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Review – SSD Acer Predator GM7 4TB – O Gen4 de 4TB mais eficiente que já testamos.

Hoje, testaremos um SSD NVMe da Acer, do segmento topo de linha, modelo GM7, o qual a Biwin nos enviou diretamente, tendo em vista que os SSDs da HP e Acer são feitos em parceria com a BIWIN.

Ele vem no formato M.2 com barramento de 64Gbps, ou seja, 4 linhas PCIe 4.0, protocolo NVMe 2.0 e capacidades que variam desde 512GB até 4TB. Seu preço na unidade de 4TB geralmente se encontra na faixa dos U$299, o que é um valor bem agressivo considerando esta capacidade, quando encontrado no Brasil, ficava abaixo dos R$3.000,00.

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Especificações do Acer Predator GM7 4TB

A seguir, informações mais detalhadas sobre o SSD que será testado (unidade de 4TB):

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Softwares do SSD

A fabricante não disponibiliza nenhum software para gerenciamento destes SSDs, fazendo com que seja necessário a utilização de outro softwares de terceiros.

Unboxing

Sua caixa na parte frontal tem um design bem elegante na cor preta com a logo PREDATOR que é a lineup premium da Acer de notebooks, memórias, SSDs dentre outros. Vemos também uma figura ilustrativa do SSD. Na parte de trás temos algo mais discreto com apenas informações do produto.

Ao remover o SSD da caixa, ele vem em um suporte plástico acompanhado do material de tutorial de instalação e termos de garantia e acompanha um parafuso de fixação do SSD, o que é sempre bem vindo que por serem pequenos são facilmente perdidos se não tivermos cuidado.

Esse é um design single sided, ótimo para ser utilizado em notebooks.

Na parte superior, temos este adesivo bem elegante mas que não ajuda na dissipação de calor, mas veremos se ele realmente sofre thermal throttling. Enquanto que na parte traseira, temos apenas aquela etiqueta mostrando número de série do SSD e sua capacidade.

No PCB frontal encontramos seu controlador, suas NANDs Flash, e seu PMIC além de mais algums componentes auxiliáres do VRM do SSD.

Controlador

O controlador do SSD é o responsável por fazer todo o gerenciamento de dados, over provisioning e garbage collection, dentre outras funções que ocorrem em segundo plano. E, é claro, isso faz com que o SSD tenha um bom desempenho.

SSD Acer GM7 4TB Controlador

Este SSD usa um controlador da fabricante MaxioTech: modelo MAP1602A, que é um controlador ISA ARM 32-bit de 4 núcleos Cortex® R5 (Quad-core) com processo de fabricação da TSMC de 12nm sendo similar a outras soluções de alguns fabricantes mais conhecidos no mercado como Phison e Silicon Motion. Este controlador é DRAM-Less, portanto, ele utiliza tecnologias como H.M.B. para armazenar as tabelas de metadados.

Fora isto, oferece suporte a 4 canais de comunicação com um barramento de até 2400 MT/s, o que é um diferencial, pois boa parte dos controladores de 4 canais Gen4 DRAM-Less costumam suportar até 1600 MT/s apenas. Ele oferece um suporte até 16 dies utilizando comandos “Chip enable”, que são conexões direta e fisicamente ligados aos Dies e como veremos logo mais, suas NAND Flashs operam em 2400 MT/s.

Uma curiosidade é que o MAP1602 tem diversos modelos, com variantes como F1C / F2C e agora a F3C adotada nesse SSD, onde esta versão é dedicada as unidades de alta densidade como esta de 4TB embora todas estas variantes sejam iguais no quesito de arquitetura.

DRAM Cache ou H.M.B.
Todo SSD topo de linha que visa oferecer um alto desempenho consistente necessita de um buffer para poder armazenar suas tabelas de mapeamento (Flash Translation Layer ou Look-up table). Com isso, ele consegue ter desempenho aleatório melhor e ser mais responsivo.

Por se tratar do famoso controlador MAP1602 da MaxioTek, ele não acompanha DRAM Cache, portanto, ele aloca 40MB da memória RAM do sistema via H.M.B. para tabela de metadados.

NAND Flash
Com relação a suas NANDs, o SSD de 4TB possui 4 Nand flash marcadas como “BWN0ATF1B1JCAD”. Tratam-se de Nands da fabricante chinesa YMTC, mais conhecida como YMTC TLC EET1A X3-9070 “WDS”, sendo neste caso dies de 1Tb (128GB) contendo 232-Layers de dados e um total de 253 gates, gerando uma array efficiency de 91.7%.

Neste SSD, cada NAND Flash possui 8 dies com 1Tb de densidade, totalizando 1TB por NAND, resultando em 4TB. Elas se comunicam com o controlador com seu barramento de 2400 MT/s, que é o barramento máximo destas NANDs e controladora.

PMIC (Power Delivery)

exemplo pmic

Assim como qualquer componente eletrônico que exerce algum trabalho, SSDs também possuem um nível de consumo de energia que pode variar desde poucos miliwatts  até próximo de 10 watts, beirando o limite de alguns conectores ou slots. O circuito responsável por todo gerenciamento de energia é o PMIC, que significa “Power Management IC“, um chip responsável por prover alimentação para demais componentes. 

Neste SSD, ele utiliza o famoso PMIC marcado como 9HFGH que é um Step-down Regulator que trabalha com uma frequência de comutação de até 1.5MHz fornece 2A de corrente e suporta trabalhar com 2.5V até 5.5V

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“9HFGH” – SYLERGY SY8089A1 – Synchronous Step Down Regulator

Ele consegue ter uma boa eficiência quando fornece 1A e 3.3V cujo é algo típico para este SSD como veremos no decorrer da análsie, que ele ficou próximo disso.

Já o “ZB” pode ser ou o ONsemi NCP4587DMX33TCG ou o Ricoh RP201K331D que são Linear-voltage-Regulators.

O PMIC no geral também deve ser da Sylergy embora não tenha sido possível encontrar o datasheet para este componentes “FAEFSA“.

SSD Power States

Como sempre mencionamos em análises sobre consumo de energia, neste trecho veremos mais sobre os estados de alimentação deste SSD.

SSD Acer GM7 4TB Power States PTBR

Por padrão, temos 5 power states primários, 3 ativos e 2 em Idle, o curioso é que mesmo o PS 0 tendo um consumo de 6.50 W, no decorrer da análise veremos que ele fica próximo disto.

CURIOSIDADES SOBRE O SSD ACER GM7

Da mesma forma que circuitos integrados de memória RAM em um pente de memória sofrem variação, o mesmo ocorre com SSDs, nos quais há casos de mudanças de componentes como controlador e NAND flashs.

Este line-up de SSDs possui 2 variantes, isto ocorreu devido a um problema durante seu lançamento, quando o governo dos Estados Unidos baniu estas novas NANDs TLC X3-9070 da YMTC de entrarem no país.

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Tom’s Hardware – Review SSD Acer GM7 2TB

Como foi possível constatar em nossa análise, as NANDs utilizadas no nosso SSD são as “BWN0ATF1B1JCAD“, enquanto as utilizadas no SSD que foi testado pelo Tom’s Hardware foram as “BWN09TC1B1RCAD“.

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Tom’s Hardware – Acer GM7 2TB NAND Flash

E devido a limitação imposta pelo governo, a Acer / HP dentre outras fabricantes optou em utilizar NAND Flashs diferentes mas com desempenho similar. No caso, ao utilizar o decodificador de NANDs da própria YMTC observamos o sequinte:

Na NAND do nosso SSD o “” dígito que seria o “A” representa a densidade de cada Die, no qual A representa um die de 1Tb, aonde o único die de 1Tb TLC que a YMTC possui até o momento é o EET1A de 232-Layers que possui 6 planes. Enquanto que no SSD testado pelo Tom’s Hardware, este caracter era o “9” que representa um die TLC 512Gb aonde a YMTC possui inúmeros, como os problemáticos CDT1B e os CDT2A.

Para identificarmos qual era exatamente devemos olhar a última letra da NAND Flash, em ambos os SSDs vemos a letra D que representa essa nova geração de NANDs Xtacking 3.0 da YMTC. Ou seja, este die encontrado na NAND do Tom’s Hardware é na verdade o YMTC TLC CDT2A X3-9060 128-Layers “WYS”.

Outro fator que auxilia identificar é que os CDT1B possuem barramento máximo de 1600 MT/s que embora não sejam lentos, em um projeto como este com um controlador de 4 canais, NANDs de 1600 MT/s não conseguem alcançar velocidades de mais de 7GB/s, pois 4 x 1600 MT/s = 6400 MB/s que ao considerarmos um overhead, ficaria próximo dos 5GB/s que é exatamente o que vimos em nossa review do Kingbank KP260.

Enquanto isso, tanto as CDT2A quanto as EET1A possuem barramento de 2400 MT/s permitindo com que o SSD atinga as velocidades necessárias do specsheet do GM7.

BANCADA DE TESTES
– Sistema Operacional: Windows 11 Pro 64-bit (Build: 23H2)
– Processador: Intel Core i7 13700K (5.7GHz all core) (E-cores e Hyper-threading desabilitados)
– Memória RAM: 2 × 16 GB DDR4-3200MHz CL-16 Netac (c/ XMP)
– Placa-mãe: MSI Z790-P PRO WIFI D4 (Bios Ver.: 7E06v18)
– Placa de Vídeo: RTX 4070 Ti Super Colorful (Drivers: 555.xx)
– Armazenamento (OS): SSD Solidigm P44 Pro 2TB (Firmware: 001C)
– SSD testado: SSD Acer Predator GM7 4TB (Firmware: SN12717)
– Versão drive Chipset Intel Z790: 10.1.19376.8374.
– Windows: Indexação desabilitada para não afetar resultados dos testes.
– Windows: Atualizações do Windows updates desabilitados para não afetar resultados dos testes.
– Windows: A maioria dos aplicativos do Windows desabilitados de rodar em segundo plano.
– Teste Boot Windows: Imagem limpa com apenas drivers e todos os updates.
– Teste de pSLC Cache: O SSD é arrefecido por fans para não gerar thermal throtling, interferindo no resultado.
– Windows: Anti-Vírus desabilitado para diminuir variação de cada Rodada.
– SSDs Testados: Utilizado como disco secundário, com 0% de espaço sendo utilizado e outros testes com 50% de espaço utilizado para representar um cenário realista.
– Quarch PPM QTL1999 – Teste de consumo elétrico: realizo com 3 parâmetros, em idle aonde o disco é deixado como secundário e após um tempo em idle é realizado a gravação por 1 hora e tirado a média.

ONDE COMPRAR

Para aqueles que desejam comprar este modelo de SSDs, eis alguns links comissionados caso queiram nos ajudar.

Amazon – SSD Acer GM7

CRYSTALDISKMARK
Realizamos testes sintéticos sequenciais e aleatórios com as seguintes configurações:

Sequencial: 2x 1 GiB (Blocos 1 MiB) 8 Queues 1 Thread

Aleatórios: 2x 1 GiB (Blocos 4 KiB) 1 Queue 1/2/4/8/16 Threads

Como já observamos inúmeras vezes, em testes de velocidades sequenciais não é possível notar diferença em cenários casuais, apenas em cenários sintéticos como este, onde o GM7 fica na média dos demais SSDs.

Suas latências também apresentam ótimos resultados, ficando similar aos demais SSDs com MAP1602 que testamos ao longo dos anos.

Suas velocidades aleatórias em QD4 são decentes em sua leitura, ficando semelhantes aos demais MAP1602, enquanto que na sua escrita, curiosamente, ele teve o pior resultado.

Na sua leitura em QD1, ele conseguiu atingir 92 MB/s obtendo um resultado decente ao compararmos com os demais SSDs, enquanto que, novamente, em sua escrita, ele teve um resultado um tanto quanto baixo. Talvez seja necessário algumas melhorias em seu firmware por aqui.

ATTO Disk Benchmark QD1 e QD4

Realizamos um teste utilizando o ATTO para observar a velocidade dos SSDs em determinados tamanhos de blocos diferentes. Neste benchmark, foi configurado da seguinte forma:

Blocos: de 512 Bytes até 8 MiB

Tamanho do arquivo: 256MB

Queue Depth: 1 e 4.

O ATTO Disk Benchmark é um software que faz um teste de velocidade sequencial com arquivos comprimidos, ou seja, para uma simulação em uma carga de transferência de dados como no Windows, geralmente vemos algo em torno dos blocos de 128KB à 1 MiB, em sua leitura e escrita, a briga entre os SSDs Gen4 é bem acirrada, onde o GM7 se mantém no pelotão do meio.

Já em QD1, sua leitura foi bem mais elevada que os demais SSDs até blocos de 64KB e então ele se mantém na média até o fim. Enquanto que em sua escrita ele começa bem entre os demais SSDs, mas fica um pouco para trás junto do SMI70, que testamos a pouco tempo.

3DMark – Storage Benchmark

Neste benchmark, são realizados diversos testes voltados a armazenamento, incluindo testes de carregamento de games como Call of Duty Black Ops 4, Overwatch, gravação e streaming com o O.B.S. de uma gameplay à 1080p 60 FPS, instalação de alguns jogos e transferências de arquivos de pastas de games.

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Neste benchmark, que possui inúmeras traces realísticas tanto de trabalho como de uso cotidiano, ele teve o mesmo desempenho do SSD Kingston KC3000 que testamos ano passado, outro grande feito, já que este Kingston é um SSD com controlador de 8 canais com DRAM Cache.

PCMARK 10 – FULL SYSTEM DRIVE BENCHMARK

Aqui foi utilizada a ferramenta Storage Test e o “Full System Drive Benchmark”, que faz testes leves e pesados no SSD.

pcmark10 fb og

Dentre estes traces podemos observar testes como:
– Boot Windows 10
– Adobe After Effects: Iniciar a aplicação até estar pronto para uso
– Adobe Illustrator: Iniciar a aplicação até estar pronto para uso
– Adobe Premiere Pro: Iniciar a aplicação até estar pronto para uso
– Adobe Lightroom: Iniciar a aplicação até estar pronto para uso
– Adobe Photoshop: Iniciar a aplicação até estar pronto para uso
– Battlefield V: Tempo de carregamento até o menu iniciar
– Call of Duty Black Ops 4: Tempo de carregamento até o menu iniciar
– Overwatch: Tempo de carregamento até o menu iniciar
– Usando Adobe After Effects
– Usando Microsoft Excel
– Usado Adobe Illustrator
– Usando Adobe InDesign
– Usando Microsoft PowerPoint
– Usando Adobe Photoshop (Uso intenso)
– Usando Adobe Photoshop (Uso mais leve)
– Copiando 4 arquivos ISOs, 20GB ao total de um disco secundário (Teste de Escrita)
– Realizando a cópia do arquivo ISO (Teste de leitura-escrita)
– Copiando o arquivo ISO para um disco secundário (Leitura)
– Copiando 339 arquivos JPEG (Fotos) para o disco sendo testado (Escrita)
– Criando cópias destes arquivos JPEG (Leitura-Escrita)
– Copiando 339 arquivos JPEG (Fotos) para outro disco (Leitura)

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Já neste benchmark, que também possui algumas traces realísticas com foco maior em produtividade, ele fica bem a frente do KC3000 e muito próximo do SMI70, outro bom resultado.

TESTE DE PROJETO – Adobe Premiere Pro 2021
A seguir, utilizamos o Adobe Premiere para medir o tempo médio de abertura de um projeto de cerca de 16.5GB com resolução 4K, 120Mbps de bitrate, cheio de efeitos até que estivesse pronto para edição. Ressaltando apenas que o SSD testado é sempre como drive secundário sem o sistema operacional instalado, pois isso poderia afetar o resultado, gerando inconsistências.

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Ao utilizarmos o Premiere para carregarmos um projeto de mais de 16GB, embora ele não tenha tido o melhor tempo, a diferença dos SSDs Gen4 é extremamente pequena, podendo ser mais visível caso nosso projeto fosse maior.

TESTE DE TEMPO DE CARREGAMENTO DE GAMES E WINDOWS
Aqui temos uma comparação entre múltiplos SSDs e um HD, utilizando uma instalação limpa do Windows 10 Build 21H1 junto do benchmark do Final Fantasy XIV abrindo o modo campanha. O teste consiste no melhor resultado após três boots seguidos do sistema, considerando o tempo total até finalizar na área de trabalho com o score informado pelo aplicativo, por isso, é mais lento do que o boot até mostrar a tela da área de trabalho. 

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No carregamento de games, não há uma diferença significativa de SSDs NVMe, é questão de poucos segundos.

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Neste programa, é constatado o tempo de boot até o carregamento dos últimos drivers do OS, o que neste caso, é feito uma instalação limpa com apenas drivers de sistema operacional, como de Rede, Wireless + Bluetooth, Áudio, Drivers Nvidia, PCH dentre outros, entretando, até agora ele apresentou o melhor resultado do comparativo.

TESTE DE VELOCIDADE SUSTENTADA | SLC CACHING

Boa parte de SSDs no mercado atualmente utiliza como base a tecnologia de SLC Caching, em que certo percentual de sua capacidade de armazenamento, seja ele MLC (2 bits p/ célula), TLC (3 bits p/ célula) ou QLC (4 bits p/ célula), é usado para armazenar apenas 1 bit por célula. No caso, é usada como um buffer de escrita e leitura, em que o controlador inicia a gravação e quando o Buffer se esgota ele escreve nas NAND Flash nativas (MLC / TLC / QLC).

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Através do IOmeter, podemos ter uma ideia do volume de SLC cache deste SSD, já que o fabricante muita vezes não informa este valor. Pelos testes que realizamos, foi possível constatar que ele possui um volume de pSLC Cache que aparenta ser dinâmico, imenso, de cerca de 671GB, ele conseguiu manter velocidade média de ~ 5939MB/s até o fim do buffer.

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Após ter gravado 671GB, ele começa a gravar em suas NANDs de forma nativa operando em modo TLC, e neste cenário ele fica trabalhando a uma média de 2609 MB/s o que é uma velocidade boa para um SSD de 4TB, pois ele consegue desfrutar de seu paralelismo máximo. Ele permanece nessas velocidades por um bom tempo, gravando mais de 2200 GB ou 2.2TB à velocidades acima de 2.6 GB/s.

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Logo após ele ter esgotado seu espaço devido o SLC Cache, ele já começa a entrar no processo de folding, pois ele alocou toda sua capacidade para trabalhar como pSLC. Então, agora sim, vemos o verdadeiro “calcanhar de Aquíles” desses SSDs. Apesar disto, sua velocidade sustentada foi bem elevada, com uma média de 943 MB/s.

Em sua média geral, contando o Folding + estado nativo ele teve uma velocidade de 1667MB/s ficando acima de outros SSDs Gen4 de 1TB e alguns de 2TB.

Realizamos também um teste para ver quanto tempo o SSD levaria para recuperar parte de seu Buffer e no decorrer da nossa bateria de testes, que dura de 30 segundos até 2 horas em idle, utilizando o TRIM e gargabe collection vs TRIM/GC não utilizados. Ao testarmos sem usar o TRIM/GC podemos observar que ele conseguiu recuperar mais de 100GB em pouco tempo, mostrando que mesmo em situações irrealísticas, seu firmware foi bem otimizado para conseguir recuperar este volume.

Mas ao testarmos com TRIM/GC ativados, ele já consegue recuperar seu volume completo em poucos segundos.

TESTE DE CÓPIA DE ARQUIVOS

Neste teste, foi feita a cópia dos arquivos ISOs e do CSGO de uma RAM Disk para o SSD para ver como ele se sai. Foram utilizadas a ISO do Windows 10 21H1 de 6.25GB (1 arquivo) juntos da Pasta de instalação do CSGO de 25.2GB. 

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Ao utilizarmos a imagem .ISO do Windows 10, ele acabou tendo um empate com a maioria dos demais SSDs, pois trata-se de um arquivo muito pequeno, sendo impossível notarmos uma diferença entre múltiplos concorrentes assim.

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Agora com uma pasta de arquivos maior, conseguimos notar que ele fica a frente de outros SSDs, conseguindo um empate com seu irmão, o NV7000-T, que possui o mesmo Hardware deste SSD.

TESTE DE TEMPERATURA

Neste trecho da análise, observaremos a temperatura do SSD durante um teste de stress, onde o SSD recebe arquivos de forma contínua, para podermos saber se houve algum thermal throtling com seus componentes internos que pudessem gerar algum gargalo ou perda de performance.

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Como visto acima, este SSD por padrão possui um limite de limitação térmica de 90ºC à 95?°C, que é um valor decente. Através dos sensores do SSD ele não ultrapassou 77ºC e não sofreu thermal throttling.

CONSUMO ELÉTRICO E EFICIÊNCIA

SSDs da mesma forma que diversos outros componentes do nosso sistema tem um determinado consumo elétrico. Os mais eficientes conseguem realizar tarefas que foram requisitadas de forma rápida e com um consumo relativamente baixo, para que assim consiga transitar novamente para seus power states em idle aonde tende a ter um consumo menor.

quarch programmable power module
Agradecimento especial a Quarch Solutions por terem enviado esta unidade para testes

Neste trecho da análise utilizaremos o Quarch Programmable Power Module que a Quarch Solutions nos enviou (foto acima) para realizar estes testes e verificar o quão eficiente o SSD é. Nesta metodologia serão realizados 3 testes: O consumo máximo que o SSD possui, uma média em cenários práticos e casuais e em idle.

Este conjunto de teste, especialmente o de eficiência e em idle são importantes principalmente para usuários que pretendem utilizar drives em laptops, pois SSDs ficam a esmagadora maioria do tempo em power states de baixo consumo (Idle), portanto, isso ajuda e muito a economizar bateria.

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Aqui observamos um padrão que todos esses primeiros SSDs usam esses controladores de baixo consumo com NANDs YMTC, seja ela TLC ou QLC, o que provou ser um conjunto muito eficiênte.

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Quando pensamos em SSDs de alta capacidade já devemos imaginar consumo elétricos bem elevados não é? Geralmente sim, mas graças a incrível eficiência deste conjunto do MAP1602 + YMTC X3-9070, ele sequer ultrapassou 5W, o que foi menor que o consumo do SN850 de 1TB. Realmente um resultado incrível!

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Na nossa bateria de teste de consumo médio, novamente, ele surpreendeu com um baixíssimo consumo para um SSD desta densidade, embora tenha 2x maior capacidade que o NV7000-T e o SMI70 que testamos anteriormente, ele se provou ser bem eficiênte.

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Por último e mais importante, teste em Idle, sendo o cenário em que a esmagadora maioria dos SSDs se encontram no uso do dia a dia ou cotidiano e para fechar com chave de ouro, novamente, vemos aqui uma prova de que sim é possível fazer SSDs de alta densidade de forma bem eficiênte.

Conclusão

Será que vale a pena o investimento extra nestes tipos de SSDs?

Embora este SSD não esteja “oficialmente” no Brasil, já é possível encontrá-lo em algumas lojas e marketplaces como o Mercado Livre e como se trata de um mesmo projeto MAP1602+YMTC TLC, já sabemos que é um baita SSD com bom desempenho e que com certeza é uma recomendação válida. O principal ponto negativo para nós, brasileiros, que acaba sendo a disponibilidade um pouco limitada.

VANTAGENS

  • Excelentes velocidades sequenciais
  • Excelentes velocidades aleatória
  • Bons resultados de latência, principalmente sua leitura
  • Ótimo desempenho prático para cenários de uso profissionais principalmente
  • Excelente construção interna, controlador e NAND Flashs de ótima
  • Não sofre thermal throttling
  • Volume de pSLC Cache imenso
  • SLC Cache eficiênte e se recupera extremamente rápido
  • Excelente velocidade pós SLC Cache
  • Durabilidade na média de SSDs Gen4 e Gen5
  • Garantia de 5 Anos
  • Maior eficiênte elétrica em SSDs de 4TB que já testamos
  • Consumo elétrico muito baixo
  • Preço agressivo

DESVANTAGENS

  • Velocidades de escrita aleatória um pouco baixo em pequenas QD
  • Possui 2 variantes, embora uma tenha sido feita para poder atuar no mercado norte-americano.
  • Dificuldade de encontrá-lo no Brasil
  • Não tem software de gerenciamento
  • Fabricante não informa suporte à Criptografia

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