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[Review] Teclado Riotoro Ghostwriter Prism

Fala pessoal, tudo certo?

Nesse artigo irei analisar o Riotoro Ghostwriter Prism, que se trata de um modelo mecânico “full size”, ou seja, com, teclado numérico, padrão ANSI, portanto sem “Ç”, com iluminação RGB e switches Cherry MX. Será esse um bom teclado? É o que vamos descobrir! 🙂

  • Unboxing:

A embalagem traz em sua frente uma foto destacando o produto e algumas de suas características, como, por exemplo, iluminação RGB, portas USB e os switches utilizados. Na parte de trás, temos destaque a mais alguns detalhes construtivos do produto como a iluminação RGB (novamente), controles multimídia dedicados, duas portas USB na carcaça e descanso de pulso destacável. Além disso, existe também uma faixa dedicada a trazer informações referentes ao switch utilizado, no caso do exemplar que tenho em mãos, é o Cherry MX Brown.

O teclado vem embalado com um saco protetor mais espumas laterais e acompanha um guia do usuário impresso e uma ferramenta de plástico para remoção das keycaps, o que é especialmente útil na hora de fazer a manutenção e limpeza do teclado.

  • Hardware:

Como disse anteriormente, o Riotoro Ghostwriter Prism usa padrão “full-size” com teclado numérico e nas fotos abaixo, é possível ver que a sua plate é de alumínio escovado enquanto as laterais são de plástico. A estrutura utilizada apresenta bom acabamento e é robusta o suficiente, de forma que o teclado apresenta boa rigidez torcional.

Esse teclado possui o design no padrão de “teclas flutuantes”, que é esse aonde parte do corpo do switch fica visível, sendo bastante comum de se ver nos teclados mecânicos destinados ao público gamer, tanto por conta do apelo visual quanto por contenção de custos, afinal de contas, economiza-se uma “top plate” que seria responsável por “esconder” a base dos switches. Esse modelo apresenta também algumas particularidades interessantes, como, por exemplo, a inclusão de duas portas USB 2.0 na parte traseira e botões exclusivos para controle do volume do som, o que é bem legal! 🙂

A parte inferior do teclado possui 5 borrachas nas extremidades e também “pézinhos” para ajuste da altura com acabamento emborrachado na base. Sobre a conexão do teclado, o cabo é fixo e também é importante destacar que esse modelo utiliza duas portas USB 2.0, o que requer a atenção daqueles que são “heavy users” de portas USB. 😉

As keycaps utilizadas são de plástico ABS com caracteres gravados a ‘laser’, basicamente, passam um por um processo onde é aplicado tinta no ABS, que é translúcido, e após isso o carácter é gravado a ‘laser’, entretanto, esse material está suscetível a desgaste com o passar dos anos, ficando com um aspecto “brilhoso” e podendo até mesmo descascar dependendo do uso.

Como dito anteriormente, os switches utilizados são os Cherry MX e a respeito do seu fabricante, a Cherry é uma empresa alemã que está na ativa desde 1967 produzindo switches mecânicos e é basicamente uma das referências nesse mercado, com diversas outras empresas/marcas (exemplos: Gateron, Outemu, Kailh) seguindo o seu padrão em cruz para encaixe das keycaps e fabricando clones de seus modelos.

Sobre o switch, basicamente trata-se de um dispositivo mecânico com um contato (3, na imagem abaixo) que quando fechado por uma peça plástica (2 – aquela “cruz” onde é instalada a keycap), fecha o circuito elétrico do teclado e isso indica que aquela tecla foi pressionada.  A função da mola (4) é determinar o curso e também outras características como a força necessária para a atuação do switch, sendo que existem diferentes características de “feedback”, que basicamente trata-se daquilo que você “sente” quando pressiona uma tecla, sendo os mais comuns:

  1. Linear: A resposta é igual desde o começo até o final do curso do switch,
  2. Tactile: Existe um pequeno “bump” no final do curso do switch que meio que faz o usuário “sentir” que a tecla foi de fato pressionada.
  3. Clicky: Além do “bump”, ainda tem um mecanismo com outra mola ou barra que emite um clique audível ao pressionar a tecla.

Para diferenciar os switches com características distintas, existe meio que um código de cores que só para citar alguns, temos que o vermelho e preto são switches lineares com diferentes forças de atuação (45 cN no vermelho e 60 cN no preto), o marrom é um switch “tactile” com força de atuação de 55 cN e o azul é um switch “clicky” de 60 cN. Esses são os modelos mais populares, entretanto, existem outras cores variando parâmetros como força de atuação e o curso.

No caso do Riotoro Ghostwriter Prism, a variante dos switches que foi empregada nessa amostra é a marrom, ou seja, com resposta “Tactile”, 55 cN de força de atuação e 2 mm de pré-curso (mínimo necessário a ser pressionado para atuação).

Sobre o processo de desmontagem, ele consiste em remover as keycaps necessárias para acessar os parafusos que unem a “baseplate” com a carcaça plástica da parte inferior do teclado e também remover os parafusos ali localizados, contudo, é necessária alguma cautela com o PCB que contém as portas USB 2.0, que é separado do teclado, porém, conectado ao PCB principal através de um cabo ‘flat’.

E por fim, relativo a sua construção interna, a qualidade do pcb é boa, sem soldas quebradiças ou frias e infelizmente, não foi possível identificar o microcontrolador utilizado por conta do chip ter vindo com duas marcas por cima do encapsulamento, impossibilitando a leitura do código.

  • No uso:

Por ser um teclado “full-size”, não existe nenhuma diferença ou particularidade no uso Ghostwriter Prism igual pode ocorrer em modelos 60% e até mesmo 75%, onde várias funções podem compartilhar teclas por conta do menor ‘layout’. No que diz respeito aos switches, o feedback táctil é bastante sútil e por conta desse modelo não ser “Clicky”, ele também é mais silencioso na digitação em relação aos outros produtos usando switches com essa característica.

Segue um pequeno vídeo demonstrando como o Riotoro Ghostwriter Prism se sai durante o uso, basicamente, a ideia aqui é mostrar detalhes como o barulho de digitação, que é algo bem único de cada teclado por conta das diferenças entre as keycaps, switches e “chassis”, e também, mostrar como é a iluminação backlight.

  • Conclusão:

Diante do apresentado, foi possível chegar nos seguintes pontos:

  1. Relativo ao ‘design’ e usabilidade, o visual do Riotoro Ghostwriter Prism é funcional, sem muitas firulas, a iluminação é RGB e cumpre bem o seu papel. No que diz respeito a usabilidade, esse teclado usa padrão ANSI e por ser em layout 100%, não traz nenhuma particularidade como teclas de atalho compartilhadas como é mais comum nos modelos 60% ou 75%. Um ponto interessante é que o fabricante optou por integrar um “hub” USB 2.0 com duas portas localizadas logo atrás do teclado numérico, o que é um recurso que certamente diferencia esse modelo da maioria, contudo, por conta disso, existe a necessidade de se usar duas portas USB da placa-mãe.
  2. Sobre a qualidade de construção, de ponto positivo temos os switches utilizados, que são os “tradicionais” Cherry MX Brown cuja qualidade/durabilidade já é bastante conhecida no mercado, o “chassis” é sólido e o trabalho de solda no PCB foi muito bem executado, entretanto, as keycaps em plástico ABS gravadas a ‘laser’ são um ponto negativo por serem menos duráveis que as fabricadas com o método “doubleshot” que são encontradas até em modelos bem mais simples.
  3. A respeito do preço, o Riotoro Ghostwriter Prism até pouco tempo atrás se encontrava em promoção na Terabyteshop por R$339 (22/11/2020), o que o coloca dentre os modelos usando switches “Cherry MX” mais acessíveis do mercado, inclusive, mais barato que vários outros teclados com switch Outemu, que até são aceitáveis em modelos de entrada, porém, com suporte a “hot swap”, entretanto, injustificáveis nos mais caros. Com isso, se o que procura é um teclado com bom acabamento, visual, qualidade de construção sólida e switches cuja reputação e confiabilidade são reconhecidos, por um preço razoável, o Ghostwriter Prism certamente irá lhe agradar.

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4 comentários

  1. Comprei ele depois de pesquisar bem, já que tem teclas da Cherry MX e ter um preço atraente, fiquei preocupado com o barulho, já que jogo de noite e madrugada, e achei muito bom comparado a outros switches que vi no Youtube. Mesmo assim comprei no ML aqueles anéis o-rings para ajudar a abafar um pouco mais, e ajudou também. Estou satisfeito com o teclado, porém o que preocupa é a qualidade das teclas como você falou no seu teste. Ainda não pesquisei, mas acredito que tenha teclas avulsas para comprar, pelo menos nessas mais usadas em jogos. Parabéns pelo artigo, sempre o acompanho.

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  2. Não achei diferença tátil com eles, apenas uma abafada ao apertar. Vale a pena você comprar pra testar, é bem baratinho no ML. É claro que esse Switch Brown já é silencioso, então é mais perceptível ao digitar, ao jogar fica muito parecido. Valeria a pena testar esse o-ring por exemplo no Switch Red, que a Riotoro vende como Ghostwrite Elite, e tbm tem na Tera.

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    1. Vou dar uma olhada depois, valeu!
      Os teclados que tenho aqui no momento são todos com switch “Clicky” (um Outemu Blue, um MX Blue e outro com LK Optical), mas vou dar jeito de arranjar algum modelo com switch Red pra testar, me parece o mais legal para testar isso mesmo. 🙂

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