Review – SSD Teamgroup T-Force Z540 1TB – Um excelente SSD Gen5 com desempenho e preço à altura!
Hoje, testaremos um SSD NVMe da Teamgroup, modelo T-Force Z540 de 1TB, que a Teamgroup nos enviou para testarmos.
Ele vem no formato M.2 com barramento de 128Gbps, ou seja, 4 linhas PCIe 5.0, protocolo NVMe 2.0 e capacidades que vão dos 1TB até 4TB. Seu preço na unidade de 1TB se encontra na faixa dos R$1.300, o que é um valor bem elevado para um SSD, entretanto, este é o preço médio de um SSD topo de linha Gen5.
Especificações do Teamgroup T-Force Z540 1TB
A seguir, informações mais detalhadas sobre o SSD que será testado (unidade de 1TB):
Softwares do SSD
Os SSDs Teamgroup possuem um software de gerenciamento que permite monitoramento, leitura de SMART, etc.
Unboxing
O estilo da embalagem é idêntico ao do SSD G50 que testamos recentemente, com uma foto ilustrativa na frente e uma parte vazada atrás mostrando brevemente o SSD.


Ao remover o SSD da caixa, ele vem em um suporte plástico para maior segurança no transporte. Também é possível ver que esse é um design double-sided, ou seja, possui componentes em ambos os lados do SSD.
Em seu PCB frontal (imagem à esquerda) temos seu controlador, sua DRAM Cache e 2 NANDs flashs, além de seu VRM, enquanto que em sua parte traseira, temos mais 2 módulos NANDs Flashs, e mais um espaço não preenchido para outro módulo DRAM Cache, que é utilizando em capacidades maiores.


Ele também pode ser comprado em conjunto com o dissipador Dark AirFlow I, que é vendido separadamente. Realizaremos os testes com ele, e veremos se ele realmente ajuda nas temperaturas.


Ao retirarmos o dissipador da caixa, encontramos uma peça bastante imponente, com perfil bem elevado, e dissipação ativa. Ele tem como dimensões 75mm de Comprimento, 24.7mm de Largura, 62.3mm de Altura e pesa aproximadamente 80g, bem mais que o próprio SSD.


Este projeto acompanha 2 x Heatpipes de 4mm e 13 Aletas de alumínio, além de uma fan de 40mm.
O processo de desmontagem do produto é bem simples, são 4 parafusos to tipo Philips e a fan é liberada.
Como dito anteriormente, a fan é de 40mm, com consumo máximo de 1.56W, tensão de 12V e uma corrente de 0.13A e por ser um fan de 12V, ele não é alimentado diretamente pelo PCB do SSD requerendo um conector de 4-Pinos PWM externo.
Controlador
O controlador do SSD é o responsável por fazer todo o gerenciamento de dados, over provisioning e garbage collection, dentre outras funções que ocorrem em segundo plano. E, é claro, isso faz com que o SSD tenha um bom desempenho.
Esse SSD usa um controlador high-end da Phison: o PS5026-E26-52, modelo ISA ARM 32-bit de “5” núcleos, mas desta vez, a Phison mudou o projeto deste controlador, ele possui 2 núcleos Cortex® R5 (Dual-core) com processo de fabricação da TSMC de 12nm trabalhando com clock de 966 MHz ~ 1 GHz em seus núcleos principais. Enquanto seus núcleos secundários agora são núcleos AndesCore 32-bit N25F de arquitetura RISC-V.
No caso do E26, são empregrados 3 núcleos desses N25F para tarefas repetitivas com intuito de diminuir consumo elétrico. Estimamos que esses núcleos devem estar operando entre 400~500MHz.
Este controlador é comum em outros projetos de SSDs topo de linha como Adata Legend 970, Corsair MP700, Sabrent Rocket 5 e dentre outros.
O E26 também possui suporte para até 8 canais de comunicação com barramento de até 2400 MT/s, onde cada um desses canais possui suporte até 4 comandos Chip Enable, o que possibilita este controlador se comunicar com até 32 Dies simultaneamente utilizando a técnica de Interleaving.
DRAM Cache ou H.M.B.
Todo SSD topo de linha que visa oferecer um alto desempenho consistente necessita de um buffer para poder armazenar suas tabelas de mapeamento (Flash Translation Layer ou Look-up table). Com isso, ele consegue ter desempenho aleatório melhor e ser mais responsivo.
Neste projeto, observamos que a fabricante optou em utilizar um módulo do tipo LPDDR4 que como o nome já diz, Low Power, tem como função auxiliar a reduzir o consumo elétrico desses dispositivos, tendo em vista que este controlador é conhecido por seu consumo elevado.
O SSD tem este CI é marcado como “H9HCNNNBKUMLXR-NEE“, é fabricado pela SK Hynix e trata-se de um módulo de 2GB LPDDR4, algo comum de ser encontrado junto da controladora E26.
NAND Flash
Com relação a suas NANDs, o SSD de 1TB possui 4 NAND Flash marcadas como “NY253”. Este part number representa a NAND “MT29F2T08EELCHD4-QB:C” da Micron, sendo neste caso dies 3D TLC B58R FortisFlash 1Tb 232-Layers (128GB) com 232-Layers de dados e um total de 255 gates, gerando uma array efficiency de 91.0%.

Nesse projeto, temos 4 NANDs, cada uma tem um total de 256GB e devido a cada Die ter uma densidade de 128GB (1Tb), podemos assumir que essas são 2DP NANDs (2 Dies por NAND) que ao total, temos 8 dies de 128GB totalizando seus 1TB que se comunicam com seu controlador à um barramento de 2000 MT/s.
Dos SSDs Gen5 que temos no mercado, temos 3 categorias de desempenho sequencial: Os que atingem 10GB/s, os de 12GB/s e os mais novos que ultrapassam os 14GB/s.
Isso ocorre devido, até o momento desta análise, a todos modelos em produção de larga escala usarem o controlador Phison E26 junto destas NANDs B58R da Micron, onde essas NANDs foram desenvolvidas para conseguirem trabalhar em 2400 MT/s.
Se pegarmos os 8 canais deste controlador e multiplicarmos pelo barramento das NANDs de 2400 MT/s, chegariamos a um barramento máximo teórico de 19.200 MB/s ou 19.2GB/s, mas devido ao overhead, os SSDs ficam limitados abaixo dos 15.000 MB/s.
O que cria esta diferença dos SSDs de 10GB/s para os de 12GB/s e para os de 14GB/s é o barramento que as NANDs trabalham junto ao controlador. No caso, a primeira leva de SSDs Gen5 alcançavam apenas 10GB/s.
Isso ocorreu por decisão da Phison, ela estava configurando estas NANDs B58R à uma velocidade de 1600 MT/s, resultando em um barramento teórico máximo de 12.8GB/s. Mas novamente devido ao overhead os SSDs conseguiam, na prática, atingir apenas os 10GB/s.
No caso desses SSDs de quase 12GB/s, o mesmo ocorrem, pois a Phison configura as NANDs para trabalharem a um barramento de 2000 MT/s. Limitando os SSDs à 16 GB/s, que quando contamos com o overhead temos as velocidades no SSD desse review.
E por último temos os novos SSDs que estão vindo com essas NANDs B58R configuradas em 2400 MT/s, que agora sim, conseguem saturar a conexão e barramento PCIe 5.0 x4.
Mas por que a Phison fez isso? Não se sabe ao certo e isso nunca foi informado aos consumidores, porém, pode ser algo referente a integridade de sinal, já que trabalhar com sinais PCIe 5.0 é complicado. Para quem já utilizou aqueles Riser PCIe para placa de vídeo devem saber que os adaptadores de menor qualidade podem ter problemas para operar de forma estável, sendo necessário recorrer a um downgrade da geração do conector como de PCIe Gen4 para PCIe Gen3.
Esta pode ser uma das possibilidade, pois o controlador pode ter tido problemas de instabilidades e desempenho quando operando em 2400 MT/s.
PMIC (Power Delivery)
Assim como qualquer componente eletrônico que exerce algum trabalho, SSDs também possuem um nível de consumo de energia que pode variar desde poucos miliwatts até próximo de 10 watts, beirando o limite de alguns conectores ou slots. O circuito responsável por todo gerenciamento de energia é o PMIC, que significa “Power Management IC“, um chip responsável por prover alimentação para demais componentes.


Neste projeto, observamos que a Phison utiliza seu PMIC padrão, o PS6121-45 que internamente possui alguns load switches.
SSD Power States
Como sempre mencionamos em análises sobre consumo de energia, neste trecho veremos mais sobre os estados de alimentação deste SSD.

Como todo NVMe padrão, temos 5 power states principais, 3 power states ativos em diferentes cargas de trabalho e 2 em Idle, o que não vimos ele atingir mesmo com o SSD parado.
CURIOSIDADES SOBRE O SSD TEAMGROUP T-FORCE Z540
Da mesma forma que circuitos integrados de memória RAM em um pente de memória sofrem variação, o mesmo ocorre com SSDs, nos quais há casos de mudanças de componentes como controlador e NAND flashs.
Até o momento desta análise não foi possível encontrar este produto com variação de hardware, o que é uma boa notícia.
BANCADA DE TESTES
– Sistema Operacional: Windows 11 Pro 64-bit (Build: 23H2)
– Processador: Intel Core i7 13700K (5.7GHz all core) (E-cores e Hyper-threading desabilitados)
– Memória RAM: 2 × 16 GB DDR4-3200MHz CL-16 Netac (c/ XMP)
– Placa-mãe: MSI Z790-P PRO WIFI D4 (Bios Ver.: 7E06v18)
– Placa de Vídeo: RTX 4070 Ti Super Colorful (Drivers: 555.xx)
– Armazenamento (OS): SSD Solidigm P44 Pro 2TB (Firmware: 001C)
– SSD testado: SSD Teamgroup T-Force Z540 1TB (Firmware: EQFM22.3)
– Versão drive Chipset Intel Z790: 10.1.19376.8374.
– Windows: Indexação desabilitada para não afetar resultados dos testes.
– Windows: Atualizações do Windows updates desabilitados para não afetar resultados dos testes.
– Windows: A maioria dos aplicativos do Windows desabilitados de rodar em segundo plano.
– Teste Boot Windows: Imagem limpa com apenas drivers e todos os updates.
– Teste de pSLC Cache: O SSD é arrefecido por fans para não gerar thermal throtling, interferindo no resultado.
– Windows: Anti-Vírus desabilitado para diminuir variação de cada Rodada.
– SSDs Testados: Utilizado como disco secundário, com 0% de espaço sendo utilizado e outros testes com 50% de espaço utilizado para representar um cenário realista.
– Quarch PPM QTL1999 – Teste de consumo elétrico: realizo com 3 parâmetros, em idle aonde o disco é deixado como secundário e após um tempo em idle é realizado a gravação por 1 hora e tirado a média.
ONDE COMPRAR
Nos links abaixo podem realizar a compra direta caso desejam nos auxiliar com nossos links comissionados.
Link – Pichau – SSD Teamgroup T-Force Z540 2TB
Link – Amazon – SSD Teamgroup T-Force Z540 2TB
CRYSTALDISKMARK
Realizamos testes sintéticos sequenciais e aleatórios com as seguintes configurações:
Sequencial: 2x 1 GiB (Blocos 1 MiB) 8 Queues 1 Thread
Aleatórios: 2x 1 GiB (Blocos 4 KiB) 1 Queue 1/2/4/8/16 Threads


Em comparação ao Crucial T700 que testamos ano passado, que tem construção interna idêntica, veremos boa parte dos benchmarks com resultados bem semelhantes.


Ambas as latências do T700 e do Z540 foram semelhantes como já explicamos anteriormente, porém em sua escrita eles não foram tão bem quanto o Solidigm P44 Pro, que ainda reina supremo como um dos Gen4 de melhor desempenho.


Em suas velociades aleatórias em QD4, observamos que o Z540 teve um desempenho levemente inferior ao T700. Algo peculiar, que mesmo rodando o benchmark múltiplas vezes o resultado se manteve.


Em QD1, observamos este mesmo comportamento do que em QD4.
ATTO Disk Benchmark QD1 e QD4
Realizamos um teste utilizando o ATTO para observar a velocidade dos SSDs em determinados tamanhos de blocos diferentes. Neste benchmark, foi configurado da seguinte forma:
Blocos: de 512 Bytes até 8 MiB
Tamanho do arquivo: 256MB
Queue Depth: 1 e 4.


O ATTO Disk Benchmark é um software que faz um teste de velocidade sequencial com arquivos comprimidos, ou seja, para uma simulação em uma carga de transferência de dados como no Windows, geralmente temos algo em torno dos blocos de 128KB à 1 MiB, ambos os SSDs Gen5 tiveram resultados similares, apenas o Z540 que no início do benchmark ficou bem atrás do T700 mas logo em seguida ele consegue alcançá-lo.


Ambos os SSDs Gen5 tem uma queda de desempenho próximo dos 2 MB em sua leitura devido a sua arquitetura de suas NANDs, que por utilizarem NANDs de 6-planes com páginas de 16KB e seu controlador de 8 canais, que graças as super-pages localizadas em cada bloco de suas NANDs causam essa queda de performance, devido ao próprio interleaving.
3DMark – Storage Benchmark
Neste benchmark, são realizados diversos testes voltados a armazenamento, incluindo testes de carregamento de games como Call of Duty Black Ops 4, Overwatch, gravação e streaming com o O.B.S. de uma gameplay à 1080p 60 FPS, instalação de alguns jogos e transferências de arquivos de pastas de games.


Neste benchmark, que possui inúmeras traces realísticas tanto de trabalho como de uso cotidiano, os modelos Gen5 obtiveram os melhores resultados do comparativo, o interessante foi observar que quase ultrapassaram a barreira de 1GB/s no teste de largura de banda.
PCMARK 10 – FULL SYSTEM DRIVE BENCHMARK
Aqui foi utilizada a ferramenta Storage Test e o “Full System Drive Benchmark”, que faz testes leves e pesados no SSD.
Dentre estes traces podemos observar testes como:
– Boot Windows 10
– Adobe After Effects: Iniciar a aplicação até estar pronto para uso
– Adobe Illustrator: Iniciar a aplicação até estar pronto para uso
– Adobe Premiere Pro: Iniciar a aplicação até estar pronto para uso
– Adobe Lightroom: Iniciar a aplicação até estar pronto para uso
– Adobe Photoshop: Iniciar a aplicação até estar pronto para uso
– Battlefield V: Tempo de carregamento até o menu iniciar
– Call of Duty Black Ops 4: Tempo de carregamento até o menu iniciar
– Overwatch: Tempo de carregamento até o menu iniciar
– Usando Adobe After Effects
– Usando Microsoft Excel
– Usado Adobe Illustrator
– Usando Adobe InDesign
– Usando Microsoft PowerPoint
– Usando Adobe Photoshop (Uso intenso)
– Usando Adobe Photoshop (Uso mais leve)
– Copiando 4 arquivos ISOs, 20GB ao total de um disco secundário (Teste de Escrita)
– Realizando a cópia do arquivo ISO (Teste de leitura-escrita)
– Copiando o arquivo ISO para um disco secundário (Leitura)
– Copiando 339 arquivos JPEG (Fotos) para o disco sendo testado (Escrita)
– Criando cópias destes arquivos JPEG (Leitura-Escrita)
– Copiando 339 arquivos JPEG (Fotos) para outro disco (Leitura)
Já neste benchmark, que também possui algumas traces realísticas, mas com foco maior em produtividade, o mesmo comportamento é notado, onde devido sua alta largura de banda em relação aos SSDs Gen4, colocam o Z540 na frente do comparativo.
TESTE DE PROJETO – Adobe Premiere Pro 2021
A seguir, utilizamos o Adobe Premiere para medir o tempo médio de abertura de um projeto de cerca de 16.5GB com resolução 4K, 120Mbps de bitrate, cheio de efeitos até que estivesse pronto para edição. Ressaltando apenas que o SSD testado é sempre como drive secundário sem o sistema operacional instalado, pois isso poderia afetar o resultado, gerando inconsistências.
Ao utilizarmos o Premiere para carregarmos um projeto de mais de 16GB, houve outro empate técnico entre estes 2 SSDs Gen5, ambos com resultados muito bons.
TESTE DE TEMPO DE CARREGAMENTO DE GAMES E WINDOWS
Aqui temos uma comparação entre múltiplos SSDs e um HD, utilizando uma instalação limpa do Windows 10 Build 21H1 junto do benchmark do Final Fantasy XIV abrindo o modo campanha. O teste consiste no melhor resultado após três boots seguidos do sistema, considerando o tempo total até finalizar na área de trabalho com o score informado pelo aplicativo, por isso, é mais lento do que o boot até mostrar a tela da área de trabalho.
Neste benchmark com foco em carregamento de games, todos os NVMe tem uma diferença muito pequena entre si, e ambos os Gen5 não foram diferentes, como a maioria dos games não é otimizada com a A.P.I. Direct Storage não veremos uma diferença grande de desempenho aqui.
Neste programa, é constatado o tempo de boot até o carregamento dos últimos drivers do OS, o que neste caso, é feito uma instalação limpa com apenas drivers de sistema operacional, como de Rede, Wireless + Bluetooth, Áudio, Drivers Nvidia, PCH dentre outros, o mesmo pode ser dito em seu carregamento do sistema, pois aqui estamos limitados a como o Windows gerencia o boot, e mesmo com os SSDs mais rápidos disponíveis, não conseguimos diminuir estes tempos drásticamente.
TESTE DE VELOCIDADE SUSTENTADA | SLC CACHING
Boa parte de SSDs no mercado atualmente utiliza como base a tecnologia de SLC Caching, em que certo percentual de sua capacidade de armazenamento, seja ele MLC (2 bits p/ célula), TLC (3 bits p/ célula) ou QLC (4 bits p/ célula), é usado para armazenar apenas 1 bit por célula. No caso, é usada como um buffer de escrita e leitura, em que o controlador inicia a gravação e quando o Buffer se esgota ele escreve nas NAND Flash nativas (MLC / TLC / QLC).
Através do IOmeter, podemos ter uma ideia do volume de SLC cache deste SSD, já que o fabricante muita vezes não informa este valor. Pelos testes que realizamos, foi possível constatar que ele possui um volume de pSLC Cache dinâmico, de cerca de 109GB, onde ele conseguiu manter velocidade média de ~ 9930MB/s até o fim do buffer.
Logo após ele terminar de gravar na região do pSLC Cache, ele se mantem gravando na região nativa TLC por aproximadamente 741GB à uma média acima de 2.2 GB/s.
E então logo após ele terminar de escrever em sua região nativa, o SSD entra no estado de Folding / Copyback, onde ele reprograma os blocos de pSLC de volta para TLC aonde ele permanece escrevendo a uma média de 1056 MB/s até encher sua unidade por completo, estas velocidades são incríveis para um SSD de 1TB.
Sua velocidade média geral contanto a região Nativa e a de Folding é de cerca de 1894 MB/s e como vemos no gráfico abaixo, é extremamente alto, ultrapassando até mesmo o Crucial T700 que testamos.
Realizamos também um teste para ver quanto tempo o SSD levaria para recuperar parte de seu Buffer e no decorrer da nossa bateria de testes, que dura de 30 segundos até 2 horas em idle, utilizando o TRIM e gargabe collection vs TRIM/GC não utilizados. Ao testarmos sem usar o TRIM/GC, podemos observar que como já era de se esperar de controladores Phison, ele não recuperou nada se não utilizarmos o TRIM.


Mas ao testarmos com TRIM/GC ativados, ele já consegue recuperar seu volume completo em poucos segundos.
TESTE DE CÓPIA DE ARQUIVOS
Neste teste, foi feita a cópia dos arquivos ISOs e do CSGO de uma RAM Disk para o SSD para ver como ele se sai. Foram utilizadas a ISO do Windows 10 21H1 de 6.25GB (1 arquivo) juntos da Pasta de instalação do CSGO de 25.2GB.


Durante nossas baterias de testes de cópias de arquivos, observamos que arquivos muito pequenas, a diferença dos SSD é tão pequena que não conseguimos nem distinguí-los, apenas conforme aumentamos o tamanho de nossos arquivos que começamos a notar uma leve diferença maior dentre os SSDs, mas ainda sim bem pequena, nada que irá impactar na vida dos usuários.
TESTE DE TEMPERATURA
Neste trecho da análise, observaremos a temperatura do SSD durante um teste de stress, onde o SSD recebe arquivos de forma contínua, para podermos saber se houve algum thermal throtling com seus componentes internos que pudessem gerar algum gargalo ou perda de performance.
Neste projeto, o SSD está programado para sofrer thermal throttling entre 87ºC à 89ºC e isto realmente acontece, pois o controlador precisa se proteger devido seu alto consumo que veremos logo mais.
Neste teste realizamos ele de 2 formas, com o SSD “pelado” sem nenhum dissipador e com o robusto Dark AirFlow I e através de seus sensores, que provaram ser bem precisos, foi possível notar uma gigantesca diferença de mais de 40ºC. Sim vocês leram isso mesmo, as temperaturas cairam quase que pela metade graças ao Dark AirFlow I!
Obviamente nem tudo são flores, embora o dissipador seja extremamente competente, ele é muito grande, o que pode causar incompatibilidade com algumas placas mães, sendo necessário utilizar adaptadores M.2 para PCIe como é o caso da minha Z790, que literalmente bloqueia o acesso ao PCIe 4.0 x4 de baixo do PCIe 5.0 x16 da placa de vídeo aonde estava instalado o SSD. Além disso, a fan devido a alta rotação gera certo ruído, sendo interessante fazer o ajuste via PWM.
E como observamos neste curto vídeo acima das imagens térmica deste SSD, temos a impressão que o controlador não está esquentando devido a coloração da imagem, porém, isso está errado.
Isso ocorre pois o material em que o controlador é revestido não emitem sua própria radiação térmica de forma significativa devido a baixa emissividade, que é a capacidade de um material de emitir radiação térmica, materiais como vidros, e outros reflexivos tem essa características.
CONSUMO ELÉTRICO E EFICIÊNCIA
SSDs da mesma forma que diversos outros componentes do nosso sistema tem um determinado consumo elétrico. Os mais eficientes conseguem realizar tarefas que foram requisitadas de forma rápida e com um consumo relativamente baixo, para que assim consiga transitar novamente para seus power states em idle aonde tende a ter um consumo menor.
Neste trecho da análise utilizaremos o Quarch Programmable Power Module que a Quarch Solutions nos enviou (foto acima) para realizar estes testes e verificar o quão eficiente o SSD é. Nesta metodologia serão realizados 3 testes: O consumo máximo que o SSD possui, uma média em cenários práticos e casuais e em idle.
Este conjunto de teste, especialmente o de eficiência e em idle são importantes principalmente para usuários que pretendem utilizar drives em laptops, pois SSDs ficam a esmagadora maioria do tempo em power states de baixo consumo (Idle), portanto, isso ajuda e muito a economizar bateria.
E como já era de se esperar de sua eficiência, novamente nos deparamos com outro SSD Gen5 extremamente rápido, mas com baixa eficiência.
E novamente, como vimos no T700, estes SSDs com essa combinação Phison E26 + Micron B58R são ótimos no quesito de desempenho, mas são terríveis em quesito de eficiência. Podemos ver isso aqui em seu consumo máximo de mais de 10.3W.
Durante nosso benchmark, o Z540 conseguiu ter um consumo quase 600mW menor que o T700 mas ainda sim, devido seu SLC Cache ser menor que o tamanho do nosso benchmark, fez com que ele passe a maior parte do benchmark trabalhando em suas velocidades nativas TLC, o que prejudicou demais sua eficiência.
Por último e mais importante, teste em Idle, sendo o cenário em que a esmagadora maioria dos SSDs se encontram no uso do dia a dia ou cotidiano, e aqui é um dos piores pontos que devemos comentar desses controladores da Phison, seu consumo em idle mesmo com o SSD parado sem ter nem partição criada, é extremamente elveado, para terem uma ideia, o consumo é tão elevado, que um SSD com MAP1602 + YMTC TLC consegue ter uma média até menor que este valor.
Conclusão
Será que vale a pena o investimento extra nesse modelo?
Primeiramente, não podemos deixar de mensionar que, de fato este é um dos SSD mais rápidos existentes no planeta, mas nem tudo se resume à velocidade e embora ele não deixa a desejar em nenhum quesito referente à performance, há 2 pontos que realmente são cruciais para sabermos se realmente ele vale a pena.
Primeiramente seu custo, é obvio que por ser um SSD Gen5 ele tem um custo maior que um SSD Gen4, mas o problema é que para nós brasileiros, o custo dos SSDs Gen5 é inviável, enquanto um SSD Gen5 de 1TB custaria mais de R$1500, nesta faixa de preço conseguimos comprar SSDs Gen4 de 2TB topo de linha até mesmo com DRAM Cache, isso que é 2x mais capacidade que um Gen5.
Outro problema é a baixa eficiência e consumo elevado, isso auxilia o fato de que SSDs Gen5 esquentam demais, solicitando cada vez dissipadores mais robustos para serem utilizados.
VANTAGENS
- Excelente velocidades sequenciais
- Excelentes velocidades aleatórias
- Desempenho prático e em cenários profissionais muito bom
- Não possui variação de Hardware
- Excelente qualidade de construção, ótimo controlador e ótimas NANDs
- Dissipador que é vendido separadamente é bem eficiênte
- SLC Cache de ótimo tamanho
- Excelente velocidade sustentada de escrita
- Software básica da Teamgroup
- Durabilidade (TBW) na média dos demais SSDs
- 5 Anos de Garantia
DESVANTAGENS
- Sofre thremal throttling severo podendo ficar na faixa de 100 MB/s
- Dissipador vendido separadamente faz bastante barulho em rotação máxima.
- SLC Cache demora um poquinho pra se recuperar
- SSD esquenta demais
- Não possui Criptografia
- Preço elevado
- Baixa eficiência energética, alto consumo em Idle e em cargas de trabalho mais leves.




























