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[Review] KingDian SATA S280 480 GB

esse review irei analisar o SSD Kingdian S280, que se trata de uma linha de modelos com ‘interface’ SATA e form-factor de 2,5”, oferecendo capacidades que vão desde os 128 GB até os 2 TB, onde a unidade testada é a de 480 GB.

Fala galera, tudo tranquilo?

Nesse review irei analisar o SSD Kingdian S280, que se trata de uma linha de modelos com ‘interface’ SATA e form-factor de 2,5”, oferecendo capacidades que vão desde os 128 GB até os 2 TB, onde a unidade testada é a de 480 GB.

Em relação à embalagem, o produto vem em uma caixa com uma ilustração de um dragão cuja cabeça de dragão que lembra o “Shenlong”, já na parte traseira, existe uma pequena janela onde é possível ver o produto.

Sobre o SSD, a carcaça é de plástico preta e branco, onde um dos lados conta com uma etiqueta com informações a respeito do modelo, como capacidade e a série. Sobre a fixação das partes do “chassis”, ele é apenas encaixado nas laterais, portanto, não usa parafusos para fixação.

Dos componentes utilizados, a KingDian optou pela controladora SiliconMotion SM2258XT, que se trata de uma versão simplificada da SM2258 voltada ao mercado de entrada, portanto, “DRAM-Less”, sendo que ela oferece suporte a diversos tipos de NAND como as TLC planares, 3D TLC e 3D MLC.

Por ser tratar de um SSDs “DRAM-Less”, é necessária a implementação de alguma solução para compensar a falta da DRAM, afinal de contas, ela é usada para armazenar uma espécie de “mapa dos endereços de memória” para o SO saber onde as informações estão gravadas no SSD e quando ela não é presente, é normalmente usada a própria NAND para isso.

O grande problema dessa “solução” é que a memória NAND é mais lenta que a RAM e a sua “vida útil” , também chamada ‘Endurance’, é algo em função do número de escritas realizadas, o que significa que simplesmente utilizar a NAND para isso vai acabar comprometendo o SSD em duas frentes: desempenho e durabilidade.

Para mitigar esse “efeito” indesejado, os fabricantes das controladoras adotam diferentes estratégias, onde a mais usual é o chamado “SLC Cache”, que consiste separar um pedaço da NAND que será usado como um cache de escrita, onde ele irá trabalhar como se fosse “SLC”, ou seja, gravando em apenas 1 bit da célula, o que efetivamente dá um “boost” no desempenho do SSD com um compromisso muito menor na durabilidade. É evidente que essa abordagem apresenta limitações, por exemplo, se você estiver lidando com arquivos muito grandes ou se a unidade estiver cheia, então o desempenho tende a despencar.

Em relação à memória NAND adotada, o solitário chip é fabricado pela SK Hynix e tem código “H25QFT8F4A9R-BDF“, o que corresponde a uma NAND 3D TLC de 72-layers e 512 GB.

Por fim, caso alguém venha a se interessar, nesse link pode ser encontrada a página do produto.

  • Configuração utilizada:

CPU: AMD Ryzen 5 3600 (Obrigado AMD!)

MOBO: ASUS TUF X570-PLUS/BR (Obrigado Terabyteshop!)

RAM: 2x8GB Crucial Ballistix Sport LT 3200CL16 (Obrigado Terabyteshop!)

GPU: GIGABYTE RX 5500 XT 8 GB (Obrigado Terabyteshop!)

PSU: Seasonic M12II Bronze 750W

COOLER: XPG Levante 240 (Obrigado XPG!)

SSD: KingDian S280 SATA 480 GB

Software: Windows 10 x64 21H1, Anvil Storage Utilities V110, Crystalmark 7.0.0 x64, DiskBench, FFXIV Shadowbringers Benchmark, HD Tune Pro 5.75 e PCMark10.

Objetivo dos testes: Aferir o desempenho do SSD em diversos benchmarks que simulam diferentes condições de uso. Para obtenção desses números, o SO está instalado em outra unidade enquanto no SSD de teste foram instalados apenas o PCMark10, o FFXVI Benchmark e a cópia da pasta do GTA V.

Maiores detalhes acerca dos testes estão contidos nos textos que acompanham os resultados a seguir.

Resultados:

Para melhor organização dos resultados, os benchmarks foram separados em “Testes do mundo real” e “Benchmarks sintéticos”, onde os primeiros tendem a simular o uso normal do PC, ou seja, tempos de carregamento de aplicações, jogos e cópia de arquivos, enquanto o segundo grupo, o dos “Benchmarks sintéticos”, mostram números de desempenho em leitura/escrita/IOPS em algumas situações usando tipos de dados pré-definidos.

  • Testes do “mundo real”:

Foram feitos os seguintes testes:

  1. DiskBench: Essa ferramenta permite mover um arquivo ou pasta de um lugar para o outro e salvar o tempo que levou para isso assim como a taxa de transferência média, no caso, visando simular uma situação de uso real fazendo backup da pasta de instalação de um jogo, foi escolhido a do GTA V da EPIC Store que possui “apenas” 89 GB e foi copiada dentro da mesma unidade, em outras palavras, foi feito uma cópia do ‘G:\GTAV’ para o ‘G:\Diskbench’.
  2. FINAL FANTASY XIV: Shadowbringers Benchmark: Esse teste inclui além dos resultados gráficos, os tempos de loading de cada cena, o que é interessante, pois essa ferramenta dispensa o uso de um cronômetro externo, que seria uma fonte de “imprecisão” nos resultados.
  3. PCMark10: Uma “run” customizada apenas com o subteste “App Start-Up Score”, que basicamente mede o tempo de carregamento de uma série de aplicações de produtividade como OpenOffice, GIMP, Chromium e Firefox tanto para partida “fria”, que é a primeira vez que o aplicativo é aberto e uma segunda partida “quente”, que é após a “fria” e normalmente é mais rápida por conta do sistema já ter armazenado muita coisa em cache. Ao fim, ele retorna uma pontuação que pode ser usada para comparar diferentes SSDs.

No FFXIV e no PCMark10, o S280 apresentou desempenho mediano e similar as demais unidades SATA “DRAM Less” que passaram por aqui, enquanto no DiskBench, ele acabou ficando em primeiro lugar por larga margem, o que pode ser creditado a maior capacidade do SSD juntamente, como veremos adiante, ao generoso volume de pSLC Cache, suficiente para cobrir praticamente duas pastas de instalação do GTA V, contribuindo muito com o desempenho de escrita, ao menos enquanto houver espaço livre para isso.

  • Benchmarks sintéticos:

Antes de apresentar os resultados nos benchmarks sintéticos, é necessário esclarecer que os fabricantes de SSD de forma geral costumam rotular as especificações de seus SSDs usando escrita/leitura sequencial como parâmetro, entretanto, mesmo que se trabalhe com arquivos grandes, toda vez que você abre uma aplicação, o SO também acessa diversas DLLs necessárias para o funcionamento desse programa, sendo que essas costumam ser pequenas em tamanho e correspondem a leituras/escritas aleatórias em arquivos de até 16 KB.

Em outras palavras, se o seu uso para o PC for algo como navegar na internet, ouvir música ou mesmo jogar, deve-se prestar muita atenção nos resultados de leituras/escritas aleatórias até 16 KB, pois essa é a operação que você mais utiliza, portanto, com maior impacto no “uso real”.

Caso alguém tenha interesse em verificar em tempo real essas operações, sugiro utilizar o software DiskMon, que é uma ferramenta gratuita disponibilizada pela Microsoft que monitora essas operações e permite a gravação de log para posterior análise dos dados. Também recomendo a leitura desse excelente artigo do pessoal do thessdreview, que aborda justamente essa questão.

A respeito dos benchmarks sintéticos, foram utilizados os seguintes softwares:

  1. Anvil Storage Utilities: Esse software faz uma série de testes de leitura/escrita e retorna os resultados em termos do IOPS (operações de entrada/saída por segundo), tempo de resposta, MB lidos/escritos, MB/s e uma pontuação geral que pode para ser comparado com outros SSDs. Ele também permite ajustar o tipo de dado a ser utilizado, sendo que os resultados aqui utilizados se referem a configuração padrão do software (dados 100% incompressíveis e arquivo de testes de 1 GB).
  2. Crystalmark 7.0.0 x64: Esse benchmark usa dados aleatórios, faz testes de leitura/escrita sequenciais e em blocos de até 4 KB. Também é importante frisar que os resultados aqui apresentados não são de todo comparáveis com as versões anteriores do Crystalmark, o que exige cautela na hora de se fazer comparações.
  3. Iometer 1.1.0: Para tentar identificar a proporção do disco alocado para “SLC Cache”, foi utilizado o Iometer configurado para fazer 100% de escritas sequenciais, o que na maior parte dos casos deve ser suficiente para descobrir como o fabricante configurou o “SLC Cache” da unidade e caso não seja, o software oferece flexibilidade nos ajustes para se tentar outras configurações.

Nos benchmarks sintéticos, o KingDian S280 acabou ficando na lanterna no teste do Anvil, porém, cabe ressaltar que a diferença não foi de todo dramática, enquanto no Crystalmark, as leituras/escritas sequências acabaram ficando um pouco abaixo daquelas prometidas pelo fabricante (560MB/s Leitura – 520MB/s Escrita), porém, não sabemos qual software foi utilizado pela fábrica para determinar esses valores, podendo existir diferenças por conta dos parâmetros utilizados na aferição.

…Por outro lado, no Iometer, é possível ver que o “SLC Cache” cobriu 176 GB, entregando desempenho máximo nessa situação, com uma taxa de transferência de cerca de 430 MB/s, apresentando média de 34,8 MB/s de média na velocidade nativa, ou seja, aquela que ocorre dos 176 GB até os 480 GB, sem o benefício do SLC Cache.

  • Conclusão:

Diantes dos testes e resultados apresentados, foi possível chegar nos seguintes pontos:

Nas aplicações, o KingDian S280 480 GB apresentou desempenho similar a das demais unidades SATA “DRAM Less” testadas, porém, por conta da maior capacidade aliado a um generoso pSLC Cache de 176 GB, o modelo acabou apresentando desempenho sólido no Diskbench. É necessário ressaltar que ao exceder esse cache ou mesmo caso a unidade não tenha espaço disponível para ele, o desempenho tende a cair para os 34,8 MB/s nativos da NAND, o que passa longe de ser algo brilhante, contudo, para um SSD “DRAM Less” de entrada como esse, da para considerar os resultados obtidos como decentes, ao menos enquanto o pSLC Cache estiver na jogada.

Em relação ao preço, nesse momento (16/11/2021) o KingDian S280 480 GB pode ser encontrado por US$ 45.08 na loja oficial do fabricante no AliExpress , o que é um tremendo custo-benefício pela capacidade e desempenho apresentados, contudo, cabe destacar que não existe garantias de que o fabricante esteja usando os mesmos componentes da amostra testada em outras unidades, porém, caso esteja, certamente esse é um SSD SATA “DRAM Less” de entrada que dá para recomendar.

Por fim, por se tratar de um produto importado é importante se atentar são os possíveis problemas que podem ocorrer na compra, como: possibilidade de a mercadoria ser taxada, demora na entrega e execução da garantia, afinal, sabe-se lá como é esse procedimento com os possíveis custos com frete internacional, então, caso isso tudo seja um problema muito grande para você, então, é melhor procurar uma alternativa no mercado local.

E por hoje é só! Dúvidas, críticas e sugestões são bem-vindas! Até a próxima!

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