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[Review] SSD Sabrent Rocket 4 Plus 8 TB – Sera o fim dos HDs? O SSD de 8TB com dies TLC!

Hoje, testaremos um SSD NVMe da fabricante norte-americana Sabrent, do segmento topo de linha, modelo Rocket 4 Plus. Neste teste, constataremos o modelo de 8TB que nos enviaram, entretanto, recentemente, lançamos uma análise aprofundada das versões de 1TB e 4TB... Continue lendo!

Hoje, testaremos um SSD NVMe da fabricante norte-americana Sabrent, do segmento topo de linha, modelo Rocket 4 Plus. Neste teste, constataremos o modelo de 8TB que nos enviaram, entretanto, recentemente, lançamos uma análise aprofundada das versões de 1TB e 4TB.

Ele vem no formato M.2 com barramento de 64Gbps, ou seja, 4 linhas PCIe 4.0, protocolo NVMe 1.4 e capacidades que variam desde 500GB até 8TB. Seu preço geralmente se encontra próximo dos US$1.999,99, cerca de R$10.000 à R$12.799 no mercado nacional dependendo da loja, o que é um preço bem alto, mas considerando que se trata de um SSD NVMe 4.0 de 8TB TLC existente no mercado, teria como característica este preço alto.

Especificações do SSD

A seguir, informações um pouco mais detalhadas sobre o SSD a ser testado (unidade de 8TB):

Software SSD

Felizmente, a Sabrent oferece uma boa gama de programas para utilizarmos em seus SSDs, programas que vão desde leituras do SMART até opções mais avançadas como atualização de firmware.

Fora isto, a Sabrent possui também uma licença para o software “Acronis True Image“, que disponibiliza diversas funcionalidades, tais como: criação de imagens de backup, proteção contra-ataques de Ransomware, recuperação de imagens de disco, dentre diversas outras opções.

Unboxing

Nesta nossa unidade, foi enviada o SSD em uma embalagem preta contendo em sua parte frontal apenas uma foto ilustrativa do SSD junto do selo da Acronis que é fornecido gratuitamente pela Sabrent no valor de licença de U$30. Em sua parte traseira, podemos observar apenas seu código de barras com demais informações como número de serial do produto.

Construção e acabamento

Sobre sua construção interna, essa linha vem no formato M.2 2280, protocolo NVMe 1.4, vemos também que se trata de um SSD Dual-sided, ou seja, possui C.I.s apenas em ambos os lados, porém, as unidades de 500GB e 1TB são SSDs Single-Sided, possuindo NAND Flashs e DRAM Cache em seu PCB Frontal apenas.

Após removermos a fina chapa de cobre e seu adesivo traseiro, podemos ver os chips de armazenamento, DRAM Cache e seu controlador.

Controlador
O controlador do SSD é o responsável por fazer todo o gerenciamento de dados, over provisioning e garbage collection, dentre outras funções que ocorrem em segundo plano. E, é claro, faz com que o SSD tenha um bom desempenho.

Este SSD usa um controlador high-end da Phison: o PS5018-E18-41, modelo ISA ARM 32-bit de “5” núcleos Cortex® R5 (Penta-core) com processo de fabricação da TSMC de 12nm. Trabalha com clock de 1 GHz em seus núcleos principais. Neste caso, este controlador é comum em outros projetos de SSDs topo de linha como Corsair MP600 HydroX, MP600 Pro,  Galax Hall of Fame Extreme, os novos Aorus Xtreme dentre outros modelos.

Neste caso, trata-se de um controlador triple-core, ou seja, com 3 núcleos principais que fazem o gerenciamento das Nands, com suporte à tecnologia chamada “CoXprocessors” – que nada mais é que outro núcleo Dual-Core Cortex® R5 com frequência bem reduzida (geralmente 200~300 MHz) no intuito de realizar tarefas mais simples e preditivas, assim, é possível diminuir a carga dos 3 núcleos principais, além do consumo elétrico e dissipação de calor que pode gerar thermal throtling, tendo em vista que este SSD pode chegar a consumir quase 9W.  Uma destas funções, por exemplo, é cuidar de trechos repetitivos de códigos e funções de firmware que os núcleos principais não teriam necessidade de fazer, além de gerenciar o armazenamento de dados na DRAM Cache, enquanto isso, os núcleos principais são alocados para tarefas como Escrita/Leitura/Host.

Este controlador também possui suporte para até 8 canais de comunicação com barramento de até 1600 MT/s, aonde cada um desses canais possui suporte até 4 comandos Chip Enable, o que possibilita este controlador se comunicar com até 32 Dies simultaneamente utilizando a técnica de Interleaving.

DRAM Cache ou H.M.B.
Todo SSD topo de linha que visa oferecer um alto desempenho consistente necessita de um buffer para poder armazenar suas tabelas de mapeamento (Flash Translation Layer ou Look-up table), com isso, ele consegue ter desempenho aleatório melhor e ser mais responsivo.

Como podemos observar na imagem acima, este SSD de 4 TB utiliza dois C.I.s como DRAM Cache, sendo este Chip da SK Hynix modelo, “H5AN8G6NDJR-XNC”, que é um chip do tipo DDR4 de 8Gb de densidade (1 GB), totalizando 2GB, que opera em frequências de até 3.200 MT/s com latências CL-22-22-22, porém, devido à limitação do IMC integrado no próprio Phison E18, este Chip DRAM Cache opera em 2666 MT/s com latência menor também, aonde neste barramento, é a velocidade máxima de seu controlador de memória.

Certas pessoas iram pensar – Nossa, mas apenas 2GB para um SSD de 8TB? Não seria necessário 8GB para tal? De fato criou-se na indústria um padrão aonde para se armazenar 4 MiB de dados, ser necessários 4 KiB de dados de mapeamento, porém isto em um cenário muito incomum para um SSD, um típico SSD como este para uso convencional ou até certos ramos profissionais, se comportaria da mesma forma se tivesse 512 MB de DRAM Cache, o que para a esmagadora maioria dos casos é suficiente. Apenas em alguns cenários de escritas extensas em pequenas queue depths e utilizando blocos de tamanhos muito pequenas que o uso desses endereçamentos aumenta bastante, mas ainda sim muito menor do que os 2GB empregados neste SSD.

Portanto, ao tentar utilizar 8GB neste SSD de 8TB, ou 4GB no de 4TB aumenta-se drasticamente o custo do projeto, fazendo com que seu preço final seja menos atraente e gerando um número menor vendas devido ao alto preço, sendo que pelo fato de ter mais DRAM não afetaria em nada em seu desempenho de uso prático.

NAND Flash
Com relação a seus circuitos integrados de armazenamento, o SSD de 1TB possui 4 chips Nand flashs marcados como “TA8IG85AYV”. Tratam-se de Nands da fabricante japonesa Kioxia BiCS5, mais conhecida antigamente como Toshiba Memory, sendo neste caso dies de 1Tb (128GiB) contendo 112-Layers de dados sendo um total de 128-layers(gates) gerando uma “Array Efficiency” de 87.5%.

Neste caso estes dies conforme a publicação da Kioxia na ISSCC 2019 oferecem um desempenho de até 132 MB/s utilizando 4-planes junto de uma arquitetura CuA (Circuito sobre a Array). Porém, como poderemos ver a seguir, havia sido demonstrado Dies do tipo TLC de 512Gb (64GB), estes dies utilizados na unidade de 8TB são bem diferentes em comparação aos demonstrados na ISSCC de 2019.

Fonte: ISSCC 2019 – 13.5 A 512Gb 3-bit/Cell 3D Flash Memory on 128-Wordline-Layer with 132MB/s Write Performance Featuring Circuit-Under-Array Technology

Isso ocorre ao fato de que, a Kioxia decidiu cortar a quantidade de planes por cada die para que dessa forma pudesse focar em escala de produção e escalabilidade de dies por cada waffer, afinal, dies TLC com 4 planes seriam totalmente inviáveis para eles. Não apenas isso, mas este dies TLC além de serem apenas dual plane, gerando uma tremenda perda de desempenho, ainda não possui essa arquitetura CuA. Portanto, estes dies conseguiriam entregar cerca de 66 MB/s em um cenário ideal.

Neste SSD foi decidido utilizar dies do tipo 1Tb devido ao fato de que para atingir essa densidade de 8TB com dies 512Gb, seriam necessários 128 dies, o que geraria problemas insanos, tanto de consumo elétrico, quanto térmicos. Além de acabar ultrapassando alguns limites dos padrões M.2, aonde a altura de cada NAND Flash poderia ser maior que o permitido devido ao fato da necessidade de estacar 16 dies por cada NAND Flash.

Por isso, a Kioxia desenvolveu estes dies de 1Tb para tentar contornar estes problemas. Neste SSD podemos observar que cada NAND Flash é um 8 DP, ou seja cada NAND possui 8 dies de 1Tb, ou seja cada NAND Flash tem 1TB de capacidade. Para compensar ao fato de cortarem a quantidade de planes e sua arquitetura que foram “nerfadas” eles aumentaram a velocidade de barramento destes dies de 1066 MT/s que era oficialmente suportando segundo a Kioxia, para um barramento de 1200 MT/s.

Mas, mesmo assim, utilizando dies de 1Tb, teríamos um total de 64 dies, que é uma quantidade maior que o controlador suporta. Portanto, foi necessário novamente a utilização do comando M.D.S (Multi-Die-Select) que explicamos de forma mais aprofundada na análise de 4TB que pode ser encontrada a seguir.

[Review} SSD Sabrent Rocket 4 Plus 4TB

Exemplo Interleaving

Isso é necessário porque o controlador Phison E18 consegue se comunicar com até 32 dies utilizando a técnica de interleaving.

PMIC (Power Delivery)

Assim como qualquer componente eletrônico que exerce algum funcionamento, SSDs também possuem um nível de consumo de energia que pode variar desde poucos miliwatts  até próximo de 10 watts, beirando o limite de alguns conectores ou slots. O circuito responsável por todo gerenciamento de energia é o PMIC, que significa “Power Management IC“, um chip responsável por prover alimentação para demais componentes. Neste caso, vemos que o responsável neste SSD é o “PS6108-22“, que embora deva simbolizar “Phison“, é uma remarcação de algum outro C.I. que eu acredito ser algum Texas Instruments.

Ao lado deste C.I. vemos inúmeros indutores, capacitores, resistores dentre outros circuitos eletrônicos com foco em prover alimentação para os principais componentes do SSD.

CURIOSIDADES SOBRE O SSD SABRENT ROCKET 4 PLUS 8TB

Da mesma forma que circuitos integrados de memória RAM em um pente de memória sofrem variação, o mesmo ocorre com SSDs, nos quais há casos de mudanças de componentes como controlador e NAND flashs.

Neste caso felizmente esta unidade de 8TB não terá variantes com dies diferentes tendo em vista que é uma unidade com pouco volume de fabricação que não é encontrada com tanta facilidade.

METODOLOGIA DE TESTES
Nesta bateria de testes, serão utilizados softwares como Crystal Disk Mark, PCMark 10 (versão paga), IOmeter, 3DMark, ATTO Disk Benchmark, Adobe Premiere, além de utilizar o GTA V para teste de tempo de carregamento de games e tempo de carregamento de Boot do Windows 10 e 11 utilizando o Bootracer.

Importante ressaltar que, quaisquer breves mudanças no sistema operacional, plataforma utilizada seja Intel ou AMD, versão de drivers como Chipset, modelo de processador, modelo de placa mãe, versões do Sistema Operacional, podem gerar resultados com uma diferença deste apresentado, levando isto em conta, a seguir será listado todas as especificações da bancada utilizada, sendo que cada teste realizado foi aferido 3 vezes tendo utilizado a média de cada resultado.

BANCADA DE TESTES
– Sistema Operacional: Windows 10 Pro 64-bit (Build: 21H2) + Windows 11 Pro 64-bit (Build: 21H2)
– Processador: AMD Ryzen 9 5950X (16C/32T) (Frequência fixa em todos os núcleos, 4 GHz)
– Memória RAM: 2 × 16 GB DDR4-3200MHz CL-16 Netac (c/ XMP)
– Placa-mãe: Gigabyte X570s Aorus Elite AX (Bios Ver.: F5c)
– Placa de Vídeo: RTX 3050 Gigabyte Gaming OC (Drivers: 512.xx)
– Armazenamento (OS): SSD Sabrent Rocket 4 Plus 4TB (Firmware: R4PB47.3)
– SSD testado: SSD Sabrent Rocket 4 Plus 8TB (Firmware: R4PTLC.2)
– Versão drive Chipset AMD B550: 4.03.03.431.
– Windows: Indexação desabilitada para não afetar resultados dos testes.
– Windows: Atualizações do Windows updates desabilitados para não afetar resultados dos testes.
– Windows: A maioria dos aplicativos do Windows desabilitados de rodar em segundo plano.
– Teste Boot Windows: Imagem limpa com apenas drivers e todos os updates.
– Teste de pSLC Cache: O SSD é arrefecido por fans para não gerar thermal throtling, interferindo no resultado.
– Windows: Anti-Vírus desabilitado para diminuir variação de cada Rodada.
– SSDs Testados: Utilizado como disco secundário, com 0% de espaço sendo utilizado e outros testes com 50% de espaço utilizado para representar um cenário realista.
– Quarch PPM QTL1999 – Teste de consumo elétrico: Realizo com 3 parâmetros, em idle aonde o disco é deixado como secundário e após um tempo em idle é realizado a gravação por 1 hora e tirado a média.

CRYSTALDISKMARK
Realizamos testes sintéticos sequenciais e aleatórios com as seguintes configurações:

Sequencial: 2x 1 GiB (Blocos 1 MiB) 8 Queues 1 Thread

Aleatórios: 2x 1 GiB (Blocos 4 KiB) 1 Queue 1/2/4/8/16 Threads

Podemos observar que o Sabrent de 8TB em comparação à seus irmãos menores de 1TB e 4TB acabou ficando um pouco atrás no teste sequencial, mas nada tão absurdo.

Já ao testarmos suas latências, principalmente sua de leitura há uma diferença bem grande entre a combinação Phison E18 + dies B47R vs E18 + BiCS5. Neste caso as unidades de menor densidade oferecem um melhor desempenho em suas latências.

Ao testarmos com 4 threads alocados em 1 fila em testes aleatórios, constatamos que novamente ele apresentou bons resultados mas ainda sim, inferiores as unidades de 1TB e 4TB que testamos.

Com apenas 1 thread alocada a diferença em sua leitura foi ainda maior para as demais unidades, o que prova que este SSD com estes Dies BiCS5 foram bem capados.

Neste teste, foram feitas 3 configurações de acessos entre diversas configurações de queue depth desde QD1, que representa um uso cotidiano do dia a dia, quanto QD16, que já se torna bem surreal, mais comparável com ambientes virtualizados.

Com isso podemos observar que em em sua escrita ele alcança com facilidade os parâmetros do fabricante em cenários até inferiores aos testados, apenas em sua leitura que não consegue atingir este pico, mas novamente são cenários não tão irrealistas quanto os fabricantes disponibilizam.

ATTO Disk Benchmark QD1 e QD4

Realizamos um teste utilizando o ATTO para observar a velocidade dos SSDs em determinados tamanhos de blocos diferentes. Neste benchmark, foi configurado da seguinte forma:

Blocos: de 512 Bytes até 8 MiB

Tamanho do arquivo: 256MB

Queue Depth: 1 e 4.

O ATTO disk benchmark é um software que faz um teste de velocidade sequencial com arquivos comprimidos, ou seja, para uma simulação em uma carga de transferência de dados como no Windows, geralmente vemos algo em torno dos blocos de 128KB à 1 MiB, agora podemos observar que em pequenos blocos ele se sai de forma bem semelhante aos demais SSDs, e conforme os blocos aumentam, sua leitura ele dispara junto dos outros Sabrents.

Agora ao alocarmos apenas 1 thread, o mesmo aconteceu sendo que a diferença entre os SSDs caiu ainda mais.

3DMark – Storage Benchmark

Neste benchmark, são realizados diversos testes voltados a armazenamento, incluindo testes de carregamento de games como Call of Duty Black Ops 4, Overwatch, gravação e streaming com o O.B.S. de uma gameplay à 1080p 60 FPS, instalação de alguns games e transferências de arquivos de pastas de games.

Ao utilizarmos o 3DMark que é uma excelente ferramenta que possui diversos traces bem realísticos e comuns do dia a dia. Podemos observar que o SSD de 8TB ficou bem para trás dos demais SSD do mesmo line-up, tendo um desempenho similaro ao S70 Blade.

PCMARK 10 – FULL SYSTEM DRIVE BENCHMARK
Neste teste, foi utilizada a ferramenta Storage Test e o teste “Full System Drive Benchmark”, que faz testes leves e pesados no SSD.

Dentre estes traces podemos observar testes como:
– Boot Windows 10
– Adobe After Effects: Iniciar a aplicação até estar pronto para uso
– Adobe Illustrator: Iniciar a aplicação até estar pronto para uso
– Adobe Premiere Pro: Iniciar a aplicação até estar pronto para uso
– Adobe Lightroom: Iniciar a aplicação até estar pronto para uso
– Adobe Photoshop: Iniciar a aplicação até estar pronto para uso
– Battlefield V: Tempo de carregamento até o menu iniciar
– Call of Duty Black Ops 4: Tempo de carregamento até o menu iniciar
– Overwatch: Tempo de carregamento até o menu iniciar
– Usando Adobe After Effects
– Usando Microsoft Excel
– Usado Adobe Illustrator
– Usando Adobe InDesign
– Usando Microsoft PowerPoint
– Usando Adobe Photoshop (Uso intenso)
– Usando Adobe Photoshop (Uso mais leve)
– Copiando 4 arquivos ISOs, 20GB ao total de um disco secundário (Teste de Escrita)
– Realizando a cópia do arquivo ISO (Teste de leitura-escrita)
– Copiando o arquivo ISO para um disco secundário (Leitura)
– Copiando 339 arquivos JPEG (Fotos) para o disco sendo testado (Escrita)
– Criando cópias destes arquivos JPEG (Leitura-Escrita)
– Copiando 339 arquivos JPEG (Fotos) para outro disco (Leitura)

Já ao utilizarmos o mais conhecido PCMark10 com a suite de testes de Storage mais voltado ao ramo profissional com diversas traces de mundo real, podemos novamente observar que o Sabrent de 8TB tem conseguido uma performance mais semelhante ao S70 blade do que os demais Sabrents de 1TB e 4TB.

TESTE DE PROJETO – Adobe Premiere Pro 2021
A seguir, utilizamos o Adobe Premiere para medir o tempo médio de abertura de um projeto de cerca de 16.5GB com resolução 4K, 120Mbps de bitrate, cheio de efeitos até que estivesse pronto para edição. Ressaltando apenas que o SSD testado é sempre como drive secundário sem o sistema operacional instalado, pois isso poderia afetar o resultado, gerando inconsistências.

Ao carregarmos este projeto do premiere no Sabrent de 8TB podemos observar que ele apresentou resultados incríveis ficando em um empate técnico com o WD Black SN850 de 1TB que analisamos recentemente.

TESTE DE TEMPO DE CARREGAMENTO DE GAMES E WINDOWS
Fizemos uma comparação entre múltiplos SSDs e um HD, utilizando uma instalação limpa do Windows 10 Build 21H1 junto do GTA 5 abrindo o modo campanha. O teste consiste no melhor resultado após três boots seguidos do sistema, considerando o tempo total até finalizar na área de trabalho com o score informado pelo aplicativo. Por isso, é mais lento do que o boot até mostrar a tela da área de trabalho. 

Ao utilizarmos o jogo GTA V, vemos que ele teve um resultado incrível que deu para perceber em comparação aos demais SSDs, o que foi um excelente ponto positivo.

Podemos constatar acima que ele conseguiu apresentar resultados “OK”, mas acabou ficando para trás dos demais SSDs do comparativo, porém, alguns segundos à mais para iniciar o sistema não atrapalham ninguém. Considerando que, neste programa consta deste o tempo de boot até o carregamento dos últimos drivers do OS. O que neste caso é feito uma instalação limpa com apenas drivers de sistema operacional, como de Rede, Wire-less + Bluetooth, Áudio, Drivers Nvidia, PCH dentre outros.

TESTE DE VELOCIDADE SUSTENTADA | SLC CACHING
Boa parte de SSDs no mercado atualmente utiliza como base a tecnologia de SLC Caching, em que certo percentual de sua capacidade de armazenamento, seja ele MLC (2 bits p/ célula), TLC (3 bits p/ célula) ou QLC (4 bits p/ célula), é usado para armazenar apenas 1 bit por célula. No caso, é usada como um buffer de escrita e leitura, em que o controlador inicia a gravação e quando o Buffer se esgota ele escreve nas NAND Flash nativas (MLC / TLC / QLC).

Através do IOmeter, podemos ter uma ideia do volume de SLC cache deste SSD, já que o fabricante muita vezes não informa este valor. Pelos testes que realizamos, foi possível constatar que ele possui um volume de pSLC Cache dinâmico, cerca de 880GB à 888GB, que conseguiu manter velocidade média de ~ 5975 MB/s até o fim do buffer, o que foi um ótimo resultado.

Após ele ter gravado 880GB, ele começou a escrever nos blocos programados nativamente como TLC, aonde gravou de 884GB até 6572GB, o que representa sua velocidade nativa cuja média foi de 1015 MB/s, logo após, começou o processo de datafolding/copyback, onde ele precisou reprogramar os blocos que estavam como pSLC de volta para TLC, o que gera um overhead maior e uma maior queda de performance, onde sua velocidade média despencou para cerca de até 663 MB/s.

Já sua média geral pós pSLC Cache foi de 917MB/s ficando acima do Netac NV5000 que testamos recentemente porém muito abaixo da unidade de 1TB da própria Sabrent.

Realizamos também um teste para ver quanto tempo o SSD levaria para recuperar parte de seu Buffer e, no decorrer da nossa bateria de testes, que vai de 30 segundos até 2 horas em idle, utilizando o TRIM e gargabe collection vs TRIM/GC não utilizados. Ao testar sem utilizar o TRIM, podemos observar que o SSD não foi capaz de recuperar nenhum de seu volume de pSLC Cache. Porém com apenas 30 segundos em idle após rodar o TRIM ele consegue recuperar seu volume de forma completa.

TESTE DE CÓPIA DE ARQUIVOS
Neste teste, será foi feita a cópia dos arquivos ISOs e do CSGO de uma RAM Disk para o SSD para ver como ele se sai. Foram utilizadas a ISO do Windows 10 21H1 de 6.25GB (1 arquivo) e sua versão extraída com o Winrar para uma pasta contendo 1.874 arquivos menores juntos da Pasta de instalação do CSGO de 25.2GB. 

Ao utilizarmos a imagem do windows 10 compactada para um arquivo .rar podemos observar que ele apresentou novamente bons resutados similares ao WD Black.

Ao descompactarmos a pasta para 1874 arquivos, podemos observar que ele conseguiu subir no ranking atingindo o primeiro lugar neste benchmark.

Agora ao passarmos a utilizar uma pasta de um game bem mais pesada, ele conseguiu novamente alcançar a primeira posição do comparativo.

TESTE DE TEMPERATURA
Neste trecho da análise, observaremos a temperatura do SSD durante um teste de stress, onde o SSD recebe arquivos de forma contínua, para podermos saber se houve algum thermal throtling com seus componentes internos que pudessem gerar algum gargalo ou perda de performance.

Devido a grande quantidade de dies e seu imenso volume de pSLC Cache, o SSD sofre thermal throttling pesado até mesmo antes de seu volume de pSLC Cache acabar, aonde suas velocidades caem para cerca de 25 MB/s até se estabilizarem próximos dos 250 – 400 MB/s. Portanto recomendo que ao utilizarem este SSD, seja utilizado um dissipador eficiênte.

CONSUMO ELÉTRICO E EFICIÊNCIA

SSDs da mesma forma que diversos outros componentes do nosso sistema tem um determinado consumo elétrico. SSDs mais eficiêntes conseguem realizar tarefas que foram requisitadas de forma rápida e com um consumo relativamente baixo, para que assim consiga transitar novamente para seus power states em idle aonde tende a ter um consumo menor.

Agradecimento especial a Quarch Solutions por terem enviado esta unidade para testes

Neste trecho da análisem utilizaremos o Quarch Programmable Power Module que a Quarch Solutions nos enviou (foto acima) para realizar estes testes e verificar o quão eficiente o SSD é. Nesta metodologia serão realizados 3 testes: O consumo máximo que o SSD possui, uma média em cenários práticos e casuais e em idle.

Este conjunto de teste, especialmente o de eficiência e em idle são importantes principalmente para usuários que pretendem utilizar drives em laptops, pois SSDs ficam a esmagadora maioria do tempo em power states de baixo consumo (Idle), portanto, isso ajuda e muito a economizar bateria.

Podemos observar que em comparação as demais unidades de 1TB e 4TB, fez com que o de 8TB ficasse para trás do quesito eficiência devido a seu consumo médio e médio ter ficado geralmente acima das demais unidade além de que o througput da unidade de 8TB é inferior as demais unidades.

Ao observarmos o consumo máximo dos SSDs, podemos ver que a unidade de 8TB teve um consumo de mais de 8.5W ficando apenas atrás da unidade de 4TB, que pelo fato de ter um throughput bem maior fez com que seu consume disparasse também.

Já em sua média, ao realizarmos uma transferência de uma pasta de mais de 200GB, observamos que o SSD de 8TB teve o pior resultado, tendo um consumo médio maior que os demais SSDs do comparativo.

Agora no teste mais importante, que seria em Idle, devido ao fato de que na esmagadora maioria das vezes que usamos nossas máquinas, o controlador se encontra-se em power states de baixo consumo ou em idle states. Com isso podemos ver que ele conseguiu ser mais eficiência que outras unidades, como a de 4TB e outros SSDs Gen 4, o que foi um resultado satisfatório.

Conclusão

Levando tudo isso em conta, realmente será que vale a pena investir neste SSD?

Sem sobra de dúvidas este SSD é para um mercado de nicho extremo, portanto, não é um SSD para qualquer pessoa, mas levando isso em conta, para este nicho de mercado será que ele vale a pena? Por seu “custo x GB” não muito, devido ao fato que já existem unidades de 8TB com dies QLC, que embora sejam muito mais lentos, possuem um custo muito menos “agressivo”, mas caso não queiram deixar de extrair a performance máxima de um SSD PCIe 4.0, sim, ai valeria a pena.

Mas quem estiver a procura de um SSD 4.0 de alta densidade, ainda recomendo irem nas unidades de 2TB ou 4TB que utilizam dies melhores que estes BiCS5.

VANTAGENS

  • Velocidade Sequencial satisfatórias em relação aos demais SSDs 4.0
  • Velocidades Aleatória OK em alguns cenários
  • Latências OK, principalmente em sua escrita, leitura foi meio elevada
  • Desempenho prático para uso diário e até alguns cenários profissionais
  • Construção interna ótima, utiliza um excelente controlador com bons Dies TLC, mas inferiores aos B47R
  • Volume de pSLC Cache imenso
  • Velocidade sustentada de escrita pos pSLC Cache boa
  • Acompanha Bundle de Software de gerenciamente bem completo
  • Boa durabilidade
  • Garantia de 5 anos Global (1 Ano senão se registrar no site)

DESVANTAGENS

  • Sofre Thermal throttling pesado em cargas muito pesadas ou intensas de escrita.
  • Volume de pSLC Cache é meio demorado para se recuperar
  • Não possui criptografia
  • Não é muito eficiênte em termos de consumo, sendo meio elevado em comparação à demais modelos
  • Custo elevado

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