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i3 12100F – Overclock não-K no Alder Lake – Primeiros testes e resultados

Certamente muitos ainda devem se lembrar da época do Skylake, onde a notícia de uma demonstração de overclock em uma CPU non-K, na época, circulou o mundo e "chocou" muitos, afinal, aquele era um feito considerado impossível e que só se tornou possível devido a um microcódigo antigo, gerador de clock externo e algum trabalho dos engenheiros de bios das fabricantes... Continue lendo!

Fala pessoal, tudo bem?

Certamente muitos ainda devem se lembrar da época do Skylake, onde a notícia de uma demonstração de overclock em uma CPU non-K, na época, circulou o mundo e “chocou” muitos, afinal, aquele era um feito considerado impossível e que só se tornou possível devido a um microcódigo antigo, gerador de clock externo e algum trabalho dos engenheiros de bios das fabricantes, porém, apesar de todos os esforços, existiam limitações como a impossibilidade de usar vídeo integrado, AVX com desempenho ruim, falta de C-States, dentre outros, contudo, isso nunca foi um grande problema para a comunidade de overclock extremo, que na real, acabou ficando “contente” com a notícia, afinal, a lista de CPUs “overclocáveis” havia acabado de crescer consideravelmente! 🙂

Desde então, não houve outra geração cujo overclock “non-K” fosse possível, com o BCLK irremediavelmente limitado a 103 MHz pela Intel nas CPUs “non-K”. Porém, como diz aquele ditado: “À Terra plana não gira, ela capota”, a história tratou de se repete e agora, na 12.ª geração, é novamente possível fazer overclock em CPUs non-K e diferente do que acontecia nos Skylake, não existe nenhuma limitação na funcionalidade dos processadores!

“Nossa, mas essa é uma notícia excelente, já vou comprar um i3 ou i5 mais barato com uma placa-mãe simplezinha e sucesso!”, mas como não poderia deixar de ser, “os senões” continuam a existir e infelizmente, não são todas placas-mãe que conseguem fazer overclock dessa maneira, pois para isso, é necessário usar um microcódigo antigo (0x9) e um gerador de clock externo, onde no momento, apenas placas-mãe DDR5 suportam o “recurso” e em alguns casos, ficando restrito apenas a um único modelo na linha. De todo modo segue uma lista das placas que até o momento são compatíveis com “OC non-K”:

  • Asus: Maximus Z690 Formula, Extreme, Hero, Apex, Strix B660 G and F Gaming Wifi
  • ASRock: Z690 Aqua OC.
  • Gigabyte: Aorus Tachyon
  • MSI: Z690I Unify, Z690 Unify X, and Z690 Ace

Caso alguém tenha interesse em se aprofundar no assunto do OC “Non-K”, incluindo o “contexto histórico” disso, nesse vídeo do Skatterbencher, em inglês, é discutido em detalhes essa questão,

Para ativar o recurso nas placas da ASUS compatíveis, é muito simples, bastando ir na bios, na aba “Tweaker’s Paradise” e ativar a opção “Unlock BCLK OC”, cuja função é simplesmente carregar o microcódigo antigo ao invés do novo e está pronto! No mesmo menu, já que a ideia é fazer overclock no BCLK, desativar o Spread Spectrum pode ser uma boa ideia, afinal, esse recurso, quando ativado, pode acabar limitando um pouco a frequência final.

Também é necessário ficar ligado que ao subir o BCLK, a frequência dos núcleos, uncore e memória devem subir juntos, o que pode causar instabilidades ou mau funcionamento caso não se atente a esse detalhe, que, aliás, não deve ser algo estranho ao pessoal das antigas habituado a elevar o clock base para fazer overclock nas CPUs. 😉

Vamos aos testes então!

  • Configurações utilizadas:

CPU: Intel i3 12100F (Obrigado Terabyteshop!)

MOBO: ASUS ROG Maximus Z690 Apex (Obrigado Terabyteshop!)

VGA: GIGABYTE Radeon RX 5500 XT 8 GB

RAM: 2x8GB ADATA DDR5 4800 40-40-40 (Obrigado ADATA/XPG)

REFRIGERAÇÃO: Water Cooler da bancada

STORAGE: SSD Somnambulist 240 GB

SO: Windows 10 x64 “Ghostspectre”

Objetivo dos testes: Verificar como o i3 12100F se sai com o overclock “non-K”, primeiramente testando com refrigeração ambiente. Os detalhes de como foram conduzidos os testes e metodologia estão descritos no texto que acompanham os resultados.

Antes de discutirmos os resultados, é importante destacar que ocorreram coisas no mínimo “inusitadas” com o resultado de alguns benchmarks enquanto usando o Windows 11, pois por alguma razão, a pontuação no Cinebench R20 permaneceu abaixo dos 3200 pontos mesmo com frequência da CPU acima dos 5 GHz, estando abaixo do que deveria ser, onde não foi constatado throttling durante o teste.

Para fazer o tira-teima, foi instalado o Windows 10 em outro SSD e logo na primeira tentativa, veio a pontuação acima dos 4000 pontos, então, pode ser interessante checar o SO caso alguém esteja obtendo resultados aquém do esperado em alguns benchmarks com essa plataforma. 😉

Dito isso, foi possível atingir cerca de 5250 MHz com 1.5V aplicados, onde foi possível completar o Cinebench R20 e o Geekbench 3 nessas condições, obtendo resultados superiores aos do Ryzen 3 5350G rodando com refrigeração extrema, algo que de certo modo, já era esperado, por conta do IPC superior dos núcleos Golden Cove em relação ao Zen3. Sobre o BCLK, foi possível puxar até os 128 MHz com 5119 MT/s nas memórias e CL34, o que não é uma marca muito inspiradora em relação ao que costumamos observar nos kits DDR5 equipados com chips Hynix ou Samsung, porém, é o que da para ser feito naqueles que usam chips Micron.

  • Conclusão:

O overclock “Non-K” nas CPUs de 12.ª geração de fato é realidade e funciona melhor do que nas CPUs de 6.ª geração, que padeciam de algumas limitações enquanto estivesse usando o recurso., algo que não acontece com os Alder Lake.

Apesar disso, é importante destacar que isso permanece como algo “extra-oficial” e que só funciona usando um microcódigo antigo junto a um gerador de clock externo, onde esse segundo ‘item’ só pode ser encontrado em algumas poucas placas-mãe DDR5, em sua maioria, topo de linha, o que no final das contas, reduz essa funcionalidade apenas ao esporte dos benchmarks e overclock extremo, afinal, poucas pessoas investiriam alto na placa-mãe para depois usá-la com um i3 de entrada.

Dos resultados, foi possível puxar o i3 12100F a 5250 MHz com 1.5V e completar benchmarks como o Cinebench R20, tudo isso com refrigeração a água, o que bastante interessante e longe do limite, afinal, ainda existe margem para usar refrigeração extrema e ai sim, chegar ao limite desse exemplar.

E por hoje é só pessoal e fiquem de olho, pois nas próximas semanas irei soltar o review completo desse i3!!! 🙂

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