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[Review] Thermal Grizzly Carbonaut – Testando mais um thermal pad reaproveitável para CPU !

Nesse artigo irei testar o Carbonaut, que se trata de um "thermal pad" da Thermal Grizzly, o qual, segundo a fabricante, além de ser reutilizável, promete competir em desempenho com as pastas térmicas de gama média... Continue lendo!

Fala pessoal, beleza?

Nesse artigo irei testar o Carbonaut, que se trata de um “thermal pad” da Thermal Grizzly, o qual, segundo a fabricante, além de ser reutilizável, promete competir em desempenho com as pastas térmicas de gama média.

O Carbonaut vem na tradicional embalagem “Zip Lock” utilizada nos produtos da Thermal Grizzly, onde na parte da frente, temos destaque ao nome do produto, marca e descrição, enquanto na traseira, consta uma lista com suas características escritas em dez idiomas distintos. Interessante notar no logo “Carbonaut” a referência a estrutura cristalina hexagonal, comum a diversos compostos baseados em carbono, como o grafite ou mesmo a fibra de carbono.

Acompanham o conjunto um manual para instalação e cartão com um código que pode ser utilizado para checar a autenticidade do produto.

O “thermal pad” vem protegido por espumas dentro da caixinha, o qual é recomendável que guardem com carinho para conservar o produto enquanto ele não estiver em uso.

Muito diferente do IC Graphite, o Carbonaut tem “consistência” muito similar as flanelas utilizadas para fazer a limpeza de telas, apresentando espessura de apenas 0,2 mm, o que requer algum cuidado para não danificá-lo durante o manuseio.

A unidade desse teste tem medidas de 38×38 mm, o qual segundo o fabricante é adequado para uso nas CPUs LGA20XX e AMD, porém, ele ainda é oferecido em diversas outras medidas como 32×32, 51×68, 25×25 e 31×25, as quais são adequadas a outras CPUs e até mesmo GPUs.

Sobre a condutividade térmica, a Thermal Grizzly diz que a condutividade térmica do Carbonaut é de 62,5 W/mK, o que está ali na casa do oferecido por produtos baseados em ligas de Gálio-Índio, o famoso “metal líquido”, porém, cabe lembrar que a função desses compostos é justamente ocupar as irregularidades das superfícies da CPU e da base do dissipador com algo de maior condutividade do que o ar, ou seja, quanto menor a espessura da camada desse material, melhor será o desempenho.

Sabendo disso e de que a espessura do Carbonaut é de 0,2 mm, o que apesar de parecer bem pouco ainda é consideravelmente maior do que a da aplicação da pasta térmica/metal líquido, torna-se claro o porquê do fabricante prometer desempenho de compostos térmicos de gama média, mesmo considerando a condutividade térmica muito maior desse “thermal pad”.

Aplicação é ridiculamente simples, onde é necessário apenas colocar o Carbonaut sobre a CPU e instalar o sistema de refrigeração, lembrando que ele é condutivo, portanto, é bom ficar atento para que o seu contato fique restrito apenas ao IHS do processador e bem longe de componentes SMD, algo que talvez seja um problema maior para os novos Ryzen 7000.

Caso alguém se interesse, aqui está o link para a página do produto no site do fabricante, então, vamos à configuração utilizada e aos resultados obtidos!

Configuração utilizada:

CPU:AMD Ryzen 7 2700X (obrigado AMD!)

MOBO: ASUS TUF X570-Plus Gaming (Obrigado Terabyteshop!)

RAM: 2×8 GB Crucial Ballistix LT 3200CL16

GPU: ASRock Radeon RX 5700 XT 8 GB

PSU: Seasonic SS-750AM

COOLER: XPG Levante 240 mm (Obrigado XPG!), Thermal Grizzly Carbonaut, IC Graphite e GD900-1

SSD: Sandisk 120 GB

Software: Windows 10 x64, Blender 3.1.2, HWiNFO 7.26.

Objetivo dos testes:

Determinar se o Thermal Grizzly Carbonaut realmente consegue entregar o desempenho prometido, comparando-o com outra alternativa de “thermal pad” e uma pasta térmica acessível de média gama. Mais detalhes acerca da metodologia e de como foram conduzidos os testes estão contidos nos textos a seguir.

Resultados:

Para esses testes, foi utilizado o Ryzen 7 2700X @ 4.1GHz 1.3375V LLC 3 e VDDSOC 1.025V com memória configurada em 3200MHz XMP, onde foi utilizado o Blender renderizando o demo “Classroom” por 30 minutos para obtenção dos resultados.

Em relação a GD900-1, foi testada uma passada logo após a aplicação e montagem do cooler e outra no outro dia, após mais alguns ciclos “esquenta-esfria”, intercalando um período de 40 minutos em “idle” e 40 minutos de estresse no AIDA. A ideia disso é verificar se a pasta térmica em questão possui algum tempo de cura, ou seja, se existe alguma diferença de desempenho entre o produto recém-aplicado e após alguns ciclos térmicos.

O gráfico abaixo se refere ao delta T (ΔT), que se trata da diferença entre a temperatura do CPU (no caso) e a ambiente, retirando assim esse ultimo fator da jogada.

No final das contas, o Carbonaut acabou abrindo uma vantagem de razoáveis 4,57 °C sobre o IC Graphite, o que provavelmente pode ser explicado pela maior condutividade térmica do primeiro, afinal, ambos são “thermal pads” reaproveitáveis, ainda que eles sejam um tanto quanto diferentes em sua apresentação.

Já em relação a GD900-1, ela acabou ficando a frente, porém, com uma diferença de menos de 1 °C se considerar a pasta térmica recém-aplicada e de aproximadamente 2 °C após o tempo de cura.

Conclusão:

O Thermal Grizzly Carbonaut acabou entregando aquilo que promete, ou seja, ele é realmente fácil de usar, não seca, é reutilizável, não deixa sujeira depois do uso e apresenta desempenho similar ao oferecido por uma pasta térmica de média-gama, ficando apenas 2 °C atrás da GD900-1 após algum tempo de cura. Em relação ao IC Graphite, que seria um “thermal pad” concorrente, o Carbonaut apresentou vantagem de sólidos 4,57 °C, o que é respeitável.

Sobre o custo de aquisição, ele pode ser encontrado aqui no Brasil por R$129,00, o que apesar de não ser barato, está dentro do esperado, especialmente para um produto de nicho interessante para aqueles que mexem bastante no hardware, com trocas de CPU ou cooler quase que constantes e estão procurando uma solução mais prática, com desempenho digno e talvez mais econômica no longo prazo do que a boa e velha pasta térmica.

Claro, se você é um usuário comum que costuma montar o PC e “esquecer”, só desmontando para eventuais manutenções, a balança do custo-benefício continua a pender para o lado da pasta térmica tradicional, que se for de boa qualidade, tende a oferecer melhor desempenho do que o “thermal pad”, onde as vantagens desse ultimo não são realmente um diferencial muito grande para esse tipo de usuário.

Agradecimentos a Thermal Grizzly por ter enviado essa amostra para teste! 🙂

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