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SSD SATA Netac N530S 240 GB – Análise, testes e resultados

Nesse review irei analisar o SSD Netac N530S, no caso, se trata de um modelo pertencente a linha de entrada do fabricante, usando ‘interface’ SATA e form-factor de 2,5”, oferecendo capacidades que vão desde os 128 GB até os 2 TB, onde a unidade analisada é de 240 GB... Continue lendo!

Fala galera, tudo tranquilo?

Nesse review irei analisar o SSD Netac N530S, no caso, se trata de um modelo pertencente a linha de entrada do fabricante, usando ‘interface’ SATA e form-factor de 2,5”, oferecendo capacidades que vão desde os 128 GB até os 2 TB, onde a unidade analisada é de 240 GB.

Em relação à caixa, ela traz uma ilustração do produto e informações básicas, como a ‘interface’ utilizada e a capacidade, enquanto na parte traseira, existe um “QR Code” para o site do fabricante e alguns avisos “juridicos”.

Sobre o SSD, a carcaça é de plástico preta com uma etiqueta identificando o fabricante, modelo e capacidade. Sobre a fixação das partes do “chassis”, as partes são apenas encaixadas nas laterais e não usam parafusos para fixação.

O PCB do SSD é compacto e podemos ver ali a controladora Realtek RTS5733DLQ e os dois chips de memória NAND cujo código é KRN08TB1B1HU1B. Dada a ausência de um chip de memória DDR3/LPDDR3, é possível concluir que essa é uma unidade “DRAM-Less”.

Sobre a Realtek RTS5733DLQ , não existem muitos detalhes a seu respeito, exceto que se trata de uma controladora de entrada, similar a Phision S11, aparentemente usando uma CPU single core e oferecendo apenas dois canais, ou seja, a controladora se comunica com no máximo dois chips NAND simultaneamente, onde modelos mais sofisticados possuem 8 ou até mesmo 10 canais, algo que pode fazer uma diferença bastante razoável no desempenho.

Por ser tratar de um SSDs “DRAM-Less”, é necessária a implementação de alguma solução para compensar a falta da DRAM, afinal de contas, ela é usada para armazenar uma espécie de “mapa dos endereços de memória” para o SO saber onde as informações estão gravadas no SSD e quando ela não é presente, normalmente é usada a própria NAND para isso.

O grande problema dessa “solução” é que a memória NAND é mais lenta que a RAM e a sua “vida útil” , também chamada ‘Endurance’, é algo em função do número de escritas realizadas, o que significa que simplesmente utilizar a NAND para isso vai acabar comprometendo o SSD em duas frentes: desempenho e durabilidade.

Para mitigar esse “efeito” indesejado, os fabricantes das controladoras adotam diferentes estratégias, onde a mais usual é o chamado “SLC Cache”, que consiste separar um pedaço da NAND que será usado como um cache de escrita, onde ele irá trabalhar como se fosse “SLC”, ou seja, gravando em apenas 1 bit da célula, o que efetivamente dá um “boost” no desempenho do SSD com um compromisso muito menor na durabilidade. É evidente que essa abordagem apresenta limitações, por exemplo, se você estiver lidando com arquivos muito grandes ou se a unidade estiver cheia, então o desempenho tende a despencar.

Em relação às memórias NAND adotadas, cada um desses chips utilizam quatro dies de 256Gb “empilhados”, sendo eles fornecidos pela YMTC, que é uma empresa chinesa que fabrica memórias NAND.

Vamos aos testes então! Para isso usei a seguinte configuração:

  • Configuração utilizada:

CPU: AMD Ryzen 5 3600 (Obrigado AMD!)

MOBO: ASUS TUF X570-PLUS/BR (UEFI 3405 – Obrigado Terabyteshop!)

RAM: 2x8GB Crucial Ballistix Sport LT 3200CL16 (Obrigado Terabyteshop!)

GPU: GIGABYTE RX 5500 XT 8 GB (Obrigado Terabyteshop!)

PSU: Seasonic M12II Bronze 750W

COOLER: XPG Levante 240 (Obrigado XPG!)

SSD: Netac N530S 240 GB

Software: Windows 10 x64 2004, Anvil Storage Utilities V110, Crystalmark 7.0.0 x64, DiskBench, FFXIV Shadowbringers Benchmark, HD Tune Pro 5.75 e PCMark10.

Objetivo dos testes: Aferir o desempenho do SSD em diversos benchmarks que simulam diferentes condições de uso. Para obtenção desses números, o SO está instalado em outra unidade enquanto no SSD de teste foram instalados apenas o PCMark10, o FFXVI Benchmark e a cópia da pasta do GTA V.

Maiores explicações acerca dos testes conduzidos estão contidas nos textos que acompanham os resultados a seguir.

Resultados:

Para melhor organização dos resultados, os benchmarks foram separados em “Testes do mundo real” e “Benchmarks sintéticos”, onde os primeiros tendem a simular o uso normal do PC, ou seja, tempos de carregamento de aplicações, jogos e cópia de arquivos, enquanto o segundo grupo, que é o dos “Benchmarks sintéticos”, mostram números de desempenho em leitura/escrita/IOPS em algumas situações usando tipos de dados pré-definidos.

  • Testes do “mundo real”:

Foram feitos os seguintes testes:

  1. PCMark10: Uma “run” customizada apenas com o subteste “App Start-Up Score”, que basicamente mede o tempo de carregamento de uma série de aplicações de produtividade como OpenOffice, GIMP, Chromium e Firefox tanto para partida “fria”, que é a primeira vez que o aplicativo é aberto e uma segunda partida “quente”, que é após a “fria” e normalmente é mais rápida por conta do sistema já ter armazenado muita coisa em cache. Ao fim, ele retorna uma pontuação que pode ser usada para comparar diferentes SSDs.
  2. FINAL FANTASY XIV: Shadowbringers Benchmark: Esse teste inclui além dos resultados gráficos, os tempos de loading de cada cena, o que é interessante, pois essa ferramenta dispensa o uso de um cronômetro externo, que seria uma fonte de “imprecisão” nos resultados.
  3. DiskBench: Essa ferramenta permite mover um arquivo ou pasta de um lugar para o outro e salvar o tempo que levou para isso assim como a taxa de transferência média, no caso, visando simular uma situação de uso real fazendo backup da pasta de instalação de um jogo, foi escolhido a do GTA V da EPIC Store que possui “apenas” 89 GB e foi copiada dentro da mesma unidade, em outras palavras, foi feito uma cópia do ‘G:\GTAV’ para o ‘G:\Diskbench’.

O Netac N530S acabou ficando na lanterna se comparado as demais unidades que já foram testadas, contudo, é importante destacar que ao menos em relação aos modelos NVMe, que são maioria dentre os que foram testados, isso já era esperado, porém, ele acabou ficando atrás até do modelo SATA da Goldenfir no tempo de loading do FFXIV e no PCMark10, sendo bom ressaltar que esse modelo passa longe de ser um campeão de desempenho.

  • Benchmarks sintéticos:

Antes de apresentar os resultados nos benchmarks sintéticos, é necessário esclarecer que os fabricantes de SSD de forma geral costumam rotular as especificações de seus SSDs usando escrita/leitura sequencial como parâmetro, entretanto, mesmo que se trabalhe com arquivos grandes, toda vez que você abre uma aplicação, o SO também acessa diversas DLLs que são necessárias para o funcionamento desse programa, sendo que essas costumam ser pequenas em tamanho e correspondem a leituras/escritas aleatórias em arquivos de até 16 KB.

Em outras palavras, se o seu uso para o PC for algo como navegar na internet, ouvir música ou mesmo jogar, deve-se prestar muita atenção nos resultados de leituras/escritas aleatórias até 16 KB, pois essa é a operação que você mais utiliza, portanto, com maior impacto no “uso real”.

Caso alguém tenha interesse em verificar em tempo real essas operações, sugiro utilizar o software DiskMon, que é uma ferramenta gratuita disponibilizada pela Microsoft que monitora essas operações e permite a gravação de log para posterior análise dos dados. Também recomendo a leitura desse excelente artigo do pessoal do thessdreview, que aborda justamente essa questão.

A respeito dos benchmarks sintéticos, foram utilizados os seguintes softwares:

  1. Crystalmark 7.0.0 x64: Esse benchmark usa dados aleatórios, faz testes de leitura/escrita sequenciais e em blocos de até 4KB. Também é importante frisar que os resultados aqui apresentados não são de todo comparáveis com as versões anteriores do Crystalmark, o que exige cautela na hora de se fazer comparações.
  2. Anvil Storage Utilities: Esse software faz uma série de testes de leitura/escrita e retorna os resultados em termos do IOPS (operações de entrada/saída por segundo), tempo de resposta, MB lidos/escritos, MB/s e uma pontuação geral que pode para ser comparado com outros SSDs. Ele também permite ajustar o tipo de dado a ser utilizado, sendo que os resultados aqui utilizados se referem a configuração padrão do software (dados 100% incompressíveis e arquivo de testes de 1 GB).
  3. HDTune 7.25 Pro: Para tentar identificar a proporção do disco alocado para “SLC Cache”, foi utilizado o benchmark de escrita do HD Tune Pro no teste completo, com blocos de 1 MB e precisão máxima, conforme a captura de tela na galeria a seguir.

Nos benchmarks sintéticos, os números obtidos foram bastante modestos, porém, aqui ele ao menos foi capaz de ficar um pouco a frente do Goldenfir…

…Enquanto no teste do HD Tune, os resultados foram um tanto quanto divergentes entre as diferentes rodadas, de forma que o “SLC Cache” dessa unidade considerando ela completamente vazia deve ficar entre 12 GB e 22 GB, o que é até razoável para uma unidade de 240 GB. É necessário destacar que esse valor vem pré-configurado de fábrica e não tem como ser ajustado posteriormente pelo usuário, de forma que o valor alocado para o recurso, por motivos óbvios, deve diminuir confirme se ocupa mais o disco.

  • Conclusão:

Diantes dos testes e resultados apresentados, foi possível chegar nos seguintes pontos:

O Netac N530S 240 GB apresentou números de desempenho modestos, ficando na lanterna no tempo de carregamento das aplicações/jogos e oferecendo resultados não muito inspiradores nos benchmarks sintéticos, o que infelizmente é algo esperado para essas unidades SATA “DRAM Less” de entrada, de forma que ela ainda é aceitável para instalação do SO com uso leve, dando um gás na usabilidade do sistema em relação a um HD mecânico lento, porém, sendo preferível investir em uma unidade SATA com RAM Cache ou mesmo NVMe caso possível, especialmente se a exigência for um pouco maior.

Em relação ao preço, nesse momento (8/5/2021) o Netac N530S 240 GB pode ser adquirido por US$28,20 (cerca de R$160, com frete grátis) na loja oficial do fabricante no Aliexpress, o que é um valor bastante baixo especialmente se comparado aos preços praticados no mercado nacional para SSDs de especificações semelhantes, entretanto, essa unidade tem desempenho um tanto quanto modesto, portanto, ela se torna uma opção razoável apenas se o propósito for usa-lo para instalação do sistema operacional em substituição de um HD mecânico convencional sendo que para outros casos, pode ser mais interessante pegar um SSD que disponha de “DRAM Cache”, que é algo que realmente faz a diferença no desempenho das unidades SATA ou até mesmo partir para o M.2 NVMe. Por fim, outro ponto que é importante se atentar são os possíveis problemas que podem ocorrer na compra de produtos importados como esse: possibilidade de a mercadoria ser taxada, demora na entrega e apesar do fabricante oferecer garantia de 3 anos, sabe-se lá como é esse procedimento com os possíveis custos com frete internacional.

E por hoje é só! Dúvidas, críticas e sugestões são bem-vindas! Até a próxima!

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