Review – Pasta Térmica Corsair TM30 – Bom preço, mas e o desempenho?

Fala pessoal, beleza?

Nesse artigo irei testar a pasta térmica Corsair TM30, que se trata de um dos compostos vendidos pela famosa fabricante de memórias, periféricos e coolers, onde a pasta em questão é oferecida em uma seringa contendo 3g do material.

A Corsair TM30 vem em uma embalagem de papel cartão, onde na frente, é possível ver diretamente o produto e na parte traseira, constam as suas especificações, o que é um ponto positivo, já que nem sempre os fabricantes divulgam essas informações, quanto mais de forma acessível e diretamente na embalagem.

É necessário destacar que a função da interface térmica é ocupar as micro-ranhuras da base do dissipador/IHS com algo que tenha maior condutividade térmica que o ar, melhorando a troca de calor entre essas superfícies e de quebra, baixando a temperatura da CPU/GPU.

FONTE: https://www.intel.com.br/content/www/br/pt/gaming/resources/how-to-apply-thermal-paste.html

Segundo a fabricante, a TM30 possui condutividade térmica de 3,8 W/mK, viscosidade de 2300K cPs, o que implica que a sua condutividade está aquém de diversas outras alternativas que surgiram recentemente e sua alta viscosidade significa que essa pasta talvez seja daquelas meio “chatinhas” de se espalhar.

Quanto ao uso do produto, basta aplicar a pasta sobre o IHS do processador usando o seu método favorito, no caso, aqui, sempre que possível, é feita a aplicação em “X”. É importante destacar que a TM30 não é condutiva.

Caso alguém se interesse, segue o link para o produto no site do fabricante.

Configuração utilizada:

CPU:AMD Ryzen 7 2700X (obrigado AMD!)

MOBO: ASUS TUF X570-Plus Gaming (Obrigado Terabyteshop!)

RAM: 2×8 GB Crucial Ballistix 3200CL16

GPU: ASRock Radeon RX 5700 XT 8 GB

PSU: Seasonic SS-750AM

COOLER: XPG Levante 240 mm (Obrigado XPG!), Thermal Grizzly Carbonaut, IC Graphite, GD900-1, Deepcool Z3, Cooler Master Mastergel Maker, Thermal Grizzly Kryonaut, Thermal Grizzly Kryonaut Extreme, Kingpin Cooling KPx,Thermalright TF7, Corsair TM30.

SSD: Sandisk 120 GB

Software: Windows 10 x64, Blender 3.1.2, HWiNFO 7.26.

Objetivo dos testes:

Verificar se a Corsair TM30 consegue entregar bom desempenho, comparando-as com outras alternativas de interface térmica que já foram testadas por aqui. Mais detalhes acerca da metodologia e de como foram conduzidos os testes estão contidos nos textos a seguir.

Resultados:

Para esses testes, foi utilizado o Ryzen 7 2700X @ 4.1GHz 1.3375V LLC 3 e VDDSOC 1.025V com memória configurada em 3200MHz XMP, onde foi utilizado o Blender renderizando o demo “Classroom” por 30 minutos para obtenção dos resultados.

Foram testadas uma passada logo após a aplicação/montagem do cooler e outra no outro dia, após mais alguns ciclos “esquenta-esfria”, intercalando um período de 40 minutos em “idle” e 40 minutos de estresse no AIDA. A ideia disso é verificar se a pasta térmica em questão possui algum tempo de cura, ou seja, se existe diferença de desempenho entre o produto recém-aplicado e após ciclos térmicos.

O gráfico abaixo se refere ao delta T (ΔT), que se trata da diferença entre a temperatura do CPU (no caso) e a ambiente, retirando assim esse ultimo fator da jogada.

A condutividade térmica relativamente baixa acabou falando mais alto e infelizmente, a TM30 acabou “derrapando” no desempenho, ficando no mesmo nível dos “thermal pads” reaproveitáveis, os quais apesar de terem condutividade térmica bastante elevada, precisam lidar com o fato de serem muito mais “espessos” do que uma aplicação de pasta térmica convencional, o que acaba por explicar o menor desempenho mesmo com a alta condutividade.

Os deltas foram de 54 °C para o “pós-aplicação” e 53,6 °C após o “tempo de cura”, o que significa que ela oferece desempenho máximo logo após a aplicação.

Conclusão:

A Corsair TM30 apresentou desempenho similar ao dos “thermal pads” reaproveitáveistestados anteriormente, ficando atrás de todas as outras pastas térmica que já passaram por aqui. Como “prêmio de consolação”, a TM30 praticamente não apresentou diferença no desempenho após o tempo de cura, o que significa que o seu rendimento já o máximo logo após a aplicação.

Sobre o custo de aquisição, esse exemplar da Corsair TM30 foi adquirida aqui no Brasil por algo como R$30, o que é um preço até razoável perante a quantidade do produto que vem na seringa (3g), porém, é possível encontrar concorrentes que oferecem melhor desempenho na mesma faixa de preço, fazendo da TM30 uma escolha um pouco “duvidosa” mesmo considerando o seu relativo baixo-custo.

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