial BX300 120GB

Objetivo dos testes:

Extrair o máximo de desempenho da EVGA GTX970 visando obter resultados competitivos no ranking do HWBOT e de quebra mostrar o máximo que é possível tirar da placa com diferentes sistemas de refrigeração. Explicações acerca de como os testes foram conduzidos estão contidas nos textos que acompanham os resultados a seguir.

Resultados:

  • Cooler padrão:

Usando o cooler padrão, foi possível atingir aproximadamente 1482MHz no GPU e pouco mais de 2100MHz nas memórias e com isso obtive a marca de 12392 pontos no Fire Strike. Lembrando que esse resultado foi obtido sem quaisquer modificações na placa, apenas “pluguei” a mesma do jeito que recebi e fui testando até obter essa pontuação. No que diz respeito a frequência obtida, está dentro do normal para um GPU da arquitetura Maxwell, sendo o “piso” algo como 1450MHz e o teto algo próximo de 1600MHz para um exemplar “gold” enquanto usando refrigeração ambiente.

  • Refrigeração líquida:

Usando refrigeração líquida e se aproveitando da maior margem térmica disponível, resolvi também fazer biosmod na placa para o Power Limit pois nas Maxwell ainda é possível fazer esse tipo de modificação, sendo possível alterar o TDP, PL, frequência e em algumas placas, a tensão do GPU. Nesse caso, simplesmente fiz as alterações conforme explica esse guia e com isso liberei o ajuste do PL até 250W, o que corresponde a 47% a mais que o TDP padrão da placa. Assim foi possível completar tanto o FS/FSE com o GPU @ 1540MHz e FSU @ 1525MHz, o que são marcas bastante normais para esses GPUs e indicam que a amostra que tenho em mãos é bastante regular, não sendo nem ruim, nem “gold”. 😉

  • Gelo seco:

E finalmente, a parte “extrema” desse artigo, que infelizmente, não saiu conforme o planejado… Vejam bem, na foto que coloquei juntamente as configurações do hardware, é possível ver apenas um pot montado enquanto que na foto abaixo são dois, como disse anteriormente, a ideia original era também congelar o CPU para tentar obter os melhores resultados possíveis, entretanto, após o primeiro reboot para fazer o ajuste da frequência e tensão do CPU com a temperatura de ambos os pots na casa dos -50ºC, a placa-mãe simplesmente resolveu que não queria mais colaborar e passou a exibir post-code 8D, o que parece ser algo relacionado a memória, entretanto, trocar as memórias, clearcmos ou mesmo aquecer ambos os pots não fizeram nada por mim e mesmo quando eventualmente a placa conseguia ir além do “8D”, acabava presa em outro código. Isso por si só ja foi um tremendo de um balde de água fria na minha sessão, porém, overclock extremo é isso né? As vezes as coisas falham sem motivo aparente e só lhe resta a frustração. :/

Mas para não perder o resto do gelo seco que ainda tinha e pelo menos para tentar ver até onde conseguia ir com a GTX970, tratei de montar a Biostar X570GT8 com refrigeração a água no CPU e assim consegui completar ao menos um FSE, obtendo a pontuação de 6592 marks, o que certamente possui margem para melhora devido ao fato da placa estar rodando com PCI-E @ 8X, falta de ajuste e otimização nos drivers (estavam com configuração padrão), frequência do CPU e latência das memórias. A respeito da frequência do GPU, foi possível completar esse teste @ 1616MHz, o que novamente, possui margem para ir além com os devidos voltmods, afinal das contas, os GPUs Maxwell enquanto submetidos a temperaturas abaixo de zero costumam escalar bem com tensão extra, conforme pode ser visto nesse guia do TiN. 🙂

Conclusão:

A EVGA GTX970 sobreviveu a sessão de overclock extremo, apresentando bom comportamento quando submetida a temperaturas na casa dos -50ºC e se mostrando uma placa um tanto quanto promissora de ser revisitada em um futuro próximo. Infelizmente, por conta da placa-mãe ter apresentado problemas no começo da sessão, não foi dessa vez que pude “mirar” em obter os melhores resultados possíveis, mas ao menos, foi possível ter uma noção do que esperar desse GPU enquanto usando refrigeração extrema.

Por fim, ficam os agradecimentos ao Alexandre Ziebert da NVIDIA pela VGA e também desejo um próspero 2020 a todos vocês! Até a próxima! 😀

 

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