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[Review] Intel SSD 660P NVMe 512 GB

Nesse review irei analisar um SSD da Intel, que se trata de um modelo usando ‘interface’ NVMe com form-factor M.2 2280 e pertencente a linha 660P, que é a de entrada e oferece modelos com capacidades que vão dos 512 GB até os 2 TB. A unidade analisada é a de 512 GB... Continue lendo!

Fala pessoal, tudo bem?

Nesse review irei analisar um SSD da Intel, que se trata de um modelo usando ‘interface’ NVMe com form-factor M.2 2280 e pertencente a linha 660P, que é a de entrada e oferece modelos com capacidades que vão dos 512 GB até os 2 TB. A unidade analisada é a de 512 GB.

Em relação à embalagem, o modelo vem em uma caixa de papelão que a princípio é similar a encontrada em produtos OEM, sem marcações que identifiquem claramente o seu conteúdo, porém, ao abri-la, nos deparamos com a “real” caixa do produto, que possui design similar ao das CPUs de sétima geração, onde podemos encontrar detalhes sobre o dispositivo, como, por exemplo, uma ilustração, capacidade e um link para mais informações.

Ao abrir a embalagem “real”, o SSD vem em um blister plástico junto de um pequeno impresso, que dentre outras coisas, destaca que a garantia desse modelo é de 5 anos. Com todas essas caixas, não é preciso dizer que o produto vem extremamente bem protegido contra possíveis danos.

Como disse anteriormente, esse é um SSD no padrão M.2 2280, onde esse número se refere ao tamanho do PCB, sendo os dois primeiros dígitos referentes a largura (22 mm) e os dois últimos ao comprimento (80 mm) e no caso, o 2280 costuma ser o mais comum para SSDs M.2 NVMe. Ainda sobre esse “form factor”, cabe ressaltar que existem diversos dispositivos M.2 no mercado, por exemplo, módulos Wi-Fi ou mesmo SSDs SATA nesse padrão e que naturalmente, esses últimos são bem mais lentos que seus “primos” NVMe apesar de também serem M.2.

Já a respeito do padrão NVMe, trata-se de uma especificação de dispositivo criado para permitir o acesso de dispositivos de armazenamento usando memórias não-volátil (aka SSDs) pela ‘interface’ PCIe, o que naturalmente traz uma série de vantagens sobre os outros padrões pré-existentes como o SATA, que foi originalmente desenvolvido para uso com HD’s e por essa razão não exploram tudo que os SSD’s modernos podem oferecer.

Das vantagens, é possível citar a maior largura de banda oferecido pelo barramento PCIe, o menor overhead de I/O e um recurso chamado HMB (Host Memory Buffer), que permite ao SSD alocar uma parte da memória RAM principal como ‘buffer’, possibilitando o desenvolvimento de unidades ‘DRAM-Less’ com desempenho muito mais consistente do que as unidades SATA ‘DRAM-Less’, que por conta das limitações dessa ‘interface’, não permitemm fazer esse tipo de “manobra” para extrair melhor desempenho desses SSDs. Caso alguém tenha interesse em se aprofundar no funcionamento disso, fica a sugestão para a leitura desse paper que explora as possibilidades para implementação do recurso e os respectivos ganhos de desempenho.

Sobre o Intel 660P em especifico, ele não possui dissipador, onde o fabricante optou por colar uma etiqueta sobre os componentes, cuja remoção pode acarretar perda da garantia, o que implica em possíveis complicações na instalação de dissipadores, seja de terceiros ou daqueles que acompanham algumas placas-mãe.

Agora sobre os componentes utilizados, a INTEL optou por usar a controladora Silicon Motion SM2263EN, que é uma controladora de 4 canais com suporte a DRAM Cache usando memórias DDR3/DDR3L e DDR4. onde o fabricante optou por utilizar uma memória DDR3 1600 de 256 MB da Nanya cujo código é NT5CC128M16IP-DI. Das NANDs adotadas, são dois chips Intel/Micron N18A de 64-Layers, QLC, contendo dois dies de 1024Gb empilhados em cada um desses componentes, resultando nos 512 GB.

Por fim, a INTEL oferece garantia limitada de 5 anos para 100TBW, o que vier primeiro, e a página do produto pode ser vista aqui.

  • Configuração utilizada:

CPU: AMD Ryzen 5 3600 (Obrigado AMD!)

MOBO: ASUS TUF X570-PLUS/BR (UEFI 3405 – Obrigado Terabyteshop!)

RAM: 2x8GB Crucial Ballistix Sport LT 3200CL16 (Obrigado Terabyteshop!)

GPU: GIGABYTE RX 5500 XT 8 GB (Obrigado Terabyteshop!)

PSU: Seasonic M12II Bronze 750W

COOLER: XPG Levante 240 (Obrigado XPG!)

SSD: Intel 660P NVMe 512GB (Obrigado Terabyteshop!)

Software: Windows 10 x64 21H1, Anvil Storage Utilities V110, Crystalmark 7.0.0 x64, DiskBench, FFXIV Shadowbringers Benchmark, Iometer 1.1.0 e PCMark10.

Objetivo dos testes: Aferir o desempenho do SSD em diversos benchmarks que simulam diferentes condições de uso. Para obtenção desses números, o SO está instalado em outra unidade enquanto no SSD de teste foram instalados apenas o PCMark10, o FFXVI Benchmark e a cópia da pasta do GTA V.

Maiores detalhes acerca dos testes estão contidos nos textos que acompanham os resultados a seguir.

Resultados:

Para melhor organização dos resultados, os benchmarks foram separados em “Testes do mundo real” e “Benchmarks sintéticos”, onde os primeiros tendem a simular o uso normal do PC, ou seja, tempos de carregamento de aplicações, jogos e cópia de arquivos, enquanto o segundo grupo, o dos “Benchmarks sintéticos”, mostram números de desempenho em leitura/escrita/IOPS em algumas situações usando tipos de dados pré-definidos.

  • Testes do “mundo real”:

Foram feitos os seguintes testes:

  1. DiskBench: Essa ferramenta permite mover um arquivo ou pasta de um lugar para o outro e salvar o tempo que levou para isso assim como a taxa de transferência média, no caso, visando simular uma situação de uso real fazendo backup da pasta de instalação de um jogo, foi escolhido a do GTA V da EPIC Store que possui “apenas” 89 GB e foi copiada dentro da mesma unidade, em outras palavras, foi feito uma cópia do ‘G:\GTAV’ para o ‘G:\Diskbench’.
  2. FINAL FANTASY XIV: Shadowbringers Benchmark: Esse teste inclui além dos resultados gráficos, os tempos de loading de cada cena, o que é interessante, pois essa ferramenta dispensa o uso de um cronômetro externo, que seria uma fonte de “imprecisão” nos resultados.
  3. PCMark10: Uma “run” customizada apenas com o subteste “App Start-Up Score”, que basicamente mede o tempo de carregamento de uma série de aplicações de produtividade como OpenOffice, GIMP, Chromium e Firefox tanto para partida “fria”, que é a primeira vez que o aplicativo é aberto e uma segunda partida “quente”, que é após a “fria” e normalmente é mais rápida por conta do sistema já ter armazenado muita coisa em cache. Ao fim, ele retorna uma pontuação que pode ser usada para comparar diferentes SSDs.

O SSD da Intel apresentou desempenho bastante aceitável nos testes, rivalizando com outros NVMe de entrada que usam NANDs 3D TLC, onde o seu “calcanhar de Aquiles” foi justamente no teste de escrita no Diskbench, onde ele inevitavelmente acabou na lanterna dentre os modelos NVMe por conta das NANDs 3D QLC, porém, ainda sim, o desempenho pode ser considerado satisfatório, não ficando tão distante de outros modelos de entrada usando a mesma interface e superando a maioria das unidades SATA que foram testadas aqui no site.

  • Benchmarks sintéticos:

Antes de apresentar os resultados nos benchmarks sintéticos, é necessário esclarecer que os fabricantes de SSD de forma geral costumam rotular as especificações de seus SSDs usando escrita/leitura sequencial como parâmetro, entretanto, mesmo que se trabalhe com arquivos grandes, toda vez que você abre uma aplicação, o SO também acessa diversas DLLs necessárias para o funcionamento desse programa, sendo que essas costumam ser pequenas em tamanho e correspondem a leituras/escritas aleatórias em arquivos de até 16 KB.

Em outras palavras, se o seu uso para o PC for algo como navegar na internet, ouvir música ou mesmo jogar, deve-se prestar muita atenção nos resultados de leituras/escritas aleatórias até 16 KB, pois essa é a operação que você mais utiliza, portanto, com maior impacto no “uso real”.

Caso alguém tenha interesse em verificar em tempo real essas operações, sugiro utilizar o software DiskMon, que é uma ferramenta gratuita disponibilizada pela Microsoft que monitora essas operações e permite a gravação de log para posterior análise dos dados. Também recomendo a leitura desse excelente artigo do pessoal do thessdreview, que aborda justamente essa questão.

A respeito dos benchmarks sintéticos, foram utilizados os seguintes softwares:

  1. Anvil Storage Utilities: Esse software faz uma série de testes de leitura/escrita e retorna os resultados em termos do IOPS (operações de entrada/saída por segundo), tempo de resposta, MB lidos/escritos, MB/s e uma pontuação geral que pode para ser comparado com outros SSDs. Ele também permite ajustar o tipo de dado a ser utilizado, sendo que os resultados aqui utilizados se referem a configuração padrão do software (dados 100% incompressíveis e arquivo de testes de 1 GB).
  2. Crystalmark 7.0.0 x64: Esse benchmark usa dados aleatórios, faz testes de leitura/escrita sequenciais e em blocos de até 4 KB. Também é importante frisar que os resultados aqui apresentados não são de todo comparáveis com as versões anteriores do Crystalmark, o que exige cautela na hora de se fazer comparações.
  3. Iometer 1.1.0: Para tentar identificar a proporção do disco alocado para “SLC Cache”, foi utilizado o Iometer configurado para fazer 100% de escritas sequenciais, o que na maior parte dos casos deve ser suficiente para descobrir como o fabricante configurou o “SLC Cache” da unidade e caso não seja, o software oferece flexibilidade nos ajustes para se tentar outras configurações.

Nos benchmarks sintéticos, o NVMe da Intel acabou entregando o prometido nas leituras e escritas sequências, algo que pode ser confirmado no teste do CrystalDiskMark, já no Anvil, ele ficou na lanterna dos NVMe por uma pequena margem, porém, novamente, muito a frente das unidades SATA.

Agora no Iometer, é possível ver que o “SLC Cache” cobriu até pouco mais de 74 GB, o que é relativamente pouco para uma unidade de 512 GB, apresentando desempenho máximo nessa situação, com uma taxa de transferência de cerca de 920 MB/s, enquanto a velocidade nativa das NANDs, ou seja, a média que compreende todo o intervalo sem influência do SLC Cache (74 GB até 512 GB) foi algo próximo dos 50 MB/s, o que está no esperado para memórias QLC em um SSD com quatro canais.

  • Conclusão:

Diantes dos testes e resultados apresentados, foi possível chegar nos seguintes pontos:

O Intel 660P NVMe 512 GB apresentou números de desempenho comparáveis ao de outras unidades de entrada com memórias NAND 3D TLC, ficando apenas um pouco atrás nas escritas, o que já era de se esperar, afinal, o 660P usa memórias QLC, porém, apesar disso, os resultados apresentados ainda podem ser considerados aceitáveis e melhores que boa parte dos SSDs SATA disponíveis atualmente.

Sobre a garantia, a Intel oferece 5 anos ou 100TBW, o que parece razoável para uma unidade de entrada cuja expectativa é uso leve ou moderado.

Em relação ao preço, nesse momento (4/12/2021) o Intel 660P NVMe 512 GB se encontra em promoção na Terabyteshop com preço de R$489,90, o está na faixa de preço para SSDs NVMe dessa mesma capacidade, contudo, no momento, é possível encontrar outras unidades equipadas com NANDs 3D TLC por valores um pouco menores, as quais devem oferecer desempenho um pouco melhor, apesar disso, é necessário ressaltar que o Intel 660P apresentou desempenho honesto para o que se propõe e definitivamente pode ser considerado um bom “item de hardware”, atendendo as necessidades do uso cotidiano da maior parte dos usuários.

E por hoje é só! Dúvidas, críticas e sugestões são bem-vindas! Até a próxima!

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