Reviews SSDs e armazenamento

[Review] SSD Solidigm P41 Plus 1TB – Um ótimo SSD 4.0 com preço bem baixo e bom desempenho.

Hoje, testaremos um SSD NVMe da fabricante norte-americana, do segmento topo de linha até o momento, modelo P41 Plus. Neste teste, constataremos o modelo de 1TB que a Solidigm nos enviou... Continue lendo!

Hoje, testaremos um SSD NVMe da fabricante norte-americana, do segmento topo de linha até o momento, modelo P41 Plus. Neste teste, constataremos o modelo de 1TB que a Solidigm nos enviou.

Para quem for mais atento pode reparar que este nome é bem familiar, e sim, não é um coincidência, ele se refere ao Platinum P41 da SK Hynix, como a unidade de 2TB que testamos recentemente neste link: SSD SK Hynix Platinum P41 2TB.

Mas quem é a “Solidigm”? Neste caso, a Intel até pouco tempo atrás, havia abandonado o mercado de SSDs, portanto, os desenvolvedores e criados desses produtos da Intel estão trabalhando agora debaixo da “SK Hynix” sob uma nova sub-marca chamada Solidigm. Portanto, podemos dizer que este SSD tem um toque da SK Hynix e Intel nele.

Ele vem no formato M.2 com barramento de 64Gbps, ou seja, 4 linhas PCIe 4.0, protocolo NVMe 1.4 e capacidades que variam desde 512GB até 2TB apenas, sem versões de 4TB. Seu preço geralmente se encontra próximo dos US$90, pois infelizmente, a Solidigm como a SK Hynix até o momento só vendem este SSD nos Estados Unidos.

Especificações do SSD

A seguir, informações um pouco mais detalhadas sobre o SSD que será testado (unidade de 2TB):

Softwares do SSD

A Solidigm oferece 2 softwares para seus SSDs, o Soligidm Synergy™ Storage Tool,o qual permite habilitar funções como HMC (Host Memory Cache) e é uma ferramenta que a Solidigm afirma trazer um desempenho a mais em seus SSDs, além, é claro, de possibilitar os usuários a ver dados mais avançados de seu SSD como seu estado de saúde e atualizações de firmware.

O que é o H.M.C. ?

Como mencionamos anteriormente, a Solidigm oferece uma função para seus SSDs chamada Host Memory Cache que é uma implementação focada em assegurar uma melhor consistência da performance do drive durante sua vida útil.

Como os SSDs possuem as tabelas de mapeamento para que o controlador saiba exatamente onde todos os dados do sistema estejam localizados, SSDs com HMC podem deixar dados mais frequentes e importantes na região de SLC Cache estática, que geralmente é a que possui a maior “endurance” de cada bloco.

Por padrão, o SSD já acompanha esta tecnologia habilitada normalmente e ela se encontra disponível em 3 SSDs deles, os Solidigm 665P, Solidigm 670P e o P41 Plus. Estas implementações já foram abordadas por outros fabricantes no passado como em SSDs Crucial com seu design de pSLC Cache (DWA – Dynamic Write Acceleration).

Geralmente, esses metadados armazenam apenas a localização dos dados nos SSDs, mas com esse design, é possível utilizar uma tabela de metadados e classificar esses dados de forma organizada e padronizada para sabermos quais priorizar, desta forma melhorando a performance do SSD.

Unboxing

O SSD vem em uma caixa na cor branca com uma foto ilustrativa do SSD na parte frontal sobre uma logo Roxa da fabricante e em sua parte traseira temos apenas breves dados mostrando a capacidade e detalhes da unidade do SSD como seu Serial Number e Part Number.

Já agora, ao remover o SSD da caixa, vemos que se trata de um SSD single-sided que possui apenas seu controlador e a NAND Flash em sua parte superior, algo que iremos abordar logo mais.

Por se tratar de um SSD com Dies QLC e 1TB, não há a necessidade de termos componentes em ambos os lados do seu PCB, diminuindo custos de fabricação e soluções de arrefecimento, considerando que muitas placas mães e notebooks possuem dissipador apenas em sua parte frontal.

Controlador
O controlador do SSD é o responsável por fazer todo o gerenciamento de dados, over provisioning e garbage collection, dentre outras funções que ocorrem em segundo plano. E, é claro, faz com que o SSD tenha um bom desempenho.

Vemos que este SSD vem equipado com um novo controlador lançado recentemente pela Silicon Motion. Modelo SM2269XT, que se trata de um controlador com arquitetura ISA ARM de 32-bits, barramento PCIe 4.0 com 4 linhas, e núcleo Dual Core, utilizando 2 cores Cortex-R8.

Diferente da esmagadora maioria dos controladores de SSDs, estes núcleos Cortex-R8 são pouquíssimo utilizados em SSDs. Na maioria dos SSDs vemos que os mais utilizados são os Cortex-R5 que tendem a oferecer um bom equilíbrio entre performance e eficiente.

Em outro controlador também da Silicon Motion, bastante utilizado em SSDs de baixo custo PCIe 3.0, o SM2263XT, tratava-se de um conjunto Dual-Core Cortex-R5 que operava com uma velocidade de 400 MHz, portanto seu sucessor com interface 4.0 (SM2267XT) pode apresentar uma velocidade similar ou pouco maior. Infelizmente a Silicon Motion não divulga a velocidade de operação deste Dual-Core Cortex-R8 para esse controlador.

Sabemos que os núcleos Cortex-R8 podem trabalhar com uma frequência de até 1.5GHz, mas com certeza a frequência de operação desses núcleos é bem menor neste SSD para que o consumo elétrico e o output térmico fiquem sob controle.

Mas por que utilizar núcleos Cortex-R? Em resumo, os Cortex-R são os melhores cores para tarefas que exijam baixa latência e performance em tempo real mais elevada, que é o caso dos SSDs. A diferença prática, neste caso, de um núcleo Cortex-R5 para um Cortex-R8 fora tudo isso que mencionamos é seu IPC maior.

Por se tratar de um controlador com final “XT“, simboliza que se trata de um controlador DRAM-Less, ou seja, não oferece suporte para DRAM Cache, por outro lado, ele oferece suporte à tecnologia H.M.B. que abordaremos mais adiante.

Algo interessante sobre este controlador em comparação a seu antecessor, o SM2267XT, é que fora a substituição do Dual-Core Cortex-R5 por este novo conjunto Dual-Core Cortex-R8, é que este novo SSD possui um suporte a barramento NV-DDR4 de até 1600 MT/s (ONFi 4.2), permitindo extrair o máximo de cada Dies TLC/QLC que forem utilizados como os B47R da Micron, enquanto o SM2267XT possuía um barramento NV-DDR4, porém, de até 1200 MT/s

Ele também oferece um conjunto de 4 canais de comunicação com suporte até 4 comandos Chip Enable por cada canal, permitindo um interleaving ou intercalamento com até 16 dies.

DRAM Cache ou H.M.B.
Todo SSD topo de linha que visa oferecer um alto desempenho consistente necessita de um buffer para poder armazenar suas tabelas de mapeamento (Flash Translation Layer ou Look-up table). Com isso, ele consegue ter desempenho aleatório melhor e ser mais responsivo.

Como havíamos mencionado, por se tratar de um controlador com nomenclatura “XT“, ele não oferece suporte a DRAM Cache, portanto, para realizar o armazenamento da tabela de metadados, ele aloca 64 MiB da memória RAM do sistema para agilizar o acesso a esta tabela.

NAND Flash
Com relação a seus circuitos integrados de armazenamento, o SSD de 1TB possui 1 chips Nand flash marcado como “29F08T4A0CQK2”. Tratam-se de Nands da fabricante norte-americana INTEL em parceria com a Micron, modelos 3D QLC N38A sendo neste caso dies de 1Tb (128GiB) contendo 144-Layers de dados e um total de 160 gates, gerando uma array efficiency de 90%.

Estes mesmos chips de memória são encontrados facilmente nos SSDs Intel 670P de 1TB e 2TB como veremos no exemplo a seguir. Pois a Solidigm, como mencionamos, trata-se de uma divisão de ex-funcionários da Intel no ramo de SSDs.

Como o nosso SSD possui apenas 1 chip NAND Flash e cada Die tem uma densidade de 128GB, conclui-se que esta NAND Flash é do tipo 8DP (8 Dies por NAND Flash).

Estes Dies QLC da Intel possuem uma velocidade de barramento máximo de até 1200 MT/s (600 MHz), com uma velocidade média de programação estimada de 40 MB/s por cada die (tPROG: 1630 µs). Com isso um SSD com 8 dies QLC N38A conseguiriam fornecer até 320 MB/s de velocidade de escrita sequencial, mas veremos logo mais que suas velocidades são ainda menores.

Die Floorplan – Intel QLC N38A 144-Layers 1Tb

Algo interessante neste dies da Intel foi que eles optaram por desenvolver este die com 3 decks de armazenamento, significando que estes dies de 144-layers possuem 3 decks aonde cada um possui 48-layers de armazenamento. Mas para compensar também em seu desempenho, eles optaram em desenvolvê-lo com 4 planes ao invés de 2, desta forma, o controlador consegue ler e escrever dados em cada plane aumentando o paralelismo e a performance.

A Intel também classifica estes Dies com suporte até 1500 P/E-C (Program Erase Cycle) que são a quantidade de vezes que cada célula consegue apagar e reescrever dados fisicamente, pois durante o processo de escrita, devido o fluxo de elétrons pelo canal, gera-se um desgaste físico nas células e este nível de endurance é algum similar a alguns Dies TLCs que encontramos em SSDs, porém esta é sua endurance máximo, na média seria de 1000 P.E.C. para baixo.

PMIC (Power Delivery) / VRM

Assim como qualquer componente eletrônico que exerce algum funcionamento, SSDs também possuem um nível de consumo de energia que pode variar desde poucos miliwatts  até próximo de 10 watts, beirando o limite de alguns conectores ou slots. O circuito responsável por todo gerenciamento de energia é o PMIC, que significa “Power Management IC“, um circuito eletrônico responsável por prover alimentação para demais componentes.

Infelizmente não foi possível identificar mais informações do VRM deste SSD, vemos que ele apresenta um C.I. que aparenta ser um Load Switch ou um Mosfet com marcações “CAM 005”.

SSD Power States

Como sempre mencionamos em análises sobre consumo de energia, neste trecho veremos mais sobre os estados de alimentação deste SSD.

Vemos que neste SSD, seu power state máximo “ativo” é de 4W, porém vemos que curiosamente o fabricante não informa a corrente que ele trabalha em sua parte traseira, mas veremos logo adianta se ele ultrapassa esses limites ou se mantém dentro de seus power states.

CURIOSIDADES SOBRE O SSD SOLIDIGM P41 PLUS 1TB

Da mesma forma que circuitos integrados de memória RAM em um pente de memória sofrem variação, o mesmo ocorre com SSDs, nos quais há casos de mudanças de componentes como controlador e NAND flashs.

Embora a Solidigm não seja como a SK Hynix com seu P41, que todo design do SSD é feito in-house, este SSD utiliza um controlador da Silicon Motion junto de Dies da Intel, mas isso não os impediu de deixar este design de SSD com apenas esta variante, pelo menos até o momento desta análise.

METODOLOGIA DE TESTES
Nesta bateria de testes, serão utilizados softwares como Crystal Disk Mark, PCMark 10 (versão paga), IOmeter, 3DMark, ATTO Disk Benchmark, Adobe Premiere, além de utilizar o Final Fantasy XIV para teste de tempo de carregamento de games e tempo de carregamento de Boot do Windows 10 e 11 utilizando o Bootracer.

Importante ressaltar que, quaisquer breves mudanças no sistema operacional, plataforma utilizada seja Intel ou AMD, versão de drivers como Chipset, modelo de processador, modelo de placa mãe, versões do Sistema Operacional, podem gerar resultados com uma diferença deste apresentado, levando isto em conta, a seguir será listado todas as especificações da bancada utilizada, sendo que cada teste realizado foi aferido 3 vezes tendo utilizado a média de cada resultado.

BANCADA DE TESTES
– Sistema Operacional: Windows 10 Pro 64-bit (Build: 21H2) + Windows 11 Pro 64-bit (Build: 21H2)
– Processador: AMD Ryzen 9 5950X (16C/32T) (Frequência fixa em todos os núcleos, 4 GHz)
– Memória RAM: 2 × 16 GB DDR4-3200MHz CL-16 Netac (c/ XMP)
– Placa-mãe: Gigabyte X570s Aorus Elite AX (Bios Ver.: F5c)
– Placa de Vídeo: RTX 3050 Gigabyte Gaming OC (Drivers: 512.xx)
– Armazenamento (OS): SSD SK Hynix Platinum P41 2TB (Firmware: 51060A20)
– SSD testado: SSD Solidigm P41 Plus 1TB (Firmware: 001C)
– Versão drive Chipset AMD X570: 4.03.03.431.
– Windows: Indexação desabilitada para não afetar resultados dos testes.
– Windows: Atualizações do Windows updates desabilitados para não afetar resultados dos testes.
– Windows: A maioria dos aplicativos do Windows desabilitados de rodar em segundo plano.
– Teste Boot Windows: Imagem limpa com apenas drivers e todos os updates.
– Teste de pSLC Cache: O SSD é arrefecido por fans para não gerar thermal throtling, interferindo no resultado.
– Windows: Anti-Vírus desabilitado para diminuir variação de cada Rodada.
– SSDs Testados: Utilizado como disco secundário, com 0% de espaço sendo utilizado e outros testes com 50% de espaço utilizado para representar um cenário realista.
– Quarch PPM QTL1999 – Teste de consumo elétrico: Realizo com 3 parâmetros, em idle aonde o disco é deixado como secundário e após um tempo em idle é realizado a gravação por 1 hora e tirado a média.

ONDE COMPRAR

Infelizmente, como mencionado anteriormente, é bem difícil comprar esse SSD, afinal, não é comercializado na america do sul, apenas na américa do norte e talvez na Europa.

CRYSTALDISKMARK
Realizamos testes sintéticos sequenciais e aleatórios com as seguintes configurações:

Sequencial: 2x 1 GiB (Blocos 1 MiB) 8 Queues 1 Thread

Aleatórios: 2x 1 GiB (Blocos 4 KiB) 1 Queue 1/2/4/8/16 Threads

Ao testarmos suas velocidades sequenciais vemos que ele sai na frente de seu rival XPG S50 Lite em sua leitura, ficando apenas um pouco atrás de sua escrita, mas levando em conta que esse P41 Plus é um SSD DRAM-Less e mais barato foi um resultado muito bom.

Já em suas latências que são os ceários mais realistas que podemos ver em casos de uso cotidiano, o S50 lite acaba se saindo melhor na leitura, mas na escrita este SSD da Solidigm se sai melhor, mesmo utilizando dies QLC que possuem tempo de programação muito maior (tPROG).

Ao testarmos suas velocidades aleatórias com 1 fila e 4 threads alocadas, vemos que com 4 filas alocadas ele supera SSDs mais caros como os Galax HOF Pro20 e NV5000, e até mesmo o S50 Lite na sua escrita. Outro ponto positivo para este SSD da Solidigm

Já ao testarmos com apenas uma fila, a diferença entre os SSDs cai, mas ainda sim ele se sobre sai contra SSDs muito mais caros e de categoria superior como o Asgard AN4 1TB, que testamos recentemente.

Neste teste, foram feitas 3 configurações de acessos entre diversas configurações de queue depth desde QD1, que representa um uso cotidiano do dia a dia, quanto QD16, que já se torna bem surreal, mais comparável com ambientes virtualizados.

Vemos que em sua escrita ele fica bem próximo dos 540.000 IOPS anunciados, já em sua leitura ficou menos da metade, mas lembrando novamente que os parâmetros são diferentes, tendo em vista que a quantidade de QD que o fabricantes testam são totalmente irrealistas para a atualidade e cenários casuais.

ATTO Disk Benchmark QD1 e QD4

Realizamos um teste utilizando o ATTO para observar a velocidade dos SSDs em determinados tamanhos de blocos diferentes. Neste benchmark, foi configurado da seguinte forma:

Blocos: de 512 Bytes até 8 MiB

Tamanho do arquivo: 256MB

Queue Depth: 1 e 4.

O ATTO disk benchmark é um software que faz um teste de velocidade sequencial com arquivos comprimidos, ou seja, para uma simulação em uma carga de transferência de dados como no Windows, geralmente vemos algo em torno dos blocos de 128KB à 1 MiB, agora vemos que o Solidigm se misturou bem em blocos de menor tamanho, ficando apenas para trás quando os blocos vão aumentando de tamanho.

Em QD de 1 o mesmo se repete porém a diferença entre os SSDs cai bastante, dando ampla folga para esse SSD QLC se misturar com os demais QLC. Vemos também que até mesmo em sua escrita ele consegue quase bater o S50 Lite mesmo em blocos maiores.

3DMark – Storage Benchmark

Neste benchmark, são realizados diversos testes voltados a armazenamento, incluindo testes de carregamento de games como Call of Duty Black Ops 4, Overwatch, gravação e streaming com o O.B.S. de uma gameplay à 1080p 60 FPS, instalação de alguns games e transferências de arquivos de pastas de games.

Já neste novo benchmark da 3DMark voltado à uso cotidiano e cenários com foco em games e outras tarefas realísticas, vemos que graças à sua implementação de pSLC Cache e ao H.M.C. ele conseguiu apresentar ótimos resultados para SSDs desta categoria de preço, ultrapassando SSDs até topo de linha como o S70 Blade que até o momento era um dos Flagships da XPG.

PCMARK 10 – FULL SYSTEM DRIVE BENCHMARK
Neste teste, foi utilizada a ferramenta Storage Test e o teste “Full System Drive Benchmark”, que faz testes leves e pesados no SSD.

Dentre estes traces podemos observar testes como:
– Boot Windows 10
– Adobe After Effects: Iniciar a aplicação até estar pronto para uso
– Adobe Illustrator: Iniciar a aplicação até estar pronto para uso
– Adobe Premiere Pro: Iniciar a aplicação até estar pronto para uso
– Adobe Lightroom: Iniciar a aplicação até estar pronto para uso
– Adobe Photoshop: Iniciar a aplicação até estar pronto para uso
– Battlefield V: Tempo de carregamento até o menu iniciar
– Call of Duty Black Ops 4: Tempo de carregamento até o menu iniciar
– Overwatch: Tempo de carregamento até o menu iniciar
– Usando Adobe After Effects
– Usando Microsoft Excel
– Usado Adobe Illustrator
– Usando Adobe InDesign
– Usando Microsoft PowerPoint
– Usando Adobe Photoshop (Uso intenso)
– Usando Adobe Photoshop (Uso mais leve)
– Copiando 4 arquivos ISOs, 20GB ao total de um disco secundário (Teste de Escrita)
– Realizando a cópia do arquivo ISO (Teste de leitura-escrita)
– Copiando o arquivo ISO para um disco secundário (Leitura)
– Copiando 339 arquivos JPEG (Fotos) para o disco sendo testado (Escrita)
– Criando cópias destes arquivos JPEG (Leitura-Escrita)
– Copiando 339 arquivos JPEG (Fotos) para outro disco (Leitura)

Neste benchmark um pouco mais antigo e menos “otimizado” com um foco maior em produtividade com pacote Adobe e Office, vemos que ele obteve novamente um ótimo resultado se saindo acima novamente do S70 Blade ficando muito próximo do NV7000 de 1TB.

TESTE DE PROJETO – Adobe Premiere Pro 2021
A seguir, utilizamos o Adobe Premiere para medir o tempo médio de abertura de um projeto de cerca de 16.5GB com resolução 4K, 120Mbps de bitrate, cheio de efeitos até que estivesse pronto para edição. Ressaltando apenas que o SSD testado é sempre como drive secundário sem o sistema operacional instalado, pois isso poderia afetar o resultado, gerando inconsistências.

Ao utilizarmos este projeto no Premiere, vemos novamente que o Solidigm impressionou, apresentando um empate técnico com o P41 da SK Hynix que testamos recentemente, isso foi um feito incrível para um SSD com dies QLC.

TESTE DE TEMPO DE CARREGAMENTO DE GAMES E WINDOWS
Fizemos uma comparação entre múltiplos SSDs e um HD, utilizando uma instalação limpa do Windows 10 Build 21H1 junto do benchmark do Final Fantasy XIV abrindo o modo campanha. O teste consiste no melhor resultado após três boots seguidos do sistema, considerando o tempo total até finalizar na área de trabalho com o score informado pelo aplicativo. Por isso, é mais lento do que o boot até mostrar a tela da área de trabalho. 

Neste benchmark do Final Fantasy, aonde cada setor do benchmark é calculado o tempo médio estimado que cada cena levou para ser carregada, vemos que o Solidigm ficou no meio dos demais SSDs, tendo um empate técnico com o Asgard AN4 de 1TB.

Considerando que, neste programa, consta deste o tempo de boot até o carregamento dos últimos drivers do OS, o que neste caso, é feito uma instalação limpa com apenas drivers de sistema operacional, como de Rede, Wire-less + Bluetooth, Áudio, Drivers Nvidia, PCH dentre outros, então, vemos que o Solidigm, embora não tenha tido os resultados mais rápidos do comparativo, teve um desempenho consistente com demais os modelos 4.0 e se saindo até a frente de SSDs mais caros.

TESTE DE VELOCIDADE SUSTENTADA | SLC CACHING
Boa parte de SSDs no mercado atualmente utiliza como base a tecnologia de SLC Caching, em que certo percentual de sua capacidade de armazenamento, seja ele MLC (2 bits p/ célula), TLC (3 bits p/ célula) ou QLC (4 bits p/ célula), é usado para armazenar apenas 1 bit por célula. No caso, é usada como um buffer de escrita e leitura, em que o controlador inicia a gravação e quando o Buffer se esgota ele escreve nas NAND Flash nativas (MLC / TLC / QLC).

Através do IOmeter, podemos ter uma ideia do volume de SLC cache deste SSD, já que o fabricante muita vezes não informa este valor. Pelos testes que realizamos, foi possível constatar que ele possui um volume de pSLC Cache híbrido, de cerca de 132GB à 135GB, que conseguiu manter velocidade média de ~ 2999 MB/s até o fim do buffer, o que foi um ótimo resultado.

Neste caso este design híbrido é similar a demais modelos utilizados por outras fabricantes como o nCache 4.0 da Western Digital que encontramos em SSDs como o SN850 e o Samsung Turbo Write 2.0 que encontramos em modelos 980 Pro, aonde todos são designs híbridos que foram em ter tanto desempenho quanto durabilidade.

Após ele ter gravado 132GB, ele começou a escrever nos blocos programados nativamente como QLC, aonde gravou de 133GB até 651GB, o que representa sua velocidade nativa cuja média foi de 224 MB/s. O que é uma velocidade bem baixa, mas como se trata de um SSD QLC com “apenas” 8 dies, é algo esperável, já logo após sua nativa QLC, ele entrou no processo de folding/Copyback cujo caiu ainda mais para uma média de 172 MB/s.

No geral sua média contando sua nativa em adição à sua velocidade em folding foi cerca de 200 MB/s o que foi cerca de 100 MB/s a menos que o SSD Netac N930e Pro de 512GB que também tinham 8 dies porém TLC. Com estas velocidades podemos estimar um desempenho de 25 à 30 MB/s por cada Die TLC.

Realizamos também um teste para ver quanto tempo o SSD levaria para recuperar parte de seu Buffer e, no decorrer da nossa bateria de testes, que vai de 30 segundos até 2 horas em idle, utilizando o TRIM e gargabe collection vs TRIM/GC não utilizados. Ao testarmos sem usar o TRIM/GC podemos observar que ele conseguiu recuperar cerca de 5GB à 7GB em menos de 30 segundos em idle, que representa seu volume de pSLC Cache estático, infelizmente, mesmo após 2 horas em idle ele não conseguiu recuperar mais do que isto.

Mas ao testarmos com TRIM/GC ativados, vemos que ele já consegue recuperar seu volume completo em poucos segundos, novamente reforçando que este design de pSLC Cache híbrido foi bem implementado.

Algo interessante é que a Solidigm optou por deixar o SSD com estes tempos de recuperação propositalmente, pois eles utilizam este volume de pSLC Cache para armazenar “Hot Data” ou seja arquvios que são bastante utilizados, e por isso mantém seu volume de pSLC Cache cheio por um maior período de tempo. Sem mencionar que embora o pSLC Cache seja mais comum de ser utilizado para escrita, eles também o aproveitam para dar um “boost” na perfomanece de leitura do SSD também.

TESTE DE CÓPIA DE ARQUIVOS
Neste teste, será foi feita a cópia dos arquivos ISOs e do CSGO de uma RAM Disk para o SSD para ver como ele se sai. Foram utilizadas a ISO do Windows 10 21H1 de 6.25GB (1 arquivo) e sua versão extraída com o Winrar para uma pasta contendo 1.874 arquivos menores juntos da Pasta de instalação do CSGO de 25.2GB. 

Ao utilizarmos a imagem .ISO do sistema operacional windows 10 vemos que ele se sai a frente de seu competidor e até mesmo do Netac NV7000, o que foi um ótimo resultado para um SSD PCIe 4.0, especialmente QLC.

Já ao utilizarmos este mesmo arquivo .ISO extraído para uma pasta contendo mais de 1800 arquivos, vemos que neste cenário ele piorou um pouco tendo uma dificuldade maior para poder rastrear os arquivos e realizar a transferência, fazendo com que tivesse o “pior” resultado deste comparativo, exceto pelo HD, embora a diferença entre seu competidor direto, o S50 Lite, tenha sido muito pequena.

Já ao realizarmos este mesmo teste com uma pasta muito maior, de um game, vemos que devido a seu volume de pSLC Cache e o jeito que foi implementado ele consegue realizar a transferência de forma mais efetiva e até superior a muitos SSDs 4.0 mais “topo de linha” do que este da Solidigm, outro ponto positivo.

TESTE DE TEMPERATURA
Neste trecho da análise, observaremos a temperatura do SSD durante um teste de stress, onde o SSD recebe arquivos de forma contínua, para podermos saber se houve algum thermal throtling com seus componentes internos que pudessem gerar algum gargalo ou perda de performance.

Felizmente por ter uma velocidade sustentada bem baixa sua temperatura se quer ultrapassou 50ºC, ficando bem abaixo do limite do controlador, sendo um excelente resultado. E novamente provando ser uma excelente escolha para notebooks.

CONSUMO ELÉTRICO E EFICIÊNCIA

SSDs da mesma forma que diversos outros componentes do nosso sistema tem um determinado consumo elétrico. Os mais eficientes conseguem realizar tarefas que foram requisitadas de forma rápida e com um consumo relativamente baixo, para que assim consiga transitar novamente para seus power states em idle aonde tende a ter um consumo menor.

Agradecimento especial a Quarch Solutions por terem enviado esta unidade para testes

Neste trecho da análisem utilizaremos o Quarch Programmable Power Module que a Quarch Solutions nos enviou (foto acima) para realizar estes testes e verificar o quão eficiente o SSD é. Nesta metodologia serão realizados 3 testes: O consumo máximo que o SSD possui, uma média em cenários práticos e casuais e em idle.

Este conjunto de teste, especialmente o de eficiência e em idle são importantes principalmente para usuários que pretendem utilizar drives em laptops, pois SSDs ficam a esmagadora maioria do tempo em power states de baixo consumo (Idle), portanto, isso ajuda e muito a economizar bateria.

Em termos de eficiência, vemos que ele não apresentou um bom resultado, mas não por conta do seu consumo elétrico ser imensamente alto, e sim pelo fato de usar Dies do tipo QLC, que após a região de pSLC Cache, seu throughput cai consideravelmente, fazendo com que a sua média de velocidade geral caia bastante, mas mesmo com um consumo razoavelmente bem baixo para SSDs 4.0, não foi suficiente para torna-lo um SSD super eficiênte.

Já ao monitorarmos seu consumo máximo atingido em nossa bateria de testes, ele apresentou resultados impressionantes, aonde foi o SSD 4.0 com o menor consumo elétrico, com larga vantagem. Obviamente por não ser desses SSDs que oferecem velocidades de mais de 7.0 GB/s, ainda sim ficou bem similar à um SSD topo de linha PCIe 3.0, o que foi um grande feito para um SSD desta faixa de preço e performance.

Já em sua média, novamente vemos outro resultado incrível, aonde ele conseguiu superar até mesmo um SSD PCIe 3.0 de menor custo e que em teoria deveria consumir muito menos, mas em parte isso foi por conta da sua largura de banda menor e pelo fato de usar dies QLC, mas ainda sim foram resultados incríveis.

E por último e mais importante, teste em Idle, que é o cenário que a esmagadora maoria dos SSDs se encontram no uso do dia a dia ou cotidiao, levando em conta que boa parte das requisições e operações feita pelos sistemas operacionais se quem exercem uma carga excessiva no SSD, e com isso vemos ele novamente brilhar tendo um dos menores consumos do comparativo, tornando ele uma excelente escolha para laptops, devido ao baixo consumo e não sofrer thermal throttling.

Conclusão

Levando tudo isso em conta, realmente será que vale a pena investir neste SSD?

Bom, infelizmente, este SSD não é disponibilizado no Brasil, mas com certeza pela faixa de preço que ele oferece e pelo seu desempenho, ele é um candidato forte para os demais SSDs mesmo com dies TLC como o caso do S50 Lite, pois na maioria dos cenários a diferença prática é irrisória, apenas em cenários de escrita mais intensa por um maior período de tempo que pode-se notar a diferença. Mas para uma pessoa que vai apenas jogar, ou trabalhar ele provou ser um SSD dígno de recomendação.

VANTAGENS

  • Velocidades sequenciais OK, mas bem abaixo dos SSDs mais recentes topo de linha
  • Velocidades Aleatória ótimas para um SSD QLC
  • Latência muito boa para um SSD QLC
  • Desempenho em cenários práticos e casuais incríveis e perfeito para laptops
  • Não sofre variação de componentes internos
  • Construção interna muito boa, mesmo usando dies QLC
  • Não sofre thermal Throttling
  • Volume de pSLC Cache de ótimo tamanho
  • Volume de pSLC Cache se recupera de forma OK, demora um pouco apenas para recuperar seu volume dinâmico
  • Bundle de Software bem completo
  • Excelente nível de durabilidade para um SSD com Dies QLC, mas abaixo dos TLC
  • SSD com consumo elétrico muito baixo
  • Preço súper competitivo e atraente
  • Garantia de 5 anos

DESVANTAGENS

  • Velocidades sequencias baixas para um SSD Gen 4
  • Velocidade de escrita sustentada bem baixa pelo fato de usarem Dies QLC e por ter “apenas” 8 dies
  • Infelizmente só está disponivel nos EUA
  • Garantia apenas nos EUA

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: