Artigos SSDs e armazenamento

[Review] SSD SATA Goldenfir T650-120 GB

Fala galera, tudo tranquilo?

Nesse review irei analisar mais um SSD da Goldenfir, no caso, trata-se de uma linha de modelos com ‘interface’ SATA e form-factor de 2.5” com capacidades oferecidas entre 32 GB de 2 TB, no caso, a unidade analisada é de 120 GB.

Em relação à caixa, ela simplesmente não existe, pois, o SSD veio dentro de uma embalagem anti-estática lacrada, protegido por plástico bolha dentro de uma caixa de papelão genérica, portanto, a ausência de uma embalagem diferenciada destacando o produto e a marca certamente é um dos aspectos a contribuir com o preço atrativo do produto, de todo modo, a mercadoria chegou intacta no destino, então, da para dizer que ela cumpre o seu papel principal que é a de proteger o seu conteúdo.

Sobre o SSD, a carcaça é de plástico branco e traz etiquetas identificando o fabricante, modelo e capacidade. Sobre a fixação das partes do “chassis”, a Goldenfir optou por não utilizar parafusos de fixação sendo as partes apenas encaixadas nas laterais.

O PCB do SSD é compacto e podemos ver ali a controladora SM2258XT, os quatro chips de memória NAND possivelmente de 256 Gb, cujo código dos chips é TC58LJG8T24TA0D e por fim, a ausência de um chip de memória DDR3/LPDDR3, o que denota que estamos diante de uma unidade “DRAM-Less”.

Sobre a SM2258XT, essa controladora é fabricada pela Silicon Motion e trata-se de uma versão simplificada da SM2258 voltada a SSDs “DRAM-Less” sendo que a mesma oferece suporte a diversos tipos de NAND como as TLC planares, 3D TLC e 3D MLC. Como ocorre nos SSDs “DRAM-Less”, é necessária a implementação de alguma solução para compensar a falta da memória DRAM, afinal de contas, a mesma é usada para armazenar uma espécie de “mapa dos endereços de memória” para o SO saber onde as informações estão gravadas ali no SSD e quando essa não é presente, normalmente é usada a própria NAND para isso, sendo que o grande problema dessa “solução” é que a memória NAND é mais lenta que a RAM e ainda por cima, temos que a sua “vida útil” (também chamada Endurance) é algo em função do número de escritas realizadas, o que significa que simplesmente utilizar a NAND para isso vai acabar comprometendo o SSD em duas frentes: desempenho e durabilidade.

Para mitigar esse “efeito” indesejado, os fabricantes das controladoras adotam diferentes estratégias e que no caso da SM2258XT usada aqui, é separado um pedaço da NAND que será usado como um cache de escrita sendo que o mesmo vai funcionar como “SLC”, ou seja, gravando em apenas 1 bit da célula, algo que efetivamente dá um “boost” no desempenho do SSD com um compromisso muito menor na durabilidade, sendo esse recurso chamado de “SLC Cache”. É evidente que essa abordagem apresenta limitações, por exemplo, se você estiver lidando com arquivos muito grandes ou se a unidade estiver cheia, o desempenho tende a despencar.

Em relação as memórias NAND adotadas, não foi possível identificar o seu fabricante pelo supracitado código do encapsulamento e tampouco o fabricante deixa claro no anuncio do produto qual o tipo de NAND utilizada, apenas dizendo que pode ser MLC/TLC/QLC.

Vamos aos testes então! Para isso usei a seguinte configuração:

  • Configuração utilizada:

MOBO: ASUS TUF X570-PLUS/BR (UEFI 2407 – Obrigado Terabyteshop!)

RAM: 2x8GB Crucial Ballistix Sport LT 3200CL16

GPU: Galax GTX1650 Super (Obrigado Galax!)

PSU: Coolermaster 520W

COOLER: Wraith Prism

SSD: Goldenfir T650-120 GB SATA

Software: Windows 10 x64 2004, Anvil Storage Utilities V110, Crystalmark 7.0.0 x64, DiskBench, FFXIV Shadowbringers Benchmark, PCMark10

Objetivo dos testes: Aferir o desempenho do SSD em diversos benchmarks que simulam diferentes condições de uso. Para obtenção desses números, o SO está instalado em outra unidade enquanto que no SSD de teste foram instalados apenas o PCMark10, o FFXVI Benchmark e a cópia da pasta do Shadow of the Tomb Raider (SOTTR).

Mais explicações acerca dos testes conduzidos estão contidas nos textos que acompanham os resultados a seguir.

Resultados:

Para melhor organização dos resultados, optei por separar os benchmarks em “Testes do mundo real” e “Benchmarks sintéticos”, onde os primeiros tendem a simular o uso normal do PC, ou seja, tempos de carregamento de aplicações, jogos e cópia de arquivos, enquanto o segundo grupo, que é o dos “Benchmarks sintéticos”, mostram números de desempenho em leitura/escrita/IOPS em algumas situações usando tipos de dados pré-definidos.

  • Testes do “mundo real”:

Foram feitos os seguintes testes:

  1. PCMark10: Uma “run” customizada apenas com o subteste “App Start-Up Score”, que basicamente mede o tempo de carregamento de uma série de aplicações de produtividade como OpenOffice, GIMP, Chromium e Firefox tanto para partida “fria”, que é a primeira vez que o aplicativo é aberto e uma segunda partida “quente”, que é após a “fria” e normalmente é mais rápida por conta do sistema já ter armazenado muita coisa em cache. Ao fim, ele retorna uma pontuação que pode ser usada para comparar diferentes SSDs.
  2. FINAL FANTASY XIV: Shadowbringers Benchmark: Esse teste inclui além dos resultados gráficos, os tempos de loading de cada cena, o que é interessante, pois essa ferramenta dispensa o uso de um cronômetro externo, que seria uma fonte de “imprecisão” nos resultados.
  3. DiskBench: Essa ferramenta permite mover um arquivo ou pasta de um lugar para o outro e salvar o tempo que levou para isso assim como a taxa de transferência média, no caso, visando simular uma situação de uso real fazendo backup da pasta de instalação de um jogo, foi escolhido a do SOTTR da Steam que possui “apenas” 34 GB e foi copiada dentro da mesma unidade, em outras palavras, foi feito uma cópia do ‘G:\SOTTR’ para o ‘G:\Diskbench’. A troca da pasta de instalação do GTA V pela do SOTTR em relação aos outros SSDs de 256 GB+ que testei se deve unicamente ao fato de 120 GB não serem suficientes para a pasta do GTA V.
  • Benchmarks sintéticos:

Antes de apresentar os resultados nos benchmarks sintéticos, é necessário esclarecer que os fabricantes de SSD de forma geral costumam rotular as especificações de seus SSDs usando escrita/leitura sequencial como parâmetro, entretanto, mesmo que você trabalhe com arquivos grandes, toda vez que você abre uma aplicação, o SO também acessa diversas DLLs que são necessárias para o funcionamento desse programa, sendo que essas DLLs costumam ser pequenas em tamanho e correspondem a leituras/escritas aleatórias em arquivos de até 16 KB. Em outras palavras, se o seu uso para o PC for algo como navegar na internet, ouvir música ou mesmo jogar, deve-se prestar muita atenção nos resultados de leituras/escritas aleatórias até 16KB, pois essa é a operação que você mais utiliza e portanto, com maior impacto no “uso real”.

Caso alguém tenha interesse em verificar em tempo real essas operações, sugiro utilizar o software DiskMon, que é uma ferramenta gratuita disponibilizada pela Microsoft que monitora essas operações e permite a gravação de log para posterior análise dos dados. Também recomendo a leitura desse excelente artigo do pessoal do thessdreview, que aborda justamente essa questão.

A respeito dos benchmarks sintéticos, foram utilizados os seguintes softwares:

  1. Crystalmark 7.0.0 x64: Esse benchmark usa dados aleatórios, faz testes de leitura/escrita sequenciais e em blocos de até 4KB. Também é importante frisar que os resultados aqui apresentados não são de todo comparáveis com as versões anteriores do Crystalmark, o que exige cautela na hora de se fazer comparações.
  2. Anvil Storage Utilities: Esse software faz uma série de testes de leitura/escrita e retorna os resultados em termos do IOPS (operações de entrada/saída por segundo), tempo de resposta, MB lidos/escritos, MB/s e uma pontuação geral que pode para ser comparado com outros SSDs. Ele também permite ajustar o tipo de dado a ser utilizado, sendo que os resultados aqui utilizados se referem a configuração padrão do software (dados 100% incompressíveis e arquivo de testes de 1GB).

7 comentários

  1. SSD da China é a melhor opção de baixo custo no momento visto que os vendidos no Brasil estão caríssimos, mesmo os simples. Pro uso ordinário doméstico, são muito bons, tanto pro SO quanto pra alocar jogos. Se a intenção é guardar arquivos mais importantes, aí é mais seguro jogar tudo pra Nuvem, vai saber o quanto esses SSDs duram… obrigado por mais um review! abraço.

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    1. Olá José Caio,

      Concordo com você sobre o uso para esses SSDs (instalar o SO e alguns jogos), no caso desse Goldenfir, o problema de usar como armazenamento é que o desempenho nesse tipo de uso é bem ruim, até um HD deve ser mais rápido, claro, além de ser uma unidade de apenas 120GB.

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  2. Boa tarde,

    Parabéns pelo trabalho, é um dos únicos que faz analises dos produtos chineses.

    Não sei se você já viu os modelos da KingDian, ta bem popular no Aliexpress. E pela teoria parece que ele tem DRAM Cache, modelo S280 se não me engano. Seria uma boa trazer uma analise, se possível. Obrigado e Abraço!

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  3. Opa, estou com um m.2 da kingspec a mais de 1 ano e até agora sem problemas, porém recentemente comprei um ssd sata da kingspec de 1tb, não sei se foi uma boa ou não, pois irei dar de presente, me custou +- 400 reais, resumindo se for pegar outro ssd chinês acharia muito bom ter os testes serem com os da kingspec que parecem ser bons.

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