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GIGABYTE RTX 3050 Gaming OC – Testamos uma das poucas versões triple-fan disponíveis para esse modelo!

Nesse review irei analisar a GIGABYTE RTX 3050 GAMING OC, que se trata do modelo "porta de entrada” para a arquitetura ‘Ampere’, que marcou sua estreia com os modelos RTX3090 e RTX3080 em setembro de 2020 e assim como esses modelos maiores, também traz consigo suporte a Ray Tracing e DLSS... Continue lendo!

Fala pessoal, beleza?

Nesse review irei analisar a GIGABYTE RTX 3050 GAMING OC, que se trata do modelo “porta de entrada” para a arquitetura ‘Ampere’, que marcou sua estreia com os modelos RTX3090 e RTX3080 em setembro de 2020 e assim como esses modelos maiores, também traz consigo suporte a Ray Tracing e DLSS.

Da embalagem, ela traz uma ilustração de um olho “robótico” na frente da caixa e atrás, oferece destaque a alguns atributos da placa com o backplate metálico e o cooler “triple-fan” com dois heatpipes.

A RTX 3050 vem acomodada dentro de uma caixa de papelão forrada com espuma e o único acessório que acompanha o produto é o manual.

O cooler utilizado é uma unidade dual-slot com três fans de 80 mm e possui iluminação apenas no “GIGABYTE” localizado na parte superior da carcaça. O comprimento da placa é de pouco mais que 28 cm, o qual não deve ser problema em boa parte dos gabinetes modernos, com exceção dos sistemas mais compactos, também conhecidos como SFF (Small Form Factor).

O TDP é de 130W e ela utiliza apenas um conector de força de 8-pinos, que está posicionado mais ao centro da placa por conta do PCB ser mais curto que o sistema de refrigeração.

No espelho traseiro, a GIGABYTE optou por oferecer 2x Displayport e 2x HDMI, o que está dentro do esperado para uma placa moderna como essa.

Sobre a garantia, infelizmente, a GIGABYTE optou por incluir o “infame” lacre no parafuso da placa, o que é um ponto sensível caso alguém pretenda desmontar a placa para fazer a limpeza/manutenção ou montar um water block ainda dentro do prazo de garantia, algo que conforme consta no site do fabricante, é de 36 meses (3 meses legal e 33 contratuais).

A respeito do dissipador utilizado, o fabricante optou por um design usando dois heatpipes de contato direto com a GPU, onde essa base também faz a dissipação de calor das memórias, cujo contato é feito usando “thermal pads”. Sobre o “backplate”, ele não possui “thermal pads”, portanto, tem apenas função estética e de dar maior rigidez a placa.

Sobre o PCB, como foi dito anteriormente, ele é bastante compacto e na parte da frente é possível ver a GPU GA106 com os quatro chips de memória GDDR6, o VRM de 5 fases para a GPU, uma fase para as memórias e o conector de força, enquanto na parte de trás, se encontram logo atrás do chip gráfico alguns capacitores responsáveis pela filtragem da tensão de saída do VRM, o controlador PWM da GPU e também o shunt responsável por medir a corrente exigida do slot PCI-E.

Cabe lembrar que esse PCB também pode ser utilizado pelo fabricante até nas RTX 3060 Ti, onde provavelmente, ele deve vir com todas as fases do VRM “populadas”, além de oito chips de memória e a GPU GA104.

Assim com as demais GPUs Ampere, o GA106 também é fabricado pela Samsung em uma variante do seu processo de 8 nm otimizada para uso da NVIDIA, a qual é denominada “8N”, e possui die size de 276 mm², sendo pouco menor até que o TU116, que é o chip da geração anterior utilizada nas GTX1660 (e variantes) e GTX1650 Super e que não possui suporte a RT.

Os chips de memória GDDR6 são os Micron MT61K512M32KPA-14:C de 14 Gbps e densidade de 16 Gb, onde a página com suas especificações pode ser encontrada nesse link e como foi dito anteriormente, foram utilizados quatro desses chips em um barramento de 128-bits perfazendo um total de 8 GB de memória.

Em termos funcionais, a variante do GA106 utilizado na RTX 3050 é o GA106-150-KA-A1, que vem com 20 SMs ativados, o que corresponde a 2560 CUDA Cores, 80 TMUs, 32 ROPs, 80 Tensor Cores e 20 RT Cores, em outras palavras, dos três GPCs disponíveis no GA106, apenas dois são ativados na RTX 3050.

Sobre o VRM da placa, são 5 fases para a GPU, onde foi adotado o controlador NCP81610. A respeito do estágio de potência, a GIGABYTE optou por utilizar powerstages ONSemi NCP302155, cuja corrente máxima suportada é de 55A e considerando uma frequência de chaveamento de 500KHz e tensão de saída de 1V, para uma corrente de 100A (GPU completamente em stock) a dissipação térmica do VRM deve ficar na casa dos 9W, para 120A (Overclock) em 12,5W e por fim, para um cenário de overclock ainda mais agressivo com modificações para remover o Power Limit e incremento de tensão da GPU, 160A, uma dissipação de 17.5W, o que requer maiores cuidados com a refrigeração nesse último caso, apesar desse VRM ainda ser suficiente mesmo nesse caso.

No estágio de filtragem, foram utilizados vários capacitores de polímero de alumínio de 820uF montados na parte da frente e 3 SP-CAPs, que também são de polímero de alumínio, porém, em formato SMD, na parte de trás da placa. Os indutores utilizados nos estágios de alimentação da GPU são de 0.15uH.

Feitas as apresentações, vamos às configurações utilizadas e aos resultados!

Configurações utilizadas:

CPU: Core i9 12900K (Obrigado Terabyteshop!)

MOBO: ASUS Maximus Z690 Apex (Obrigado Terabyteshop!)

RAM: 2x8GB Asgard Freyr T3 5200 CL36

VGA: GIGABYTE RTX 3050 Gaming OC (Obrigado Gabriel Ferraz!)

STORAGE: SSD Netac N530S 240 GB + Kingston UV500 960 GB (Obrigado Terabyteshop!)

PSU: Antec Neo Eco 520W

SOFTWARE: Windows 11 (NVIDIA 516.94), GPU-Z 2.47.0, 3DMark, Blender 3.1.2, Unigine Superposition, Shadow of Tomb Raider, Cyberpunk 2077 v1.52

EQUIPAMENTOS EXTRAS: FLIR One LT e termometro GM1312.

Objetivo dos testes:

Avaliar como a GIGABYTE RTX 3050 Gaming OC 8 GB se sai com a solução de refrigeração padrão, desempenho em alguns jogos e por fim, seus resultados em benchmarks competitivos. Explicações acerca da metodologia adotada ou de como os testes foram conduzidos estão contidas nos textos que acompanham os resultados a seguir.

Resultados:

Primeiramente, vamos ver como o sistema de refrigeração da GIGABYTE se sai. Para fazer todos esses testes, foi utilizado o Unigine Superposition no preset “4K Optimized”, que é um benchmark suficientemente longo (cerca de 3 minutos de duração) e que simula bem uma carga de “uso real” do GPU, em outras palavras, não é um “power virus” como o Furmark que estressa a VGA a níveis irreais e normalmente faz a placa entrar em throttling por comando do ‘driver’. Para esses resultados, o ‘driver’ foi mantido nas configurações padrão e o i9 12900K estava rodando em stock com as memórias na configuração padrão XMP (5200 CL36).

Temperatura/FLIR:

No gráfico abaixo, temos os resultados obtidos para diferentes configurações de clock e rotação do fan, onde a temperatura ambiente no dia dos testes foi de 20ºC sendo essa informação de suma importância para a interpretação dos resultados e mesmo para quem quiser ter uma ideia dos deltas.

Os testes foram conduzidos com a placa completamente em stock, stock com FAN @ 100% e PL 126%, que é o máximo permitido para essa placa, overclock com FAN @ 70% e 100%, onde os 70% foram escolhidos por conta do nível de ruído ainda ser bem aceitável para uso diário com esse parâmetro.

Um ponto importante é que a NVIDIA agora também apresenta leitura de temperatura de “Hot Spot”, porém, diferente da AMD, ela continua utilizando a temperatura de borda, que é a leitura que sempre existiu, para determinar o funcionamento do GPU Boost, de todo modo, esse novo sensor pode ser útil para verificar se a montagem do cooler ou aplicação de pasta térmica estão OK.

Também é importante ressaltar que esses testes aqui foram todos conduzidos em bancada e que a temperatura “ambiente” dentro de um gabinete tende a ser maior que a temperatura ambiente de fato, o que é um detalhe importante caso alguém venha a tentar reproduzir os resultados aqui apresentados.

Dos resultados mostrados acima, é possível verificar que a solução de refrigeração original da placa foi capaz de entregar bom desempenho em qualquer uma das situações testadas, apresentando no pior cenário 69 °C para a GPU e 82,3 °C para o Hot Spot e permanecendo ali nos 65.3ºC em stock, o que é aceitável, afinal, mesmo com uma temperatura ambiente de 30 ºC, a temperatura da GPU ainda permaneceria abaixo dos 80ºC, um resultado bastante decente.

Para validar a temperatura das memórias e VRM, foi utilizado a FLIR One LT e como é de praxe, foram registradas as temperaturas na parte de trás do PCB, onde para se fazer isso, foi removido o backplate da placa. Em ambos os casos, as imagens foram capturadas no último loop do Unigine Superposition com a placa em stock e depois no “pior caso testado”, que foi com FAN @ 70% e overclock. A temperatura ambiente no momento desses testes foi de 25 °C.

Com a placa trabalhando nessas condições, foi verificado uma máxima de 59 °C para o VRM e 64,1 °C para as memórias, o que são resultados excelentes e que definitivamente não representam problemas a longo prazo para os componentes utilizados, inclusive, teoricamente, com margem para ir além.

Temperatura/Frequência:

Na galeria abaixo, é possível verificar comportamento detalhado da placa em termos dos clocks e temperaturas ao longo do benchmark:

A RTX 3050 apresentou grande estabilidade na frequência de operação ao longo dos testes, com as oscilações na frequência que ocorreram com a placa em stock desaparencendo ao se aumentar o Power Limit, que no caso dessa placa, permite subir até os +126%, algo que se mostrou mais do que o suficiente para tirar o Pwr “PerfCap” da jogada.

Benchmarks:

Sobre os benchmarks, foram escolhidos o Blender, Cyberpunk 2077, Shadow of the Tomb Raider (SOTTR) e o Unigine Superposition 4K, ou seja, uma aplicação profissional, dois jogos com suporte as ultimas tecnologias e um benchmark sintético.

  • No Blender, foi utilizado o demo do BMW, onde apenas como referencia, foi incluso o resultado do i9 12900K em stock. Aqui, o perfil de overclock na RTX 3050 foi de +220 para GPU, +1400 para RAM, PL +126% e FAN 70% e foi utilizado OptiX para a renderização.
  • No Cyberpunk 2077, foi utilizada a versão 1.52 do jogo, rodando em 1080p com o preset “High” com os testes em RT ativando todas as opções relativas ao efeito com as luzes no médio e DLSS no modo “Quality”. Para obtenção desses números, foi utilizada a ferramenta de benchmark que recentemente foi incluida no jogo.
  • Para o SOTTR, foi utilizada a ferramenta de benchmark inclusa, em 1080p + preset “High” + TAA e com as configurações abaixo para o teste com RT+DLSS:

Resultados:

Sobre o desempenho apresentado, a RTX 3050 apresentou números bastante razoáveis nesses testes, com o Cyberpunk ficando no limite no jogável ao se ativar o “Ray Tracing”, com o DLSS salvando a pátria. Por ter usado resolução de 1080p, o DLSS foi mantido no perfil “qualidade”, de modo a não comprometer muito a qualidade da imagem.

A respeito dos ganhos com overclock, ficaram na casa dos 10 até os 15% para esse exemplar, o que é até que significativo, valendo a pena gastar um tempinho fazendo esses ajustes. Cabe lembrar que os ganhos podem variar com a qualidade do seu exemplar, afinal, não são todas as placas que conseguem rodar 2200 MHz na GPU como essa daqui foi capaz.

Benchmarks competitivos:

E por fim, sobre os resultados obtidos nos benchmarks competitivos, usando o sistema de refrigeração padrão e sem nenhuma modificação física na placa, foi possível chegar no topo do ranking do HWBOT em virtualmente todos os testes, com exceção do Fire Strike Ultra, o que muito provavelmente seria possível de se obter caso tivesse utilizado um sistema operacional mais adequado ao propósito, como por exemplo, o Windows 10 Ghostspectre.

Conclusão:

Diante do apresentado, foi possível chegar nos seguintes pontos:

A GIGABYTE RTX 3050 Gaming OC se mostrou uma placa muito decente do ponto de vista do sistema de refrigeração, o qual apresentou desempenho satisfatório a um nível de ruído aceitável, no caso, em stock com o fan na configuração automática, a temperatura da GPU ficou nos 65,3 °C enquanto o Hot Spot não excedeu os 77,4 °C, enquanto com o overclock e fans travados em 70% foram reportados 69 °C e 82,3 °C. Apesar dessas marcas terem sido obtidas com temperatura ambiente de apenas 20 ºC, esses resultados são bons o suficiente para garantir que mesmo acima dos 30 ºC, a placa continuaria apresentando bons resultados térmicos.

No que diz respeito a temperatura do VRM e memórias, novamente, os bons resultados se repetiram, com o VRM não excedendo os 60 ºC nem mesmo no pior dos casos, com as memórias ficando nos 64.1 ºC, o que é excelente

Sobre os componentes utilizados no VRM, a GIGABYTE optou por utilizar modernas “powerstages” fornecidas pela OnSemi que por serem componentes altamente integrados, apresentam maior eficiência em relação ao que um arranjo utilizando mosfets discretos normalmente consegue, no caso, às cinco fases se mostraram suficientes para uso da placa em stock ou overclock.

A respeito do desempenho, a RTX 3050 apresentou desempenho interessante nas aplicações em que foi testada, com o DLSS tornando jogos como o Cyberpunk jogáveis em 1080p com o RT ativado, ainda que no caso desse jogo em especifico, ela tenha ficado meio que no limite. De todo modo, a RTX 3050 garante desempenho satisfatório para resolução até 1080p sem RT, com o recurso podendo ser ativado se combinado ao DLSS.

Os ganhos com overclock também foram consideráveis, ficando entre 10 e 15% a depender da situação, claro, aqui é necessária a ressalva de que os resultados podem variar conforme a qualidade do exemplar.

Nos benchmarks competitivos, essa RTX 3050 da GIGABYTE simplesmente foi lá e dominou a categoria no HWBOT, isso sem precisar recorrer a modificações no hardware ou sistema de refrigeração mais sofisticado, o que deixa no ar a dúvida a respeito do que ela seria capaz de fazer com overclock extremo. 2400? 2500MHz? 😉

A respeito do preço, a GIGABYTE RTX 3050 Gaming OC pode ser encontrado no mercado nacional com preços entre 2200 e 2300 reais, o que é um pouco mais do que o pedido em outros modelos, onde essa é uma das únicas 3050 “triple fan” do mercado e que apesar de ter apresentado bom desempenho térmico nos testes, não implica automaticamente superioridade sobre modelos “dual fan”, de todo modo, se você procura uma placa com qualidade de construção decente, visual “imponente” e não se importa de pagar um pouco a mais por isso, então, essa placa da GIGABYTE definitivamente irá te agradar!

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2 comentários

    1. Olá Pedro,

      E realmente não faz sentido, esse é aquele modelo para quem quer o visual “robusto” do cooler grandão com 3 fans, mesmo pagando algo a mais por isso, conforme disse na conclusão.

      Ao menos ela entrega boas temperaturas, o que talvez seja mérito do TDP relativamente baixo dessa GPU, e é até que silenciosa, porém, nem sempre as coisas dão muito certo quando os fabricantes resolvem adotar esse tipo de solução mais estética do que prática, tipo essa RTX 2060:

      https://theoverclockingpage.com/2020/01/31/review-colorful-igame-rtx2060-ultra-v/

      Curtir

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