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[Review] SSD Netac NV7000 1TB – Um dos SSDs mais rápidos do Aliexpress!

Hoje, testaremos um SSD NVMe da fabricante chinesa Netac, do segmento topo de linha, modelo NV7000. Neste teste, constataremos o modelo de 1TB que nos enviaram... Continue lendo!

Hoje, testaremos um SSD NVMe da fabricante chinesa Netac, do segmento topo de linha, modelo NV7000. Neste teste, constataremos o modelo de 1TB que nos enviaram.

Ele vem no formato M.2 com barramento de 64Gbps, ou seja, 4 linhas PCIe 4.0, protocolo NVMe 1.4 e capacidades que variam desde 1TB até 4TB. Seu preço geralmente se encontra próximo dos US$196 na versão de 1TB cujo é a unidade que será testada hoje, cerca de R$880 à R$950, o que é um preço legal para um SSD PCIe 4.0 de 1TB.

Especificações do SSD

A seguir, informações um pouco mais detalhadas sobre o SSD que será testado (unidade de 1TB):

Softwares do SSD

Infelizmente os SSDs da Netac não possuem algum software que forneça informações do produto, como durabilidade e nem mesmo atualizações de firmware.

Unboxing

O SSD vem em uma caixa básica contendo algumas informações do SSD e uma foto ilustrativa.

Construção e acabamento

Sobre sua construção interna, essa linha vem no formato M.2 2280, protocolo NVMe 1.4, vemos também que se trata de um SSD Single-sided, ou seja, possui C.I.s apenas em seu lado superior, porém nas unidades de 2TB e 4TB já são SSDs Dual Sided sendo que possuem NAND Flashs e DRAM Cache em seu PCB Traseiro.

Seu controlador se localiza na parte superior junto de 2 chips NAND Flashs e um C.I. DRAM-Cache.

Podemos ver também que este SSD possui um dissipador bem massivo de alumínio para ajudar na dissipação de calor dos componentes do SSD. O principal problema é que os parafusos utilizados são daqueles tipos que aparentam ser Torx T6, difíceis de encontrar chaves para removê-los.

Ao removermos o dissipador vemos que ele possui 2 thermal pads, um mais espesso na parte inferior do PCB, pois como não há chips NAND Flash na parte traseira, a Netac optou por utilizar um thermal pad de cerca de 1.5mm de espessura. Enquanto em sua parte superior utiliza um de 05. ~ 1.0 mm.

A seguir veremos fotos de ambos os lados do PCB.

Controlador
O controlador do SSD é o responsável por fazer todo o gerenciamento de dados, over provisioning e garbage collection, dentre outras funções que ocorrem em segundo plano. E, é claro, faz com que o SSD tenha um bom desempenho.

Este SSD usa um controlador high-end da Phison: o PS5018-E18-41, modelo ISA ARM 32-bit de “5” núcleos Cortex® R5 (Penta-core) com processo de fabricação da TSMC de 12nm. Trabalha com clock de 1 GHz em seus núcleos principais. Neste caso, este controlador é comum em outros projetos de SSDs topo de linha como Corsair MP600 HydroX, MP600 Pro,  Galax Hall of Fame Extreme, os novos Aorus Xtreme dentre outros modelos.

Neste caso, trata-se de um controlador tripple-core, ou seja, com 3 núcleos principais que fazem o gerenciamento das Nands, com suporte à tecnologia chamada “CoXprocessors” – que nada mais é que outro núcleo Dual-Core Cortex® R5 com frequência bem reduzida (geralmente 200~300 MHz) no intuito de realizar tarefas mais simples e preditivas. Assim, é possível diminuir a carga dos 3 núcleos principais, além do consumo elétrico e dissipação de calor que pode gerar thermal throtling, tendo em vista que este SSD pode chegar a consumir quase 9W.  Uma destas funções, por exemplo, é cuidar de trechos repetitivos de códigos e funções de firmware que os núcleos principais não teriam necessidade de fazer, além de gerenciar o armazenamento de dados na DRAM Cache. Enquanto isso, os núcleos principais são alocados para tarefas como Escrita/Leitura/Host.

Este controlador também possui suporte para até 8 canais de comunicação com barramento de até 1600 MT/s, aonde cada um deste canal possui suporte até 4 comandos Chip Enable o que possibilita este controlador se comunicar com até 32 Dies simultaneamente utilizando a técnica de Interleaving.

DRAM Cache ou H.M.B.
Todo SSD topo de linha que visa oferecer um alto desempenho consistente necessita de um buffer para poder armazenar suas tabelas de mapeamento (Flash Translation Layer ou Look-up table). Com isso, ele consegue ter desempenho aleatório melhor e ser mais responsivo.

Como podemos observar na imagem acima, este SSD de 1TB utiliza um C.I. como DRAM Cache, sendo este Chip da SK Hynix modelo, “H5AN8G6NCJR-VKC”. Que é um chip do tipo DDR4 de 8Gb de densidade (1GB) que opera em frequências de até 2.666 MT/s com latências CL-19-19-19. Porém, devido à limitação do controlador de memória integro no próprio controlador Phison E18, este Chip DRAM Cache opera em 1600 MT/s com latência menor também.

NAND Flash
Com relação a seus circuitos integrados de armazenamento, o SSD de 1TB possui 4 chips Nand flashs marcados como “IA7BG94AYA”. Tratam-se de Nands da fabricante norte-americana Micron, sendo neste caso dies de 512Gb (64GiB) contendo 176-Layers de dados sendo um total de 195-layers gerando uma “Array Efficiency” de 90.3%.

Neste SSD cada NAND Flash possuem 4 dies de 512Gb de densidade totalizando 256GiB por cada NAND Flash, sendo que cada die se comunica com o controlador a uma velocidade de barramento de 1200 MT/s cujo é o máximo estipulado nos Datasheets destes dies, entretanto, eles podem operar com total segurança em 1600 MT/s o que geraria uma maior largura de banda podendo assim gerar um maior desempenho. Porém, por fins de durabilidade e confiabilidade, a Netac optou em utilizar um firmware com as NANDs operando em 1200 MT/s.

Este dies possuem uma nova topologia da Micron conhecida como Replacement Gate (R.G.) que basicamente combina a arquitetura de Charge trap com a tecnologia de CuA (CMOS-under-Array) o que faz desta forma com que o Peripheral Circuitry não ocupe um espaço desnecessário no die, permitindo desta forma termos dies de tamanhos de até 30% menores.

Outra inovação que eles fizeram foi que eles conseguiram diminuir bem a complexidade nos processos de “programming” e até mesmo o Overhead graças a troca dos Silicon Gates que costumavam usar Polysilicon, agora usam apenas metal, junto disto estão usando outra técnica de “Etching que seria a furação que eles utilizam para colocar os circuitos e strings, diminuindo a resistência.

Fonte: Website Micron – Apresentação 176-Layers.

Com isto estes Dies conseguem um throughput cerca de até 35% maior em comparação as NANDs B27B que são as Micron de 96-Camadas da penúltima geração lançadas à alguns anos atrás.

PMIC (Power Delivery)

Assim como qualquer componente eletrônico que exerce algum funcionamento, SSDs também possuem um nível de consumo de energia que pode variar desde poucos miliwatts  até próximo de 10 watts, beirando o limite de alguns conectores ou slots. O circuito responsável por todo gerenciamento de energia é o PMIC, que significa “Power Management IC“, um circuito eletrônico responsável por prover alimentação para demais componentes. Neste caso, vemos que o circuito responsável neste SSD é o “PS6108-22“, que embora deva simbolizar “Phison“, é uma remarcação de algum outro C.I. que eu acredito ser algum Texas Instrument.

Ao lado deste C.I. vemos inúmeros indutores, capacitores, resistores dentre outros circuitos eletrônicos com foco em prover alimentação para os principais componentes do SSD.

CURIOSIDADES SOBRE O SSD NETAC NV7000 1TB

Da mesma forma que circuitos integrados de memória RAM em um pente de memória sofrem variação, o mesmo ocorre com SSDs, nos quais há casos de mudanças de componentes como controlador e NAND flashs.

Felizmente com este SSD isto não ocorre devido ser um projeto novo com os melhores componentes do mercado atualmente, porém é claro que com o decorrer do tempo isso pode mudar.

METODOLOGIA DE TESTES
Nesta bateria de testes, serão utilizados softwares como Crystal Disk Mark, PCMark 10 (versão paga), além de utilizar o GTA V para teste de tempo de carregamento de games e tempo de carregamento de Boot do Windows 10. Ressalto apenas que farei testes sintéticos com diferentes valores de espaço livre no SSD, pois os SSDs tendem a ficar mais lentos ao ficarem completamente cheios. 

BANCADA DE TESTES
– Sistema Operacional: Windows 10 Pro 64-bit (Build: 21H2) + Windows 11 Pro 64-bit (Build: 21H2)
– Processador: AMD Ryzen 9 5950X (16C/32T)
– Memória RAM: 2 × 16 GB DDR4-3200MHz CL-16 Netac (c/ XMP)
– Placa-mãe: Gigabyte Aorus B550 Vision D (Bios Ver.: F15a)
– Placa de Vídeo: GTX 780 Windforce Gigabyte 3X OC
– Armazenamento (OS): SSD XPG Gammix S70 Blade 1TB (Firmware: 3.2.F.P7)
– SSD testado: SSD Netac NV7000 1TB (Firmware: EIFM31.4)

CRYSTALDISKMARK
Realizamos testes sintéticos sequenciais e aleatórios entre diversos SSDs, além de testes com quantidades diferentes de espaço em disco.

Como vemos nestes gráficos acima, ambos os S70 Blade e o Netac estavam acirrados no topo do comparativo o que se provou um excelente resultado para o Netac considerando que o S70 custa mais de R$500 à mais.

Agora em um dos cenários mais realistas que podemos observar no dia a dia, vemos que o Netac novamente conseguiu resultados incríveis ficando sempre entre os primeiros do comparativo em quesito de latência que é mais importante do que velocidade, pois ambos estão interligados.

Ao testarmos com um cenário aleatória um pouco mais exigente vemos que em sua leitura ele acabou ficando para trás dos XPGs, porém em escrita graças a seus Dies ele conseguiu um resultado incrível ultrapassando 1 GB/s.

Agora ao utilizarmos o CDM configurado com apenas 1 thread que representa um tipo mais convencionais de acesso no dia a dia, o mesmo se repetiu em comparação quando estávamos com mais threads sendo executadas paralelamente.

Neste teste que realizamos acima, foi realizado 3 configurações de acessos entre diversas configurações de queue depth desde QD1 que represente um uso cotidiano do dia a dia, quanto QD16 que já se torna bem surreal, mais comparável com ambientes virtualizados.

Com isto, vemos que o Netac apresentou excelentes resultados em sua escrita aleatória ultrapassando os 740.000 IOPS que são anunciados, porém, em sua leitura acabou se saindo a baixo, más em menores QD vemos que apresentou ótimos resultados.

ATTO Disk Benchmark QD1 e QD4

Realizamos um teste utilizando o ATTO para observar a velocidade dos SSDs em determinados tamanhos de blocos diferentes.

O ATTO disk benchmark é um software que faz um teste de velocidade sequencial com arquivos comprimidos, ou seja, para uma simulação em uma carga de transferência de dados como no windows, geralmente vemos algo em torno dos blocos de 128KB à 1 MiB, agora vemos que em blocos de 512 bytes até 16 KB que geralmente trata-se de cenários de operações aleatórias mais comuns, o Netac teve resultado muito similar aos demais SSDs, se saindo mais na frente conforme o tamanho dos blocos ia aumentando como se estivesse sendo feita transferências sequenciais de um SSD para outro.

Ao testarmos em QD1 vemos que a diferença caiu ainda mais, o que foi novamente um excelente resultado para este SSD Netac. Mas em sua leitura ele conseguiu levar mais vantagem em comparação as demais SSDs

3DMark – Storage Benchmark

Neste benchmark, são realizados diversos testes voltados a armazenamento, incluindo testes de carregamento de games como Call of Duty Black Ops 4, Overwatch, gravação e streaming com o O.B.S. de uma gameplay à 1080p 60 FPS, instalação de alguns games e transferências de arquivos de pastas de games.

Neste novo benchmark recentemente lançado para o 3DMark vemos que o Netac teve a melhor pontuação por vários motivos, sendo eles, excelente velocidade de gravação sustentada, excelentes resultados de latência, pois, este benchmark se aproveita bastante de SSDs com latências menores.

PCMARK 10 – FULL SYSTEM DRIVE BENCHMARK
Neste teste, foi utilizada a ferramenta Storage Test e o teste “Full System Drive Benchmark”, que faz testes leves e pesados no SSD.

Podemos observar novamente como vimos com o 3DMark, que este software também faz um ótimo proveito de SSDs com dies que ofereçam um bom throughput junto de latência bem pequenas, o que concedeu ao Netac o 1.º lugar neste comparativo.

TESTE DE PROJETO – Adobe Premiere Pro 2021
A seguir, utilizamos o Adobe Premiere para medir o tempo médio de abertura de um projeto de cerca de 16.5GB com resolução 4K, 120Mbps de bitrate, cheio de efeitos até que estivesse pronto para edição. Ressaltando apenas que o SSD testado é sempre como drive secundário sem o sistema operacional instalado, pois isso poderia afetar o resultado e geraria inconsistências.

Vemos que neste benchmark o Netac ficou bem próximo do seu concorrente XPG S70 Blade tendo uma diferença muito pequena, mas que ainda sim, é um resultado excelente.

TESTE DE TEMPO DE CARREGAMENTO DE GAMES E WINDOWS
Fizemos uma comparação entre múltiplos SSDs e um HD, utilizando uma instalação limpa do Windows 10 Build 21H1 junto do GTA 5 abrindo o modo campanha. O teste consiste no melhor resultado após três boots seguidos do sistema, considerando o tempo total até finalizar na área de trabalho com o score informado pelo aplicativo. Por isso, é mais lento do que o boot até mostrar a tela da área de trabalho. 

Ao utilizarmos o jogo GTA V vemos que ele teve basicamente um empate técnico com o XPG Gammix S70 Blade.

Podemos constatar acima que ele conseguiu apresentar bons resultados em comparação aos demais SSDs do comparativo embora a diferença prática entre eles seja bem superficial neste teste, pois, 5 segundos à mais para iniciar o sistema não atrapalha. Considerando que, neste programa consta deste o tempo de boot até o carregamento dos últimos drivers do OS. O que neste caso é feito uma instalação limpa com apenas drivers de sistema operacional, como de Rede, Wire-less + Bluetooth, Áudio, Drivers Nvidia, PCH dentre outros.

TESTE DE VELOCIDADE SUSTENTADA | SLC CACHING
Em boa parte de SSDs no mercado atualmente utiliza como base a tecnologia de SLC Caching, em que certo percentual de sua capacidade de armazenamento, seja ele MLC (2 bits p/ célula), TLC (3 bits p/ célula) ou QLC (4 bits p/ célula), é usado para armazenar apenas 1 bit por célula. No caso, é usada como um buffer de escrita e leitura, em que o controlador inicia a gravação e quando o Buffer se esgota ele escreve nas NAND Flash nativas (MLC / TLC / QLC).

Através do IOmeter, podemos ter uma ideia do volume de SLC cache deste SSD, já que o fabricante muita vezes não informa este valor. Pelos testes que realizamos, foi possível constatar que ele possui um volume de pSLC Cache dinâmico, cerca de 112GB, que conseguiu manter velocidade média de ~ 5824 MB/s até o fim do buffer, o que foi um ótimo resultado.

Após ele ter gravado 112GB, ele começou a escrever nos blocos programados nativamente como TLC, aonde gravou de 113GB até 855GB, onde apresentou velocidade média de 1963 MB/s, esta é sua velocidade nativa de gravação caso o pSLC Cache não estivesse presente neste SSD, o que é uma velocidade incrível para um SSD de 1TB com 16 dies. Logo após ter gravado mais de 700GB, quando começou a gravar de 856GB até encher a unidade ele teve que começar a reorganizar os primeiros blocos que estavam configurados como pSLC, para TLC novamente, o que causa um overhead (sobrecarga) em seu controlador. Que além de ter que continuar gravados os dados até encher a unidade tem que fazer esta reorganização para que o espaço fique disponível, este processo é conhecido como Copyback ou Datafolding.

Com isso sua velocidade despenca bastante como observamos no fim do gráfico, aonde apresentou-se uma média de 969 MB/s, mas que ainda sim, é uma velocidade respeitada tendo em vistas que vemos SSDs mesmo NVMe com velocidades terríveis. Ao fazermos uma média geral do pós-pSLC Cache aonde observamos a velocidade Nativa + velocidade em copyback, podemos constatar que teve uma velocidade bem acima dos demais SSDs do comparativo, mesmo em relação ao S70 Blade que também possui 16 Dies da Micron B47R.

Mas o XPG S70 Blade de 1TB tem 16 dies da Micron B47R, utilizando apenas outro controlador, mas sendo de ótima qualidade, por que ele teve uma velocidade muito menor? – Simples, pelo fato de que o XPG teve um volume de pSLC Cache cerca de 3x maior que o nosso Netac. Pois, o Netac alocou 112GB para pSLC Cache o que seriam basicamente cerca de 336GB de Blocos nativos TLC configurados como 112GB pSLC. Já o XPG teve um volume imenso de 339 GB, o que se pararmos para pensar é sua capacidade inteira configurado como pSLC.

Devido a este fato o XPG ele passa a maior parte do seu tempo do teste em processo de copyback que gera o overhead que eu havia mencionado acima, que gera a grande perda de velocidade. Junto ao fato de ser um volume de pSLC Cache dinâmico que diminui conforme a unidade vai se enchendo e leva mais tempo para se recuperar como veremos a seguir.

Realizamos também um teste para ver quanto tempo o SSD levaria para recuperar parte de seu Buffer e, no decorrer da nossa bateria de testes, que vai de 30 segundos até 2 horas em idle. E durante este período vemos que o SSD não conseguiu recuperar nem se quer 1GB de espaço. Isto ocorre com diversos SSDs com controlador Phison E18 ao combiná-los com NANDs como B47R e B27B (B27B são Micron 96-Layers).

Pois, quando este controlador foi lançado até agora, a Phison junto dos fabricante de SSDs estão aprimorando cada vez mais o firmware deste controlador, se repararmos em diversas análises de SSDs com Phison E18 de 1TB e 2TB, veremos que o volume de pSLC Cache se mantém próximo dos 112GB e 225GB respectivamente. Começamos a ver novas mudanças a poucos meses com diversos SSDs como os novos Kingston Fury ou Kingston KC3000 que foram configurados para operar em “full pSLC Cache” que seria um SSD que utiliza sua capacidade inteira programada como pSLC. Por exemplo, em um SSD de 1TB, veríamos um volume de pSLC Cache de cerca de 333GB e assim por diante. E também começamos a ver novas implementações de pSLC Cache híbridos em outros SSDs com E18+B47R, aonde temos uma pequena porção que é estática e geralmente não precisa ser reprogramada de volta para TLC, pois, se localiza em local fora de alcance da zona de LBA, ou seja, compartilha espaço de Over-provisioning, junto de uma sessão dinâmica com intuito de deixar uma velocidade maior por um maior tempo.

TESTE DE CÓPIA DE ARQUIVOS
Neste teste, será foi feita a cópia dos arquivos ISOs e do CSGO de uma RAM Disk para o SSD para ver como ele se sai. Foram utilizadas a ISO do Windows 10 21H1 de 6.25GB (1 arquivo) e sua versão extraída com o Winrar para uma pasta contendo 1.874 arquivos menores juntos da Pasta de instalação do CSGO de 25.2GB. 

Neste teste vemos que ele teve outro empate técnico, porém desta vez com o XPG Gammix S50 Lite, embora seja uma diferença imperceptível do primeiro colocado.

Agora com a pasta descompactada ele conseguiu atingir o 1.º lugar.

Ao utilizarmos a pasta do CSGO vemos que novamente ele permaneceu dentre os demais SSDs NVMe do comparativo.

TESTE DE TEMPERATURA
Neste trecho da análise, observaremos a temperatura do SSD durante um teste de stress, onde o SSD recebe arquivos de forma contínua, para podermos saber se houve algum thermal throtling com seus componentes internos que pudessem gerar algum gargalo ou perda de performance.

Como podemos constatar no gráfico acima, o SSD si não atingiu o ponto de thermal throtling graças a seu dissipador que fez um excelente trabalho em mantê-lo refrigerado. Entretanto, ao removermos o dissipador ele rapidamente atinge o seu limite que foi pré-programado para cerca de 80 °C e poucos graus, e com isso tempos uma perda de performance ainda maior.

Conclusão

Levando tudo isso em conta, realmente será que vale a pena investir neste SSD?

Com certeza este SSD é digno de recomendação, pois pelo seu preço que ele cobra e o desempenho que ele oferece, temos um monstro disponível no aliexpress, mas é claro que esta categoria de produto não tem como foco a esmagadora maioria dos consumidores e sim aqueles que querem algo topo de linha sem ter que deixar um rombo na carteira.

VANTAGENS👍🏻

  • Velocidade Sequencial excelentes
  • Velocidades Aleatória excelentes
  • Excelente resultados de latência
  • Excelente desempenho prático em diversos cenários e até profissionais
  • Não sofreu thermal throtling, porém ao remover o dissipador ele sofre bastante thermal throtling.
  • Construção interna impecável, excelente controlador junto dos melhores dies disponíveis
  • Não sofre variação de componentes internos (pelo menos não ainda)
  • Volume de pSLC Cache de ótimo tamanho
  • Velocidade sustentada ótima.
  • Durabilidade de acordo com demais concorrentes.
  • Netac afirma ter garantia de 5 Anos (Incerto se funciona no Brasil, talvez tenha de enviar a China)

DESVANTAGENS👎

  • Volume de pSLC Cache demora demais para se recuperar
  • SSD não possui pack de softwares de gerenciamento
  • Não possui criptografia

2 comentários

  1. Excelente artigo, preço bem convidativo. Tenho uma pergunta, sempre fui ensinado em criar repartição pro S.O na formatação de HDD, porém por algum motivo fui deixando isso de lado não me importando e hoje meu NVME de 512gb não tem essa. Existe uma real necessidade de fazer essa repartição nos dias de hoje? Ou apenas deixa inteira e coloco S.O com programas, jogos, etc, tudo junto? Vou perder desempenho?

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    1. Obrigado Renato, e não, não há perda de performance pois o SSD não vê diferença nisso, pode criar quantas partições você quiser. Caso o usuário possua apenas 1 SSD, isto ajuda durante a formatação que dai ele não precisa baixar tudo do 0 na hora de formatar a máquina. Dentre diversos outros motivos.

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