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[Review] SSD Sabrent Rocket 4 Plus 1 TB – SSD de 1TB que é um “foguete” realmente!

Hoje, testaremos um SSD NVMe da fabricante norte-americana Sabrent, do segmento topo de linha, modelo Rocket 4 Plus. Neste teste, constataremos o modelo de 1TB que nos enviaram, e será futuramente testado a unidade de 4 TB... Continue lendo!

Hoje, testaremos um SSD NVMe da fabricante norte-americana Sabrent, do segmento topo de linha, modelo Rocket 4 Plus. Neste teste, constataremos o modelo de 1TB que nos enviaram, e será futuramente testado a unidade de 4 TB.

Ele vem no formato M.2 com barramento de 64Gbps, ou seja, 4 linhas PCIe 4.0, protocolo NVMe 1.4 e capacidades que variam desde 500GB até 4TB. Seu preço geralmente se encontra próximo dos US$149,99 na versão de 1TB cujo é a unidade que será testada hoje, cerca de R$727 à R$849, o que é um preço legal para um SSD PCIe 4.0 de 1TB de alto desempenho. Entretanto, este valor pode ser maior devido às taxações alfandegárias do nosso país.

Especificações do SSD

A seguir, informações um pouco mais detalhadas sobre o SSD que será testado (unidade de 1TB):

Software SSD

Felizmente a Sabrent oferece uma boa gama de programas para utilizarmos em seus SSDs, programas que vão desde leituras do SMART até opções mais avançadas como atualização de firmware.

Fora isto, a Sabrent oferece também uma licença para o software “Acronis True Image“, que oferece diversas funcionalidades, tais como: criação de imagens de backup, proteção contra-ataques de Ransomware, recuperação de imagens de disco, dentre diversas outras opções.

Unboxing

Nesta nossa unidade, foi enviada um bundle para o Playstation 5, aonde a unidade de 1TB acompanha um dissipador compatível com o console para arrefecer este SSD.

Construção e acabamento

Sobre sua construção interna, essa linha vem no formato M.2 2280, protocolo NVMe 1.4, vemos também que se trata de um SSD Single-sided, ou seja, possui C.I.s apenas em seu lado superior, porém nas unidades de 2TB e 4TB já são SSDs Dual Sided sendo que possuem NAND Flashs e DRAM Cache em seu PCB Traseiro.

Seu controlador se localiza na parte superior junto de 2 chips NAND Flashs e um C.I. DRAM-Cache.

Acima vemos fotos de ambos os lados do PCB.

Controlador
O controlador do SSD é o responsável por fazer todo o gerenciamento de dados, over provisioning e garbage collection, dentre outras funções que ocorrem em segundo plano. E, é claro, faz com que o SSD tenha um bom desempenho.

Este SSD usa um controlador high-end da Phison: o PS5018-E18-41, modelo ISA ARM 32-bit de “5” núcleos Cortex® R5 (Penta-core) com processo de fabricação da TSMC de 12nm. Trabalha com clock de 1 GHz em seus núcleos principais. Neste caso, este controlador é comum em outros projetos de SSDs topo de linha como Corsair MP600 HydroX, MP600 Pro,  Galax Hall of Fame Extreme, os novos Aorus Xtreme dentre outros modelos.

Neste caso, trata-se de um controlador triple-core, ou seja, com 3 núcleos principais que fazem o gerenciamento das Nands, com suporte à tecnologia chamada “CoXprocessors” – que nada mais é que outro núcleo Dual-Core Cortex® R5 com frequência bem reduzida (geralmente 200~300 MHz) no intuito de realizar tarefas mais simples e preditivas, assim, é possível diminuir a carga dos 3 núcleos principais, além do consumo elétrico e dissipação de calor que pode gerar thermal throtling, tendo em vista que este SSD pode chegar a consumir quase 9W.  Uma destas funções, por exemplo, é cuidar de trechos repetitivos de códigos e funções de firmware que os núcleos principais não teriam necessidade de fazer, além de gerenciar o armazenamento de dados na DRAM Cache. Enquanto isso, os núcleos principais são alocados para tarefas como Escrita/Leitura/Host.

Este controlador também possui suporte para até 8 canais de comunicação com barramento de até 1600 MT/s, aonde cada um desses canal possui suporte até 4 comandos Chip Enable o que possibilita este controlador se comunicar com até 32 Dies simultaneamente utilizando a técnica de Interleaving.

DRAM Cache ou H.M.B.
Todo SSD topo de linha que visa oferecer um alto desempenho consistente necessita de um buffer para poder armazenar suas tabelas de mapeamento (Flash Translation Layer ou Look-up table), com isso, ele consegue ter desempenho aleatório melhor e ser mais responsivo.

Como podemos observar na imagem acima, este SSD de 1 TB utiliza um C.I. como DRAM Cache, sendo este Chip da SK Hynix modelo, “H5AN8G6NDJR-XNC”, que é um chip do tipo DDR4 de 8Gb de densidade (1 GB) que opera em frequências de até 3.200 MT/s com latências CL-22-22-22, porém, devido à limitação do controlador de memória integro no próprio controlador Phison E18, este Chip DRAM Cache opera em 1600 MT/s com latência menor também.

NAND Flash
Com relação a seus circuitos integrados de armazenamento, o SSD de 1TB possui 4 chips Nand flashs marcados como “IA7BG94AYA”. Tratam-se de Nands da fabricante norte-americana Micron, sendo neste caso dies de 512Gb (64GiB) contendo 176-Layers de dados sendo um total de 195-layers gerando uma “Array Efficiency” de 90.3%.

Neste SSD, cada NAND Flash possuem 4 dies de 512Gb de densidade totalizando 256 GiB por cada NAND Flash, sendo que cada die se comunica com o controlador a uma velocidade de barramento de 1200 MT/s, que é o máximo estipulado nos Datasheets destes dies, entretanto, eles podem operar com total segurança em 1600 MT/s o que geraria uma maior largura de banda podendo assim gerar um maior desempenho. Porém, por fins de durabilidade e confiabilidade, a Sabrent optou em utilizar um firmware com as NANDs operando em 1200 MT/s.

Este dies possuem uma nova topologia da Micron conhecida como Replacement Gate (R.G.) que basicamente combina a arquitetura de Charge trap com a tecnologia de CuA (CMOS-under-Array) o que faz desta forma com que o Peripheral Circuitry não ocupe um espaço desnecessário no die, permitindo desta forma termos dies de tamanhos de até 30% menores.

Outra inovação que eles fizeram foi que eles conseguiram diminuir bem a complexidade nos processos de “programming” e até mesmo o Overhead graças a troca dos Silicon Gates que costumavam usar Polysilicon, agora usam apenas metal, junto disto estão usando outra técnica de “Etching que seria a furação que eles utilizam para colocar os circuitos e strings, diminuindo a resistência.

Com isto estes Dies conseguem um throughput cerca de até 35% maior em comparação as NANDs B27B que são as Micron de 96-Camadas da penúltima geração lançadas à alguns anos atrás.

PMIC (Power Delivery)

Assim como qualquer componente eletrônico que exerce algum funcionamento, SSDs também possuem um nível de consumo de energia que pode variar desde poucos miliwatts  até próximo de 10 watts, beirando o limite de alguns conectores ou slots. O circuito responsável por todo gerenciamento de energia é o PMIC, que significa “Power Management IC“, um chip responsável por prover alimentação para demais componentes. Neste caso, vemos que o responsável neste SSD é o “PS6108-22“, que embora deva simbolizar “Phison“, é uma remarcação de algum outro C.I. que eu acredito ser algum Texas Instrument.

Ao lado deste C.I. vemos inúmeros indutores, capacitores, resistores dentre outros circuitos eletrônicos com foco em prover alimentação para os principais componentes do SSD.

CURIOSIDADES SOBRE O SSD SABRENT ROCKET 4 PLUS 1TB

Da mesma forma que circuitos integrados de memória RAM em um pente de memória sofrem variação, o mesmo ocorre com SSDs, nos quais há casos de mudanças de componentes como controlador e NAND flashs.

Quando este line-up de SSD foi lançado oficialmente em novembro de 2020 e durante este período as NANDs Micron B47R não haviam sido lançadas ainda, este line-up utilizavam as Micron B27B que são dies de 96-Layers (512Gb) de boa qualidade com barramento de 1200 MT/s. Porém, oferecem uma largura de banda bem menor em comparação às B47R.

Como observamos nas imagens acima, de um comparativo realizado pelo site Tom’s Hardware, vemos que a unidade de 1 TB tinham 4 NAND Flashs com um total de 16 dies B27B, a Sabrent informa que com esta troca foi possível oferecer o mesmo nível de desempenho no pior cenário e em múltiplos cenários houve um ganho de desempenho considerável, o que é um ponto positivo, pois, embora o fabricante não tenha feito um anúncio prévio sobre esta troca, foi realizado um upgrade destes SSDs. Uma das possíveis formas de distinguir ambas as unidades é seu firmware, as unidades mais antigas com dies de 96-Layers possuíam firmware “RKT4P1.2” enquanto a nova unidade possui o “R4PB47.2“.

METODOLOGIA DE TESTES
Nesta bateria de testes, serão utilizados softwares como Crystal Disk Mark, PCMark 10 (versão paga), IOmeter, 3DMark, ATTO Disk Benchmark, Adobe Premiere, além de utilizar o GTA V para teste de tempo de carregamento de games e tempo de carregamento de Boot do Windows 10 e 11 utilizando o Bootracer.

Importante ressaltar que, quaisquer breves mudanças no sistema operacional, plataforma utilizada seja Intel ou AMD, versão de drivers como Chipset, modelo de processador, modelo de placa mãe, versões do Sistema Operacional, podem gerar resultados com uma diferença deste apresentado, levando isto em conta, a seguir será listado todas as especificações da bancada utilizada, sendo que cada teste realizado foi aferido 3 vezes tendo utilizado a média de cada resultado.

BANCADA DE TESTES
– Sistema Operacional: Windows 10 Pro 64-bit (Build: 21H2) + Windows 11 Pro 64-bit (Build: 21H2)
– Processador: AMD Ryzen 9 5950X (16C/32T) (Frequência fixa em todos os núcleos, 4 GHz)
– Memória RAM: 2 × 16 GB DDR4-3200MHz CL-16 Netac (c/ XMP)
– Placa-mãe: Gigabyte Aorus B550 Vision D (Bios Ver.: F15a)
– Placa de Vídeo: GTX 780 Windforce Gigabyte 3X OC (Drivers: 472.98)
– Armazenamento (OS): SSD XPG Gammix S70 Blade 1TB (Firmware: 3.2.F.P7)
– SSD testado: SSD Sabrent Rocket 4 Plus 1TB (Firmware: R4PB47.3)
– Versão drive Chipset AMD B550: 4.03.03.431.
– Windows: Indexação desabilitada para não afetar resultados dos testes.
– Windows: Atualizações do Windows updates desabilitados para não afetar resultados dos testes.
– Windows: A maioria dos aplicativos do Windows desabilitados de rodar em segundo plano.
– Teste Boot Windows: Imagem limpa com apenas drivers e todos os updates.
– Teste de pSLC Cache: O SSD é arrefecido por fans para não gerar thermal throtling, interferindo no resultado.
– Windows: Anti-Vírus desabilitado para diminuir variação de cada Rodada.
– SSDs Testados: Utilizado como disco secundário, com 0% de espaço sendo utilizado e outros testes com 50% de espaço utilizado para representar um cenário realista.

CRYSTALDISKMARK
Realizamos testes sintéticos sequenciais e aleatórios com as seguintes configurações:

Sequencial: 2x 1 GiB (Blocos 1 MiB) 8 Queues 1 Thread

Aleatórios: 2x 1 GiB (Blocos 4 KiB) 1 Queue 1/2/4/8/16 Threads

Como vemos nestes gráficos acima, podemos observar que o Sabrent ficou bem semelhante aos demais SSDs topo de linha do comparativo.

Agora em um dos cenários mais realistas que podemos observar no dia a dia, vemos que o Sabrent apresentou resultados excepcionais.

Ao testarmos com um cenário aleatória um pouco mais exigente vemos que em sua leitura ele conseguiu ultrapassar a marca de 1GB/s em sua escrita ficando em primeiro lugar.

Agora ao utilizarmos o CDM configurado com apenas 1 thread que representa um tipo mais convencionais de acesso no dia a dia, ele novamente apresentou excelentes resultados.

Neste teste que realizamos acima, foi realizado 3 configurações de acessos entre diversas configurações de queue depth desde QD1 que represente um uso cotidiano do dia a dia, quanto QD16 que já se torna bem surreal, mais comparável com ambientes virtualizados.

Com isto, vemos que o Sabrent apresentou excelentes resultados em sua escrita aleatória ultrapassando os 700.000 IOPS que são anunciados, considerando que são 700.000 IOPS em QD32 com 16 threads ou 8 threads alocadas, enquanto neste benchmark foram apenas QD16.

ATTO Disk Benchmark QD1 e QD4

Realizamos um teste utilizando o ATTO para observar a velocidade dos SSDs em determinados tamanhos de blocos diferentes. Neste benchmark, foi configurado da seguinte forma:

Blocos: de 512 Bytes até 8 MiB

Tamanho do arquivo: 256MB

Queue Depth: 1 e 4.

O ATTO disk benchmark é um software que faz um teste de velocidade sequencial com arquivos comprimidos, ou seja, para uma simulação em uma carga de transferência de dados como no Windows, geralmente vemos algo em torno dos blocos de 128 KB à 1 MiB, agora vemos que em blocos de 512 bytes até 16 KB que geralmente trata-se de cenários de operações aleatórias mais comuns, o Sabrent 1 TB teve resultados excepcionais sempre se mantendo junto dos demais SSDs topo de linha do comparativo.

Ao testarmos em QD1 vemos que o mesmo se repetiu.

3DMark – Storage Benchmark

Neste benchmark, são realizados diversos testes voltados a armazenamento, incluindo testes de carregamento de games como Call of Duty Black Ops 4, Overwatch, gravação e streaming com o O.B.S. de uma gameplay à 1080p 60 FPS, instalação de alguns games e transferências de arquivos de pastas de games.

Neste novo benchmark recentemente lançado para o 3DMark, vemos que o Sabrent apresentou ótimos resultados alcançando o primeiro lugar do comparativo em empate técnico com o NV7000.

PCMARK 10 – FULL SYSTEM DRIVE BENCHMARK
Neste teste, foi utilizada a ferramenta Storage Test e o teste “Full System Drive Benchmark”, que faz testes leves e pesados no SSD.

Dentre estes traces podemos observar testes como:
– Boot Windows 10
– Adobe After Effects: Iniciar a aplicação até estar pronto para uso
– Adobe Illustrator: Iniciar a aplicação até estar pronto para uso
– Adobe Premiere Pro: Iniciar a aplicação até estar pronto para uso
– Adobe Lightroom: Iniciar a aplicação até estar pronto para uso
– Adobe Photoshop: Iniciar a aplicação até estar pronto para uso
– Battlefield V: Tempo de carregamento até o menu iniciar
– Call of Duty Black Ops 4: Tempo de carregamento até o menu iniciar
– Overwatch: Tempo de carregamento até o menu iniciar
– Usando Adobe After Effects
– Usando Microsoft Excel
– Usado Adobe Illustrator
– Usando Adobe InDesign
– Usando Microsoft PowerPoint
– Usando Adobe Photoshop (Uso intenso)
– Usando Adobe Photoshop (Uso mais leve)
– Copiando 4 arquivos ISOs, 20GB ao total de um disco secundário (Teste de Escrita)
– Realizando a cópia do arquivo ISO (Teste de leitura-escrita)
– Copiando o arquivo ISO para um disco secundário (Leitura)
– Copiando 339 arquivos JPEG (Fotos) para o disco sendo testado (Escrita)
– Criando cópias destes arquivos JPEG (Leitura-Escrita)
– Copiando 339 arquivos JPEG (Fotos) para outro disco (Leitura)

Neste benchmark vamos que o Sabrent se saiu um pouco a frente do seu competidor NV7000 que possui uma construção interna idêntica.

TESTE DE PROJETO – Adobe Premiere Pro 2021
A seguir, utilizamos o Adobe Premiere para medir o tempo médio de abertura de um projeto de cerca de 16.5GB com resolução 4K, 120Mbps de bitrate, cheio de efeitos até que estivesse pronto para edição. Ressaltando apenas que o SSD testado é sempre como drive secundário sem o sistema operacional instalado, pois isso poderia afetar o resultado e geraria inconsistências.

Vemos que neste benchmark o Sabrent foi até o momento o SSD que conseguiu carregar mais rápido este projeto.

TESTE DE TEMPO DE CARREGAMENTO DE GAMES E WINDOWS
Fizemos uma comparação entre múltiplos SSDs e um HD, utilizando uma instalação limpa do Windows 10 Build 21H1 junto do GTA 5 abrindo o modo campanha. O teste consiste no melhor resultado após três boots seguidos do sistema, considerando o tempo total até finalizar na área de trabalho com o score informado pelo aplicativo. Por isso, é mais lento do que o boot até mostrar a tela da área de trabalho. 

Ao utilizarmos o jogo GTA V, vemos que ele teve basicamente o menor tempo de carregamento.

Podemos constatar acima que ele conseguiu apresentar bons resultados em comparação aos demais SSDs do comparativo embora a diferença prática entre eles seja bem superficial neste teste, pois, 5 segundos à mais para iniciar o sistema não atrapalha. Considerando que, neste programa consta deste o tempo de boot até o carregamento dos últimos drivers do OS. O que neste caso é feito uma instalação limpa com apenas drivers de sistema operacional, como de Rede, Wire-less + Bluetooth, Áudio, Drivers Nvidia, PCH dentre outros.

TESTE DE VELOCIDADE SUSTENTADA | SLC CACHING
Em boa parte de SSDs no mercado atualmente utiliza como base a tecnologia de SLC Caching, em que certo percentual de sua capacidade de armazenamento, seja ele MLC (2 bits p/ célula), TLC (3 bits p/ célula) ou QLC (4 bits p/ célula), é usado para armazenar apenas 1 bit por célula. No caso, é usada como um buffer de escrita e leitura, em que o controlador inicia a gravação e quando o Buffer se esgota ele escreve nas NAND Flash nativas (MLC / TLC / QLC).

Através do IOmeter, podemos ter uma ideia do volume de SLC cache deste SSD, já que o fabricante muitas vezes não informa este valor. Pelos testes que realizamos, foi possível constatar que ele possui um volume de pSLC Cache dinâmico, cerca de 112 GB, que conseguiu manter velocidade média de ~ 5811 MB/s até o fim do buffer, o que foi um ótimo resultado.

Após ele ter gravado 112GB, ele começou a escrever nos blocos programados nativamente como TLC, aonde gravou de 113 GB até 855 GB, apresentando velocidade média de 1996 MB/s, esta é sua velocidade nativa de gravação caso o pSLC Cache não estivesse presente neste SSD, o que é uma velocidade incrível para um SSD de 1 TB com 16 dies. Logo após ter gravado mais de 700 GB, quando começou a gravar de 856 GB até encher a unidade ele teve que começar a reorganizar os primeiros blocos que estavam configurados como pSLC, para TLC novamente, o que causa um overhead (sobrecarga) em seu controlador, que além de ter que continuar gravados os dados até encher a unidade tem que fazer esta reorganização para que o espaço fique disponível, este processo é conhecido como Copyback ou Datafolding.

Com isso sua velocidade despenca bastante como observamos no fim do gráfico, aonde apresentou-se uma média de 969 MB/s, mas que ainda sim, é uma velocidade respeitada tendo em vistas que vemos SSDs mesmo NVMe com velocidades terríveis. Ao fazermos uma média geral do pós-pSLC Cache aonde observamos a velocidade Nativa + velocidade em copyback, podemos constatar que teve uma velocidade bem acima dos demais SSDs do comparativo, mesmo em relação ao S70 Blade que também possui 16 Dies da Micron B47R.

Realizamos também um teste para ver quanto tempo o SSD levaria para recuperar parte de seu Buffer, nossa bateria de testes vai de 30 segundos até 2 horas em idle. E durante este período vemos que o SSD não conseguiu recuperar nem se quer 1 GB de espaço. Isto ocorre com diversos SSDs com controlador Phison E18 ao combiná-los com NANDs como B47R e B27B (B27B são Micron 96-Layers).

TESTE DE CÓPIA DE ARQUIVOS
Neste teste, será foi feita a cópia dos arquivos ISOs e do CSGO de uma RAM Disk para o SSD para ver como ele se sai. Foram utilizadas a ISO do Windows 10 21H1 de 6.25 GB (1 arquivo) e sua versão extraída com o Winrar para uma pasta contendo 1.874 arquivos menores juntos da Pasta de instalação do CS:GO de 25.2 GB. 

Neste teste vemos que ele teve o menor tempo para realizar esta transferência.

Ao utilizarmos esta mesma ISO descompactada para uma pasta e a imagem do jogo Counter Strike, vemos que ele apresentou novamente os melhores resultados de transferência.

TESTE DE TEMPERATURA
Neste trecho da análise, observaremos a temperatura do SSD durante um teste de stress, onde o SSD recebe arquivos de forma contínua, para podermos saber se houve algum thermal throtling com seus componentes internos que pudessem gerar algum gargalo ou perda de performance.

Como podemos constatar no gráfico acima, o SSD apresenta sintomas de thermal throtling devido não acompanhar um dissipador, a Sabrent felizmente oferece para quem possui interesse um dissipador bem robusto vendido separadamente, porém dissipadores de placas mães já são suficientes para eliminar este problema.

Conclusão

Levando tudo isso em conta, realmente será que vale a pena investir neste SSD?

Com certeza este SSD é digno de recomendação, pois pelo seu preço que ele cobra e sua faixa de desempenho é um baita SSD, que oferece garantia dentre diversos outros features que veremos a seguir.

VANTAGENS👍🏻

  • Velocidade Sequencial excepcionais
  • Velocidades Aleatória excelentes
  • Excelente resultados de latência
  • Excelente desempenho prático e em cenários profissionais
  • Oferece software de gerenciamento junto de software de clonagem
  • Construção interna impecável, excelente controlador junto dos melhores dies disponíveis
  • Upgrade de componentes internos
  • Volume de pSLC Cache de ótimo tamanho
  • Velocidade sustentada ótima.
  • Preço razoável
  • Bom nível de durabilidade
  • Garantia de 5 Anos global (1 Ano se não registrar)

DESVANTAGENS👎

  • Volume de pSLC Cache demora demais para se recuperar
  • SSD sofre thermal throtling em cargas mais excessivas ou extensas
  • Não possui criptografia

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