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2x4GB HyperX Fury 3200 CL16 – Hynix CJR 4Gbit – Testes e resultados

Nesse review irei analisar um kit de memória da HyperX, pertencente a série “Fury” na qual oferece modelos que vão desde os 2400MHz até 3733MHz, capacidades que vão dos 8 GB (2×4 GB ou 1x8 GB) até os 128 GB (4x32 GB) com a possibilidade de os pentes serem adquiridos individualmente. O produto dessa análise é um kit de 8 GB, de código HX432C16FB3K2/8, com frequência de 3200MHz e timings 16-18-18-36 no perfil XMP... Continue lendo!

Fala pessoal, tudo bem?

Nesse review irei analisar um kit de memória da HyperX, pertencente a série “Fury” na qual oferece modelos que vão desde os 2400MHz até 3733MHz, capacidades que vão dos 8 GB (2×4 GB ou 1×8 GB) até os 128 GB (4×32 GB) com a possibilidade de os pentes serem adquiridos individualmente. O produto dessa análise é um kit de 8 GB, de código HX432C16FB3K2/8, com frequência de 3200MHz e timings 16-18-18-36 no perfil XMP.

Os pentes de memória vem em um blister transparente que traz informações sobre o modelo, especificações e garantia lifetime em uma etiqueta. Acompanham o produto um adesivo “HyperX” e um guia de instalação.

Em relação ao dissipador que a HyperX optou por utilizar na sua série “Fury”, se trata de uma peça de alumínio com altura de 34,1 mm, que é oferecida apenas na cor preta e que no caso da amostra desse teste, não possui iluminação RGB, porém, existe outra linha de memórias chamada “Fury RGB” com o recurso.

Uma dica importante para quando forem comprar memórias HyperX é que é possível ao menos identificar o fabricante dos chips sem arrancar o dissipador, bastando verificar o quarto digito do código localizado na parte inferior da etiqueta de identificação da memória, no caso, DPMK0822109, onde o K implica que esse módulo é equipado com chips marcados como “Kingston”, porém, existem outras opções, como, por exemplo, “H” para Hynix, “S” para Samsung e “M” para Micron.

De acordo com o Thaiphoon Burner, esses módulos são ‘single rank’ e os chips utilizados são, na verdade, Hynix CJR 4 Gbit, o que é bastante interessante, afinal, recentemente foi testado um kit HyperX Predator 3600CL16 com Hynix CJR 8 Gb aqui no site, então, será válido para ver como a versão de menor densidade do chip se comportará em relação a maior.

Por fim, caso alguém venha a se interessar, nesse link pode ser encontrada a página do produto.

  • Configurações utilizadas:

CPU:AMD Ryzen 7 5800X

MOBO: ASUS ROG Crosshair VIII Impact (UEFI 3204)

RAM: 2×4GB HyperX Fury 3200CL16 – HX432C16FB3K2/8 (obrigado HyperX!)

GPU: GIGABYTE RX 5500 XT 8GB (Obrigado Terabyteshop!)

PSU: Antec Quattro 1200W

COOLER: Water Cooler da bancada

SSD: Sandisk 120GB

Software: Windows 10 2004 x64, TM5 0.12 1usmus config v3, AIDA64 6.32.5600 e Geekbench 3.4.2.

Objetivo e metodologia dos testes: Descobrir qual o limite para uso diário das HyperX Fury 3200 CL16 usando um Ryzen 7 5800X e verificar como se comportam essas memórias com chip Hynix CJR 4-Gbit.  Para facilitar a compreensão dos resultados, eles foram separados em dois grupos:

1) XMP: Que se trata do máximo que possível de se obter apenas carregando o perfil XMP e subindo clock/tensão, parando no “sweet spot” de 3800MHz 1:1 com FCLK @ 1900MHz que é considerado a opção mais balanceada/fácil de se obter bons números usando o Ryzen, claro, isso se a memória que estiver sendo testada for capaz de chegar lá.

A vantagem da abordagem 1 é que ela é extremamente simples e não demanda nenhum ajuste do usuário no que diz respeito aos timings, entretanto, você paga o preço da simplicidade com menor desempenho, pois os ajustes são feitos automaticamente pela placa-mãe e podem ser bastante relaxados.

2) 24/7 com ajuste fino: E aqui, foram feitos ajustes manuais em todos os timings possíveis visando obter o melhor resultado possível com viabilidade para uso diário. Por conta disso, quando possível, será testado além dos 3800MHz para explorar qual seria o limite da memória em outras CPUs ou plataformas que se beneficiem das frequências elevadas, como, por exemplo, as APUs Renoir e os CPUs Intel, visando “ajudar” os donos dessas plataformas, porém, no caso dos Ryzen 3000 e 5000 baseados em chiplets, o ajuste de melhor desempenho geralmente é aquele usando o FCLK sincronizado com a memória, no caso, 3800MHz (RAM) e 1900MHz (FCLK). Nesse artigo consta uma explicação detalhada do porque isso ocorre, de forma que é recomendada a sua leitura para uma melhor compreensão do assunto.

Nos casos 1 e 2, foram utilizados o TM5 0.12 1usmus config v3 para verificar estabilidade, o AIDA64 para ter noção dos números de banda e latência e o Geekbench 3.4.2 para ter uma melhor ideia do desempenho. Para esses testes, a CPU foi mantida em 4.6GHz com 1.25V.

  • XMP:

Com essa abordagem, foi possível obter estabilidade no TM5 com 3533 MHz usando tensão padrão, de maneira que as memórias não escalaram com tensão adicional ao subir mais a frequência.

  • 24/7 com ajuste fino:

Com os ajustes finos, foi possível melhorar consideravelmente vários timings relevantes para o desempenho, onde é possível destacar:

tCL: Foi possível usar CL16 com até 4000MHz, onde, para ir além, foi necessário usar CL18 sob pena do sistema nem sequer passar no post (código F9). Incrementos de tensão não fizeram diferença, de forma que nas Hynix CJR, esse timing deve apenas variar segundo a qualidade do módulo que você tem em mãos.

tRCDWR: Nas plataformas AMD, o tRCD foi desmembrado em dois, tRCDRD e tRCDWR, o que permite tentar ajusta-los separadamente para tirar algo a mais no desempenho e no caso das Fury, foi possível manter o tRCDWR = tCL, apresentando erros no TM5 ao tentar usar um valor menor que o tCL, o qual foi a primeira diferença encontrada em relação aos Hynix CJR 8-Gbit.

tRCDRD e tRP: Esses dois não aceitaram trabalhar com valores abaixo dos 20 para 3800MHz, 21 para 4000MHz e 22 para 4200MHz, mostrando tendencia clara da necessidade de afrouxar esses timings em uma unidade a cada 200MHz. Nas plataformas Intel, o tRCD = tRCDRD = tRCDWR, então, ele acaba ficando limitado pelo valor maior, que no caso, foi o do tRCDRD. Aumentar a tensão da memória não fez diferença alguma aqui.

tRFC: Para 3800MHz, foi possível obter tRFC = 420, onde valores menores acabaram resultando no post code “1F” e para 4000MHz, foi necessário subir o tRFC para 450 e 4200MHz, para 480, ou seja, para cada 200MHz é necessário um incremento de 30 unidades no tRFC, o que pode variar com a qualidade dos chips que equipam as memórias e novamente, esse ajuste não escalou com tensão adicional. Em relação as Hynix CJR 8-Gbit, esses chips 4-Gbit conseguiram trabalhar com tRFC mais baixo, o que foi uma grata surpresa, afinal de contas, esse timing apresenta boa influência no desempenho.

tWTRS e tWTRL: Afrouxar esses timings, porém, mantendo uma proporção de tWTRL = tWTRS*2 se mostrou benéfico para estabilidade em frequências mais elevadas, sendo necessário para o bom funcionamento do sistema com frequência de 4200MHz nas memórias.

Outra diferença em relação aos chips de 8-Gbit é que os de 4-Gbit não se mostraram muito sensíveis à temperatura, de maneira que não foi necessário usar uma ventoinha sobre as memórias para eliminar eventuais erros no TM5, porém, é importante destacar que os testes foram realizados em bancada e que se possível, é bom manter algum fluxo sobre as memórias, especialmente se a máquina estiver montada em um gabinete.

Abaixo, os números de Leitura/Escrita/Cópia/Latência, obtidos no benchmark do AIDA64 e também no sub teste de memória do Geekbench 3.4.2, lembrando que todos os resultados aqui apresentados passaram no teste de estabilidade do TM5 0.12 v3 e ao menos especificamente para essas amostras, representa algo que pode ser usado diariamente.

Abaixo, as capturas de tela com os resultados a 4000MHz e 4200MHz, que não foram inclusos nos gráficos por conta no FCLK assíncrono, porém, como já foi dito, estão aqui para testar o limite das memórias, oque deve ser especialmente útil para os donos de APUs Renoir, que conseguem operar FCLK síncrono nessa frequência e para as plataformas Intel.

Validação de frequência máxima:

Visando verificar a frequência máxima de validação com essas memórias trabalhando em refrigeração ambiente e também possíveis diferenças de qualidade entre os módulos, os timings mais relevantes foram bastante relaxados enquanto os demais ficaram em AUTO, afinal de contas, dessa forma a placa-mãe mantém um valor “frouxo” o suficiente para eles e assim, foi possível validar 4665.6MHz com pouco menos de 1.6V, uma ótima marca para um pente de memória cuja frequência padrão é de 3200MHz.

Conclusão:

O kit 2×4 GB HyperX Fury 3200CL16 apresentou boa compatibilidade com a plataforma AMD funcionando normalmente com XMP, onde ao se fazer overclock com esse ajuste, foi possível obter estabilidade em 3533MHz sem precisar sequer recorrer a incrementos de tensão das memórias, o que é uma boa marca para esse kit.

Já com o ajuste manual, foi possível obter 3800MHz 16-16-20-20-32 com tRFC em 420 com apenas 1.45V e ainda 4000MHz mantendo o CL16, sendo possível esticar até os 4200MHz com CL18 e relaxando mais alguns timings, o que mostra que esse kit possui boa margem para overclock. Esses ajustes acima de 3800MHz são especialmente uteis para os usuários de APUs Renoir, que são capazes de rodar com o FCLK sincrono em frequências mais elevadas e CPUs Intel.

Em relação à disponibilidade e preço, as HyperX Fury ‘HX432C16FB3K2/8’ podem ser encontradas no mercado nacional com preços na casa dos R$550,00, o que é um valor razoável para um kit de 8 GB “dual channel” e uma alternativa a se considerar, especialmente se a grana tiver curta e não for possível ir logo com 16 GB (2×8 GB), de forma que se a capacidade não for um problema, ela deve oferecer bom desempenho com excelente margem para overclock.

E é isso! Dúvidas, perguntas e sugestões são bem-vindas! Até a próxima!

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