Overclock Extremo

Overclock extremo (LN2) no i7 11700K – Experiência e resultados

Há pouco menos de um ano, foi postado aqui no site um artigo sobre overclock extremo no i9 10900K, onde naquela ocasião, esse era a melhor CPU Intel disponível para os desktops em sua plataforma "mainstream", com socket LGA1200, porém, agora, eles lançaram o "Rocket Lake" como seu sucessor, com novas arquiteturas para CPU e GPU integrado... Continue lendo!

Fala pessoal, beleza?

Há pouco menos de um ano, foi postado aqui no site um artigo sobre overclock extremo no i9 10900K, onde naquela ocasião, esse era a melhor CPU Intel disponível para os desktops em sua plataforma “mainstream”, com socket LGA1200, porém, agora, eles lançaram o “Rocket Lake” como seu sucessor, com novas arquiteturas para CPU e GPU integrado, porém fabricado no mesmo processo de 14 nm, onde os artigos com testes do i5 11400F, que se trata de um 6C/12T “Rocket Lake” com foco no “custo-benefício” e da GPU integrada UHD 750, podem ser lidos aqui e aqui.

Mas como não poderia deixar de ser, essa é a The Overclock Page e os testes de overclock extremo não poderiam faltar, então, para isso, foram escalados uma Maximus XII Apex e um i7 11700K, no caso, o mesmo exemplar “box” aleatório utilizado no teste do vídeo integrado e que segundo informado pela placa-mãe, possui SP68, ou seja, um exemplar bem normal, nada “gold” ou escolhido a dedo. Agradecimentos especiais a Terabyteshop por essa amostra! 😀

Como o seguro morreu de velho, a placa-mãe foi isolada com fita isolante líquida, papel toalha e, além disso, foi utilizado o ElmorLabs H.O.T, que é aquele backplate aquecedor que foi utilizado por aqui na sessão de OC Extremo do i3 6100 e que naquela ocasião, provou seu valor, reduzindo drasticamente a condensação na placa-mãe.

Uma observação relacionada a Maximus XII Apex, é que apesar dela oferecer o recurso “USB Bios Flashback”, é necessário ter uma CPU de 10.ª geração para fazer a atualização de bios para uma versão com suporte ao “Rocket Lake”, com essa devendo ser feita pelo “EZ Flash”, pois caso contrário, existe risco muito grande, com inúmeros relatos (incluindo o meu), da placa-mãe “brickar” e aí, o único jeito de “reanima-la” é fazendo a regravação da BIOS via SPI.

  • Configuração utilizada

CPU: Intel i7 11700K (Obrigado Terabyteshop!)

MOBO: ASUS ROG Maximus XII Apex (BIOS 2103)

VGA: GeForce GT210

RAM: 2x16GB G.Skill Trident Z NEO 3600 CL16

REFRIGERAÇÃO: SF3D Inflection Point + Kingpin KPX + LN2

STORAGE: SSD Goldenfir 120 GB

FONTE: Antec Quattro 1200W

Software e drivers utilizados: Windows 10 x64 build 2004 “Ghost Spectre” e Benchmate 0.10.7.2

Objetivo dos testes: Descobrir o limite do i7 11700K usando refrigeração extrema (LN2) visando extrair desempenho máxima nos benchmarks e verificar o seu comportamento nessas condições. Os detalhes de como foram conduzidos os testes e metodologia estão descritos no texto que acompanham os resultados.

  • Resultados:

Assim como no seu antecessor de décima geração, foi necessário ajustar a tensão da PLL para garantir o funcionamento da CPU com temperaturas na casa dos -190 °C, no caso, algo entre 1.6V e 1.7V costumam resolver o problema, não sendo necessário fazer mais ajustes além desse, o que descomplica bastante a tarefa de congelar o “Rocket Lake”. Também não existe CBB, não sendo necessário aquecer a CPU para retomar o funcionamento após um “reboot”.

Sobre as frequências, as melhores amostras do “Rocket Lake”, que normalmente acabam virando i9 11900K, costumam rodar os benchmarks “multithread” na faixa dos 6.5GHz, o que representa um decréscimo de uns 400MHz em relação aos melhores “Comet Lake”, além disso, o Rocket Lake costuma escalar com tensões acima dos 1.8V, enquanto o seu antecessor, ao menos no exemplar que foi testado aqui na página, teve limite nos 1.66V.

Do i7 11700K testado, com algum “sufoco”, foi possível completar o Cinebench R15 e R20 a 6 GHz com cerca de 1.85V, enquanto o GB3 acabou ficando nos 5.9 GHz. Esses resultados parecem estar dentro do esperado para uma amostra de qualidade “média”, SP68, como essa, porém, um pouco longe do que os melhores conseguem fazer.

Dos resultados obtidos, foi possível obter um 2.º lugar no Cinebench R15, 3.º no Cinebench R20, 3.º no Geekbench 3 e 3.º no CPU-Z, com uma validação a 6500 MHz em um dos núcleos que pode ser visto abaixo. Lembrando que esses resultados são referentes ao ranking do hardware do i7 11700K e não pontos globais. 😉

E por fim, a tradicional galeria de fotos com o hardware congelado!

  • Conclusão

O I7 11700K, assim como o seu antecessor, apresentou excelente comportamento quando submetido a temperaturas negativas, bastando ajustar a tensão da PLL em um nível entre 1.6V e 1.7V para eliminar o CB/CBB. A respeito da frequência nos benchmarks, a amostra testada (SP68) representa uma CPU de qualidade bastante regular e conseguiu completar os Cinebench R15/R20 a 6 GHz com tensão pouco acima dos 1.8V, enquanto o GB3 acabou ficando nos 5.9 GHz e validação máxima em 6.5 GHz subindo apenas um dos núcleos, o que se não são números brilhantes, também não são ruins!

Então por hoje é só pessoal, até a próxima!

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