Overclock Extremo

Congelando um clássico – Pentium MMX no overclock extremo!

Depois de alguns artigos sobre overclock extremo em hardware retrô usando CPUs AMD K6, certamente muitos devem estar se perguntando onde que estão os CPUs Intel? Afinal, existe uma quantidade infinita de modelos históricos lançados pela fabricante e esse artigo é justamente sobre um desses processadores, o Pentium MMX! ... Continue lendo!

Fala pessoal, beleza?

Depois de alguns artigos sobre overclock extremo em hardware retrô usando CPUs AMD K6, certamente muitos devem estar se perguntando onde que estão as CPUs da Intel? Afinal, existe uma quantidade infinita de modelos históricos lançados pela fabricante… E esse artigo é justamente sobre um desses processadores, o Pentium MMX! 😀

O Pentium MMX foi lançado pela Intel em Janeiro de 1997, sendo uma versão aprimorada do extremamente bem-sucedido Pentium, sendo inicialmente fabricado em 350 nm e posteriormente em 280 nm, onde certamente o “upgrade” mais “famoso” foi a adição de novas 57 instruções batizadas de MMX, acrônimo para Matrix Math eXtensions, que trouxeram ganhos de desempenho expressivos em jogos otimizados (por exemplo, o Quake) para usarem a tecnologia, afinal, o processador costumava ser o responsável por todo processo de rasterização e todo ganho é ganho, não é mesmo? 😀

Tenham em mente que nessa época, placas de vídeo costumavam ser apenas algo para “dar vídeo”, com inúmeras empresas tentando brigar por esse nascente mercado, onde a 3dfx talvez possa ser considerada a primeira empresa a aparecer com uma solução que na época foi muito bem sucedida, com a API Glide e as “placas aceleradoras 3D” Voodoo 1 e 2, que dependiam de uma VGA “2D” a parte para dar video e só eram acionadas quando requisitadas.

Além disso, o Pentium MMX usava a mesma plataforma Socket 7 de seus antecessores e dos concorrentes da AMD e Cyrix, significando que a boa e velha ASUS P5A ainda será a placa-mãe escalada para esse artigo! 🙂

Sobre a CPU utilizada nesse artigo, trata-se de um Pentium MMX 200, fabricado na 50.ª semana de 2004, sendo ele um exemplar binado pelo meu amigo Max1024 e segundo os testes dele, capaz de completar o SuperPI 1M trabalhando a uma frequência de 315MHz com apenas 3.2V, algo considerado excelente para esses processadores.

Como foi possível ver nas fotos acima, o encapsulamento desse processador apresenta contatos na parte superior, além de componentes SMD ao lado do die, o que talvez seja uma boa ideia se isolar para uma sessão de overclock extremo, afinal, a base do pot cobre apenas o die, deixando essa parte exposta à condensação, então, foi utilizado fita isolante liquida para esse trabalho, por conta da facilidade de aplicação e remoção.

Mais detalhes sobre a plataforma, preparação para o overclock extremo e algumas das modificações realizadas podem ser encontradas nesse artigo, então, vamos ao hardware utilizado nessas sessões:

  • Configuração utilizada:

CPU: Pentium MMX 200 MHz

MOBO: ASUS P5A rev1.03

RAM: 256 MB SDRAM Corsair PC-150

GPU: Pine SiS 305 32 MB

PSU: Seventeam ST-350BKV

COOLER: Pot de chipset by Ian Melo + LN2

SSD: Weijinto 256 GB

Software: Windows XP SP3, Super PI 1.5 XS, wPrime 1.55, PiFast

Objetivo e metodologia dos testes: Descobrir qual o limite no overclock extremo do Pentium MMX 200, observar o comportamento desse processador e tentar obter resultados para os rankings. Mais detalhes inclusos nos testes a seguir!

Diferente dos K6-2, que se mostraram bastante amigáveis as temperaturas baixas, trabalhando bem com até abaixo dos -150 °C, o Pentium MMX apresentou coldbug (CB) na casa dos -40 °C, não escalando tão bem com frio, curiosamente, um comportamento bastante semelhante ao dos Sandy Bridge no overclock extremo.

Dessa forma, foi possível atingir os 350 MHz com vcore próximo aos 4V, onde foi feito voltmod na placa-mãe para chegar nessa tensão, porém, por algum motivo, esse exemplar simplesmente se recusa a passar no post com FSB maior que 105MHz usando multiplicador 3X e 3.5X, não apresentando esse comportamento com 2.5X ou menos, algo que talvez possa estar relacionado a placa-mãe e não a CPU, portanto, nada conclusivo ainda.

O grande problema disso é que a frequência do FSB costuma fazer grande diferença nos benchmarks mais sensíveis ao desempenho do subsistema de memória de maneira que para SuperPI e Pifast, o resultado foi melhor com a CPU @ 310 MHz (124*2.5) do que com ela @ 350 MHz (100*3.5), conforme pode ser visto na galeria abaixo, onde consta um resultado do SuperPI 1M em cada uma dessas condições.

Sabendo disso, o Pifast e o SuperPI 1M passaram com a CPU @ 310 MHz, obtendo os 12.º e 6.º lugar no ranking, enquanto o wPrime 1.55, que depende mais da CPU do que das memórias, foi a 350MHz, ficando em 2.º lugar!

A validação de frequência máxima do CPU-Z também acabou ficando nos 350MHz, pois apesar da máquina passar no post com 367MHz (105 * 3.5), não foi possível carregar o sistema nessas condições, onde aumentar o vcore além dos 4V não parece contribuir para a estabilidade.

E por fim, as fotos do sistema durante a sessão, que acabou nem formando tanto gelo, afinal, a temperatura de operação dessa CPU ficou em patamares relativamente altos.

  • Conclusão:

O Pentium MMX 200MHz sobreviveu a sessão de overclock extremo, só que diferente dos K6-2, que trabalharam tranquilamente com temperaturas abaixo dos -150 °C, ele se mostrou um pouco mais avesso ao frio extremo, apresentando funcionamento ótimo na casa dos -40 °C, escalando com tensão até os 4V e rodando os benchmarks com frequência de até 350MHz, o que é uma excelente marca para esse processador, demonstrando também o bom trabalho na “binagem” do chip por parte do Max1024.

A respeito dos resultados, dessa vez não vieram os ouros, porém, o segundo lugar no ranking do wPrime 1.55 já pode ser considerado bastante decente. De todo modo, essa foi apenas a primeira sessão de OC Extremo com esse chip, que deve ter potencial para ir ainda além

E por hoje é só! Dúvidas, críticas e sugestões são bem-vindas! Até a próxima!

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