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[Review] Geil Zenith Z3 SATA 256 GB – Testes e resultados

Nesse review irei analisar o SSD GEIL Zenith Z3, que se trata de um modelo pertencente a linha de entrada do fabricante, usando ‘interface’ SATA e form-factor de 2,5”, oferecendo capacidades que vão desde os 128 GB até os 2 TB, onde a unidade analisada é a de 256 GB.

Fala galera, tudo tranquilo?

Nesse review irei analisar o SSD GEIL Zenith Z3, que se trata de um modelo pertencente a linha de entrada do fabricante, usando ‘interface’ SATA e form-factor de 2,5”, oferecendo capacidades que vão desde os 128 GB até os 2 TB, onde a unidade analisada é a de 256 GB.

Em relação à embalagem, o produto vem em um blister plástico onde logo na frente é possível ver diretamente o SSD e também informações como a série na qual ele pertence, capacidade e interface, enquanto na parte traseira, o fabricante incluiu as suas especificações.

Sobre o SSD, a carcaça é de plástico preta com um adesivo que possui visual até que interessante. Sobre a fixação das partes do “chassis”, ele é apenas encaixado nas laterais, portanto, não usa parafusos para fixação.

Dos componentes utilizados, a GEIL optou pela controladora Silicon Motion SM2259XT, que se trata de uma controladora SATA “DRAM Less” de quatro canais com suporte a NANDs 3D TLC e QLC.

Por ser tratar de um SSDs “DRAM-Less”, é necessária a implementação de alguma solução para compensar a falta da DRAM, afinal de contas, ela é usada para armazenar uma espécie de “mapa dos endereços de memória” para o SO saber onde as informações estão gravadas no SSD e quando ela não é presente, é normalmente usada a própria NAND para isso.

O grande problema dessa “solução” é que a memória NAND é mais lenta que a RAM e a sua “vida útil” , também chamada ‘Endurance’, é algo em função do número de escritas realizadas, o que significa que simplesmente utilizar a NAND para isso vai acabar comprometendo o SSD em duas frentes: desempenho e durabilidade.

Para mitigar esse “efeito” indesejado, os fabricantes das controladoras adotam diferentes estratégias, onde a mais usual é o chamado “SLC Cache”, que consiste separar um pedaço da NAND que será usado como um cache de escrita, onde ele irá trabalhar como se fosse “SLC”, ou seja, gravando em apenas 1 bit da célula, o que efetivamente dá um “boost” no desempenho do SSD com um compromisso muito menor na durabilidade. É evidente que essa abordagem apresenta limitações, por exemplo, se você estiver lidando com arquivos muito grandes ou se a unidade estiver cheia, então o desempenho tende a despencar.

Em relação à memória NAND adotada, o solitário chip apresenta código “29F2TO8GELBE“, o que corresponde a Micron N28A, ou seja, esse SSD utiliza uma memória NAND 3D QLC com 1024Gb/die, o que implica em apenas dois dies empilhados para resultar nos 256 GB.

Comparado as memórias TLC, as QLC possuem quatro bits por célula, o que implica que elas possuem maior densidade e por essa razão, menor custo, porém, é necessário ressaltar que o “Endurance” dessas memórias tende a ser menor, além do desempenho, que costuma ser ainda mais dependente do “SLC Cache” para manter bons números nas escritas, contudo, isso não implica necessariamente que todo SSD QLC seja “fraco” ou coisa do tipo, dependendo muito da implementação e demais componentes adotados, nesse caso em específico, o baixo número de dies empilhados e canais ativos tendem a não favorecer o desempenho.

No demais, esse é o primeiro SSD equipado com 3D QLC a aparecer por essas bandas, veremos adiante como ele se saiu nos testes. 🙂

Por fim, caso alguém venha a se interessar, nesse link pode ser encontrada a página do produto.

  • Configuração utilizada:

CPU: AMD Ryzen 5 3600 (Obrigado AMD!)

MOBO: ASUS TUF X570-PLUS/BR (Obrigado Terabyteshop!)

RAM: 2x8GB Crucial Ballistix Sport LT 3200CL16 (Obrigado Terabyteshop!)

GPU: GIGABYTE RX 5500 XT 8 GB (Obrigado Terabyteshop!)

PSU: Seasonic M12II Bronze 750W

COOLER: XPG Levante 240 (Obrigado XPG!)

SSD: GEIL Zenith Z3 SATA 256 GB (Obrigado Terabyteshop!)

Software: Windows 10 x64 21H1, Anvil Storage Utilities V110, Crystalmark 7.0.0 x64, DiskBench, FFXIV Shadowbringers Benchmark, HD Tune Pro 5.75 e PCMark10.

Objetivo dos testes: Aferir o desempenho do SSD em diversos benchmarks que simulam diferentes condições de uso. Para obtenção desses números, o SO está instalado em outra unidade enquanto no SSD de teste foram instalados apenas o PCMark10, o FFXVI Benchmark e a cópia da pasta do GTA V.

Maiores detalhes acerca dos testes estão contidos nos textos que acompanham os resultados a seguir.

Resultados:

Para melhor organização dos resultados, os benchmarks foram separados em “Testes do mundo real” e “Benchmarks sintéticos”, onde os primeiros tendem a simular o uso normal do PC, ou seja, tempos de carregamento de aplicações, jogos e cópia de arquivos, enquanto o segundo grupo, o dos “Benchmarks sintéticos”, mostram números de desempenho em leitura/escrita/IOPS em algumas situações usando tipos de dados pré-definidos.

  • Testes do “mundo real”:

Foram feitos os seguintes testes:

  1. DiskBench: Essa ferramenta permite mover um arquivo ou pasta de um lugar para o outro e salvar o tempo que levou para isso assim como a taxa de transferência média, no caso, visando simular uma situação de uso real fazendo backup da pasta de instalação de um jogo, foi escolhido a do GTA V da EPIC Store que possui “apenas” 89 GB e foi copiada dentro da mesma unidade, em outras palavras, foi feito uma cópia do ‘G:\GTAV’ para o ‘G:\Diskbench’.
  2. FINAL FANTASY XIV: Shadowbringers Benchmark: Esse teste inclui além dos resultados gráficos, os tempos de loading de cada cena, o que é interessante, pois essa ferramenta dispensa o uso de um cronômetro externo, que seria uma fonte de “imprecisão” nos resultados.
  3. PCMark10: Uma “run” customizada apenas com o subteste “App Start-Up Score”, que basicamente mede o tempo de carregamento de uma série de aplicações de produtividade como OpenOffice, GIMP, Chromium e Firefox tanto para partida “fria”, que é a primeira vez que o aplicativo é aberto e uma segunda partida “quente”, que é após a “fria” e normalmente é mais rápida por conta do sistema já ter armazenado muita coisa em cache. Ao fim, ele retorna uma pontuação que pode ser usada para comparar diferentes SSDs.

Ao menos no FFXIV e no PCMark10, o Zenith Z3 apresentou desempenho comparável com os demais modelos SATA “DRAM Less” que foram testados, porém, no Diskbench, que é basicamente um teste de escrita “do mundo real”, a solitária NAND 3D QLC acabou por limitar consideravelmente o desempenho, apresentando média abaixo dos 10 MB/s, o que é um resultado muito fraco, pior que muitos HD’s mecânicos convencionais e até mesmo alguns pendrives.

  • Benchmarks sintéticos:

Antes de apresentar os resultados nos benchmarks sintéticos, é necessário esclarecer que os fabricantes de SSD de forma geral costumam rotular as especificações de seus SSDs usando escrita/leitura sequencial como parâmetro, entretanto, mesmo que se trabalhe com arquivos grandes, toda vez que você abre uma aplicação, o SO também acessa diversas DLLs necessárias para o funcionamento desse programa, sendo que essas costumam ser pequenas em tamanho e correspondem a leituras/escritas aleatórias em arquivos de até 16 KB.

Em outras palavras, se o seu uso para o PC for algo como navegar na internet, ouvir música ou mesmo jogar, deve-se prestar muita atenção nos resultados de leituras/escritas aleatórias até 16 KB, pois essa é a operação que você mais utiliza, portanto, com maior impacto no “uso real”.

Caso alguém tenha interesse em verificar em tempo real essas operações, sugiro utilizar o software DiskMon, que é uma ferramenta gratuita disponibilizada pela Microsoft que monitora essas operações e permite a gravação de log para posterior análise dos dados. Também recomendo a leitura desse excelente artigo do pessoal do thessdreview, que aborda justamente essa questão.

A respeito dos benchmarks sintéticos, foram utilizados os seguintes softwares:

  1. Anvil Storage Utilities: Esse software faz uma série de testes de leitura/escrita e retorna os resultados em termos do IOPS (operações de entrada/saída por segundo), tempo de resposta, MB lidos/escritos, MB/s e uma pontuação geral que pode para ser comparado com outros SSDs. Ele também permite ajustar o tipo de dado a ser utilizado, sendo que os resultados aqui utilizados se referem a configuração padrão do software (dados 100% incompressíveis e arquivo de testes de 1 GB).
  2. Crystalmark 7.0.0 x64: Esse benchmark usa dados aleatórios, faz testes de leitura/escrita sequenciais e em blocos de até 4 KB. Também é importante frisar que os resultados aqui apresentados não são de todo comparáveis com as versões anteriores do Crystalmark, o que exige cautela na hora de se fazer comparações.
  3. Iometer 1.1.0: Para tentar identificar a proporção do disco alocado para “SLC Cache”, foi utilizado o Iometer configurado para fazer 100% de escritas sequenciais, o que na maior parte dos casos deve ser suficiente para descobrir como o fabricante configurou o “SLC Cache” da unidade e caso não seja, o software oferece flexibilidade nos ajustes para se tentar outras configurações.

Nos benchmarks sintéticos, a unidade da GEIL conseguiu entregar velocidades de escrita/leituras sequenciais bastante próximas ao rotulado no Crystalmark, já no Anvil, ele terminou próximo da lanterna nos testes…

…Por outro lado, no Iometer, é possível ver que o “SLC Cache” cobriu cerca de 65 GB, apresentando desempenho máximo nessa situação, com uma taxa de transferência de cerca de 430 MB/s, porém, tomando por base o primeiro gráfico, a impressão que fica é que ele ficou variando entre 20 MB/s e pouco mais de 100 MB/s, o que seria razoável para um modelo SATA “DRAM Less” de entrada, só que ao dar um “zoom” no gráfico, fica bem claro que esses 100 MB/s são apenas picos bastante rápidos, permanecendo na maior parte do tempo ali nos 20 MB/s, apresentando uma taxa de escrita média de 25 MB/s considerando dos 65 GB até os 256 GB, o que representa a velocidade nativa do SSD e coerente com a implementação da NAND 3D QLC usada pelo fabricante.

  • Conclusão:

Diantes dos testes e resultados apresentados, foi possível chegar nos seguintes pontos:

Nas aplicações o GEIL Zenith Z3 SATA 256 GB apresentou desempenho similar a das demais unidades SATA “DRAM Less” testadas, porém, por conta da adoção de NAND 3D QLC com um único chip contendo apenas dois dies empilhados, o desempenho no Diskbench foi péssimo, ficando abaixo dos 10 MB/s no “backup” da pasta do GTA V, resultado esse sendo confirmado no Iometer, onde a velocidade nativa dessa unidade acabou ficando abaixo dos 30 MB/s. O único uso para esse SSD seria a instalação do SO e mesmo assim, tomando o cuidado em manter boa parte da unidade desocupada para ter margem da controladora trabalhar com o SLC Cache, pois caso contrário, o desempenho tende a se degradar muito.

Em relação ao preço, nesse momento (17/10/2021) o GEIL Zenith Z3 SATA 256 GB está indisponível na Terabyteshop por R$309,90, o que é um valor injustificável diante do pífio desempenho apresentado, com diversas outras opções melhores disponíveis no mercado brasileiro, de forma que se for pegar um SSD SATA “DRAM Less”, o que é o caso da maior parte das unidades atualmente disponíveis, atente-se para o tipo de NAND utilizada, preferindo os modelos 3D TLC em detrimento dos 3D QLC, pois ainda que o desempenho final dependa muito da implementação do fabricante, em geral, os modelos 3D TLC tendem a ter rendimento e endurance melhores por um preço igual ou pouco maior.

E por hoje é só! Dúvidas, críticas e sugestões são bem-vindas! Até a próxima!

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